O golo do dia

44 passes durante 107 segundos. A bola passou pelos 11 jogadores do Real. Paciência na construção. Construção de flanco a flanco à procura do momento ideal para entrar. Movimentações de todos os jogadores para ceder a melhor e a mais segura linha de passe possível de maneira a assegurar que quando recebiam mantinham o adversário longe (logo, pouco capaz de intervir) e a equipa mantinha a posse. Também não posso de maneira alguma não referir que a equipa do Deportivo foi muito cordeirinha nesta jogada. Cordeirinha e pouco agressiva.

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Algumas notas relativas à vitória do Real no Superclássico

Dizer que o Barcelona fez um mau jogo no Santiago Bernabeu é uma afirmação algo redutora para tudo aquilo que os catalães fizeram no plano ofensivo durante os 90 minutos. Claro que na 2ª parte, o maior domínio dos catalães ao nível de posse de bola foi consentido por um Real que já estava claramente a aproveitar o momento para descansar em campo e de certo modo, formatar o chip para o arranque da Liga Espanhola no próximo fim-de-semana. No entanto, os catalães desperdiçaram golos atrás de golos (em alguns lances faltou uma pequenina pontinha de sorte), mostrando, ao longo dos 180 minutos, um irracional e anormal comportamento na área adversária, quer ao nível das decisões de último passe tomadas, quer mesmo ao nível da finalização propriamente dita. Noutro prisma, este Barcelona de Ernesto Valverde tem um comportamento defensivo a anos-luz do comportamento que foi exibido com outros treinadores. Falta de pernas? Muita. Parte do mau comportamento defensivo exibido pelos catalães nas duas derrotas frente ao Real pode explicar-se pela óptica do estado miserável de condição física em que se encontram grande parte dos seus jogadores. Se retirarmos o argentino e o uruguaio da equação (ambos foram de longe aqueles que mais pernas tiveram ao longo dos 180 minutos) existiram jogadores que terminaram a “eliminatória” literalmente de gatas.

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Os golos da semana

Apesar de não ter escrito muito nos últimos sobre “Bola” (aquela, redondinha, que rola pelo campo e que faz mover 22 homens) o sensacional slalom do argentino não nos passou em claro. Genial jogada do argentino sobre 6 jogadores para fechar a participação na Liga, numa vitória amarga dos catalães em virtude do facto do Real de Cristiano Ronaldo ter conquistado no domingo o seu 33º título espanhol.

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Legal ou ilegal? O estranho golo de Nacho contra o Sevilla

Completamente legal. Assim que Undiano Mallenco apitou e assinalou a falta com a sinalética do seu braço em direcção à baliza da equipa infractora o livre pode ser cobrado rapidamente sem dar tempo à outra equipa de formar uma barreira. Foi o que fez o defesa do Real Madrid aproveitando uma autêntica “patice” dos sevilhanos (um início de partida completamente desastroso ao nível da organização defensiva, diga-se; no capítulo ofensivo a equipa sevilhana conseguiu nos primeiros minutos tirar a bola das zonas de pressão que o Real Madrid tipicamente exerce no miolo nos momentos de transição através de processos de jogo a um toque, de forma a criar várias situações de perigo no último terço, explorando as alas) no lance em questão. Um dos ensinamentos base do futebol de formação consiste em colocar sempre um jogador à frente do esférico para impedir a cobrança rápida do livre. Os sevilhanos esqueceram-se dos “fundamentos básicos” e sofreram um golo inesperado que abriu portas a uma goleada.

5 pontos sobre a partida do Vicente Calderón

1. Entusiasmo. A esperança, o veículo transportador de sonhos, natureza viva na mente de todos os adeptos de futebol. O Vicente Calderón mostrou o seu orgulho, acreditou, vibrou, cantou e no final aplaudiu o esforço dos seus guerreiros. Para os adeptos colchoneros pouco interessou o resultado da primeira mão ou a insuficiente exibição realizada pela equipa no jogo disputado no outro lado da capital espanhola. A alegria romântica típica dos adeptos motivou-os a irem ao Calderón declarar o amor eterno que sentem pelo clube, galvanizando a equipa para 20 minutos diabólicos que me fizeram lembrar aquele jogo mítico realizado frente ao Barcelona nos quartos-de-final da Champions 2013\2014. Por momentos, acreditámos todos que a remontada era possível. Diego Simeone e os adeptos do Atlético de Madrid terão obrigatoriamente que estar orgulhosos da prestação dos seus atletas na partida de hoje A péssima imagem deixada na primeira-mão no Bernabéu foi emendada no Calderón com uma primeira parte de pura voracidade. Continuar a ler “5 pontos sobre a partida do Vicente Calderón”

O avançado completo que é Alvaro Morata

O momento frente ao despromovido Granada não é o mais ideal para se realizar uma análise séria e rigorosa sobre o quer que seja. Estando os merengues a jogar contra uma equipa que está neste preciso momento a definhar até ao final da temporada, seria de esperar à partida uma vitória relativamente fácil destes no terreno dos andaluzes. Continuar a ler “O avançado completo que é Alvaro Morata”

A arte de defender mal os flancos – Real Madrid 2-1 Valência

Os chés até fizeram uma exibição agradável no plano ofensivo com a constante procura de criar situações de finalização para os seus avançados em profundidade ou através de um profícuo jogo de tabelas, mas, mais uma vez, a equipa valenciana confirmou a razão pela qual está a realizar uma péssima temporada tendo em conta a qualidade dos jogadores que compõem o seu plantel. Continuar a ler “A arte de defender mal os flancos – Real Madrid 2-1 Valência”