Devia pedir desculpa 1000 vezes

Não admira que Fábio Cardoso (o tal que um dia foi contar aos amiguinhos da casa do benfica lá da terra que o Islam Slimani “não fez farinha” com ele em Paços “porque passou os 90 minutos a insultá-lo de terrorista e porco magrebino”) tenha andado lá pelo meio, a pedir, em bom português (de Águeda) “tem calma” ao rapaz que minutos antes teve o dislate de lhe dar banhinho de imersão com direito a duche escocês e a shampoo Ten Voss.

P.S: Ver o Bruno Alves lá no meio a fazer papel de pacificador causou-me alguma estranheza, para não dizer impressão. Bruno Alves é um homem mudado. Ou então, o planeta terra não é redondo nem tem a forma de uma esfera, é um paralelepípedo. O central não deve andar a comer neeps and tatties em Glasgow. Os níveis de raiva no sangue devem estar em mínimos históricos. Há 10 anos atrás, numa situação destas, Bruno Alves resolvia o assunto (sem o árbitro ver; mesmo que visse, paciência!!) com uma boa joelhada nas costas do adversário, um torcer de braços, 2 dedos no olho do colega do lado e uma cabeçada na fuças para acabar com as fitas. 

P.S2: Já agora, o autor do golo foi o avançado Simon Murray. À primeira vista, o gajo até parece ter um pé esquerdo abençoado. Quando vamos ver o currículo é que é pior!

O golaço da semana

A bomba na gaveta do canhoto Kieran Tierney na goleada do Celtic por 5-0 sobre o Kilmarnock em jogo a contar para a segunda ronda da Taça da Liga Escocesa.

Bloco de Notas da História #19 – Decorridos 50 anos sobre a vitória do Celtic na Taça dos Campeões Europeus

25 de Maio de 1967. Estádio Nacional do Jamor. O Portugal da ditadura do Estado Novo, regime que era cada vez mais acossado (e isolado) pela comunidade internacional devido à manutenção da injusta e sangrenta guerra em África, recebe pela primeira um grande espectáculo internacional de futebol.

Em confronto, para a final da Taça dos Campeões Europeus da temporada 1966\1967 encontram-se o poderoso Inter do “catenaccio” de Helenio Herrera e o underdog Celtic de Jock Stein. Os escoceses são, de forma surpreendente, num espaço de 12 anos, a primeira equipa britânica a chegar à final da competição. Apesar do futebol britânico ter recuperado algum do seu prestígio poucos meses antes com a vitória da Inglaterra no Mundial por si organizado, e de algumas equipas ingleses possuírem desde há largos anos as melhores equipas mundiais (caso do Manchester United), são os comandados de Jock Stein que chegam pela primeira vez à final da maior competição futebolística do futebol europeu, surpreendendo tudo e todos no estádio situado no coração do concelho de Oeiras. Continuar a ler “Bloco de Notas da História #19 – Decorridos 50 anos sobre a vitória do Celtic na Taça dos Campeões Europeus”