Um empate amargo

Num jogo tão equilibrado, tão disputado e com tantas divididas a meio-campo, a haver destaque para um jogador esse destaque vai obviamente para o capitão Adrien Silva. No meio do desnorte que William revelou em determinados momentos da partida e nas mil e uma falhas cometidas pelo Sporting na transição (foram incontáveis os passes falhados que deram origem a situações de contra-ataque do Benfica) Adrien conseguiu manter sempre o norte e carregar a equipa para a frente quando tinha que o fazer.

Do físico e batalhado jogo de Alvalade, ficámos com uma certeza: o Benfica está a um passo de se sagrar tetra campeão. Não acredito que o Benfica cometa um deslize até ao final da temporada. Com um inédito livre, cobrado com magistralidade pelo sueco Victor Lindelof a castigar uma verdadeira estupidez (uma das muitas) de Alan Ruiz no jogo, o Benfica passou o teste de Alvalade.

Em termos de jogo jogado, o Sporting foi a equipa que mais situações de golo criou (4 foram as criadas pelos leões contra 0 da parte do Benfica) mas não praticou um futebol extraordinário, antes pelo contrário. Os múltiplos erros provocados nas transições por clara intranquilidade de várias unidades (Schelotto, Ruiz, o próprio William) poderiam ter custado caro se o Benfica tivesse desenvolvido melhor os bónus que a turma leonina lhes ofereceu. Por outro lado, se Bas Dost tivesse carimbado as 3 oportunidades golo que lhe foram literalmente oferecidas na 2ª parte, estaria aqui decerto a narrar uma vitória do Sporting. O Benfica foi uma equipa mais obreira, mais pressionante a meio-campo e mais inteligente na gestão dos vários contextos que o jogo ofereceu, levando para casa o tão desejado pontinho ambicionado certamente pelo seu treinador na preparação para este jogo.
Continuar a ler “Um empate amargo”

Anúncios

Análise: Sporting 4-0 Boavista

3 pontos, uma agradável exibição, um hat-trick do suspeito do costume (se bem que a exibição do holandês não se ficou por aí) num jogo que em primeiro denunciou que Jorge Jesus já leva o trabalhinho de casa para a próxima temporada bem adiantado. Por sua vez, o Boavista de Miguel Leal apresentou-se em Alvalade com uma estratégia de jogo bem arrojada no primeiro tempo, caindo em virtude dos dois erros crassos dos seus laterais nos dois primeiros golos da turma leonina.

Continuar a ler “Análise: Sporting 4-0 Boavista”

Desfecho infeliz no regresso de Ronaldo

No dia em que Ronaldo regressou ao arquipélago da Madeira para exibir pela primeira vez entre as suas gentes a sua classe com a camisola da selecção vestida e o troféu conquistado em França, o golo apontado pela “Lenda” não bastou para levar de vencida a “renovada” selecção sueca e não foi suficiente para apagar uma intermitente exibição da nossa selecção. Gostei muito do que vi na primeira parte. Já na 2ª confesso que não gostei de tudo o que vi.

Fernando Santos cumpriu na íntegra o plano que veio a traçar na antevisão da partida, alterando de forma substancial o elenco titular da selecção das quinas. Os jogos amigáveis, indiferentemente dos resultados, servem precisamente para os treinadores poderem dar minutos a quem não tem sido utilizado com frequência nos jogos oficiais e para acima de tudo, poderem testar novas soluções para determinadas posições, novos processos de jogo e dinâmicas que foram trabalhadas no decorrer da última semana com os jogadores. Fernando Santos utilizou o jogo, muito bem a meu ver, para preparar a participação da selecção na Taça das Confederações, testando novos modelos de jogo para poder perceber se os pode trabalhar como alternativa ao modelo de jogo base que a selecção tem apresentado desde que o seleccionador chegou ao cargo, de forma a aplicá-los como planos de recurso na prova que terá lugar no próximo verão na Rússia.   Continuar a ler “Desfecho infeliz no regresso de Ronaldo”

A importância do título nacional

porto

O estado das finanças portistas é por demais conhecido do público em geral: o último Relatório e Contas emitido pela SAD azul branca a 27 de Fevereiro deste ano, portanto, o resultado operacional relativo à gestão do 1º semestre do exercício da actual temporada demonstra que a gestão do clube avança a passos largo para o abismo.

O resultado negativo de 29,58 milhões de euros (mais 15 milhões que os resultados já de si obtidos em período homólogo; se somarmos os resultados negativos na ordem dos 58 milhões de euros da gestão do exercício 2015\2016, o prejuízo do último ano e meio fixa-se nos 78 milhões de euros) “adensado” pelo facto do FC Porto não ter realizado receitas de maior com a venda de jogadores, aliado ao prejuízo (na ordem dos 5 milhões) no primeiro semestre, o que efectivamente não prevê que os administradores da SAD azul e branca não consigam inverter no 2º mas antes agravar a conta, mais a compra do passe de Oliver Torres (na ordem dos 20 milhões no final do ano; pelos vistos o FC Porto mentiu à CMVM) levaram a UEFA a as contas do FC Porto sobre vigilância devido às regras do fairplay financeiro. Os dragões precisam portanto de realizar no Verão pelo menos 110 milhões em vendas para poderem sair desse estado vigilante que é realizado pelo organismo de forma a evitarem a possibilidade (cada vez mais provável) de serem excluídos da participação nas competições europeias.

As contas do Porto e a necessidade que os dirigentes do clube tem de vender como “se não existisse amanhã” está intimamente ligada à conquista do título nacional. A conquista do título nacional por parte dos portistas é fulcral, não pelo facto do clube já não vencer há 4 anos mas pela própria sustentabilidade futura do clube. O futebol mudou.

Continuar a ler “A importância do título nacional”