Os golos da semana

Apesar de não ter escrito muito nos últimos sobre “Bola” (aquela, redondinha, que rola pelo campo e que faz mover 22 homens) o sensacional slalom do argentino não nos passou em claro. Genial jogada do argentino sobre 6 jogadores para fechar a participação na Liga, numa vitória amarga dos catalães em virtude do facto do Real de Cristiano Ronaldo ter conquistado no domingo o seu 33º título espanhol.

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Legal ou ilegal? O estranho golo de Nacho contra o Sevilla

Completamente legal. Assim que Undiano Mallenco apitou e assinalou a falta com a sinalética do seu braço em direcção à baliza da equipa infractora o livre pode ser cobrado rapidamente sem dar tempo à outra equipa de formar uma barreira. Foi o que fez o defesa do Real Madrid aproveitando uma autêntica “patice” dos sevilhanos (um início de partida completamente desastroso ao nível da organização defensiva, diga-se; no capítulo ofensivo a equipa sevilhana conseguiu nos primeiros minutos tirar a bola das zonas de pressão que o Real Madrid tipicamente exerce no miolo nos momentos de transição através de processos de jogo a um toque, de forma a criar várias situações de perigo no último terço, explorando as alas) no lance em questão. Um dos ensinamentos base do futebol de formação consiste em colocar sempre um jogador à frente do esférico para impedir a cobrança rápida do livre. Os sevilhanos esqueceram-se dos “fundamentos básicos” e sofreram um golo inesperado que abriu portas a uma goleada.

5 pontos sobre a partida do Vicente Calderón

1. Entusiasmo. A esperança, o veículo transportador de sonhos, natureza viva na mente de todos os adeptos de futebol. O Vicente Calderón mostrou o seu orgulho, acreditou, vibrou, cantou e no final aplaudiu o esforço dos seus guerreiros. Para os adeptos colchoneros pouco interessou o resultado da primeira mão ou a insuficiente exibição realizada pela equipa no jogo disputado no outro lado da capital espanhola. A alegria romântica típica dos adeptos motivou-os a irem ao Calderón declarar o amor eterno que sentem pelo clube, galvanizando a equipa para 20 minutos diabólicos que me fizeram lembrar aquele jogo mítico realizado frente ao Barcelona nos quartos-de-final da Champions 2013\2014. Por momentos, acreditámos todos que a remontada era possível. Diego Simeone e os adeptos do Atlético de Madrid terão obrigatoriamente que estar orgulhosos da prestação dos seus atletas na partida de hoje A péssima imagem deixada na primeira-mão no Bernabéu foi emendada no Calderón com uma primeira parte de pura voracidade. Continuar a ler “5 pontos sobre a partida do Vicente Calderón”

O avançado completo que é Alvaro Morata

O momento frente ao despromovido Granada não é o mais ideal para se realizar uma análise séria e rigorosa sobre o quer que seja. Estando os merengues a jogar contra uma equipa que está neste preciso momento a definhar até ao final da temporada, seria de esperar à partida uma vitória relativamente fácil destes no terreno dos andaluzes. Continuar a ler “O avançado completo que é Alvaro Morata”

A arte de defender mal os flancos – Real Madrid 2-1 Valência

Os chés até fizeram uma exibição agradável no plano ofensivo com a constante procura de criar situações de finalização para os seus avançados em profundidade ou através de um profícuo jogo de tabelas, mas, mais uma vez, a equipa valenciana confirmou a razão pela qual está a realizar uma péssima temporada tendo em conta a qualidade dos jogadores que compõem o seu plantel. Continuar a ler “A arte de defender mal os flancos – Real Madrid 2-1 Valência”

Messi gelou o Bernabéu e reabriu a luta pela Liga Espanhola

Recebeu, fintou, criou o desequilíbrio a meio-campo, deu a progressão a André Gomes (hala!), Jordi Alba assistiu e La Pulga apareceu precisamente onde gosta de finalizar para enviar a bola para o canto inferior esquerdo da baliza de Keylor Navas. Vez, outra vez, na última jogada do encontro, ao 2º minuto de compensação dado por Hernandez Hernandez, o argentino decidiu o superclássico, chegando ao seu golo 500 com a camisola blaugrana. Com um toque de classe e de clara superioridade moral perante um silencioso Bernabeu (que gélido balde de água que foi despejado naquele minuto final) o argentino foi à linha de fundo, tirou a camisola e exibiu-a ao público madrileno para que nunca se esqueçam dele. Apesar do facto do Real Madrid ainda ter um jogo em atraso para cumprir frente ao Celta de Vigo (uma das equipas em melhor forma no futebol de nuestros hermanos) com o golpe de teatro perpetrado, o argentino salvou o Barça do abismo, espantou alguns dos fantasmas que tem vindo a atormentar a equipa nas últimas semanas e devolveu a equipa à luta pelo título.

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