Os golos da jornada (1ª parte)

Começo este post pela derrota do Real Madrid na deslocação à Catalunha, mais concretamente ao terreno do recém-promovido Girona, emblema que é actualmente presidido pelo antigo lateral direito internacional Delfi Geli (jogador que se celebrizou nos anos 90 ao serviço do Atlético de Madrid de Radomir Antic) e que como se sabe foi adquirido recentemente pelos emires do City Football Group, a holding que controla, entre outros clubes, o Manchester City. Frente ao actual campeão espanhol e bicampeão europeu, a formação catalã fez um “partidazo” incrível (em suma, o jogo foi provavelmente um dos melhores jogos de 2017 da Liga Espanhola) no qual, no frenético (disputado a uma velocidade altíssima que me levou sinceramente a crer, in loco, que os catalães não teriam pernas para mais de 60 minutos; enganei-me redondamente; foi precisamente a partir dos 60 minutos que os merengues não tiveram pernas para aguentar o verdadeiro rolo compressor exercido pela formação da casa) e entrecortado carácter que o jogo foi proporcionando (de bola cá, bola lá) criou várias situações de perigo (enviando inclusive duas bolas aos ferros da baliza defendida por Kiko Casilla, titular em função da ausência de Keylor Navas) e beneficiou de uma rara (nada normal) falta de compostura de Ronaldo no capítulo da finalização.  Continuar a ler “Os golos da jornada (1ª parte)”

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Os golos do dia

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Começo esta série de recortes pela vitória conquistada pela selecção checa no Azerbeijão (1-2). Num grupo decidido há 2 jornadas no que concerne aos lugares qualificáveis (a Alemanha confirmou ontem a sua natural qualificação directa para a Rússia ao bater a Irlanda do Norte por 1-3 em Belfast; a Irlanda do Norte seguirá ao que tudo indica para os playoffs, confirmando a ascensão que tem vindo a trilhar no actual cenário do futebol europeu desde há 5\6 anos a esta parte) o seleccionador checo Karel Jarolim aproveitou a deslocação até ao Estádio Olímpico de Baku para dar experiência internacional ao conjunto de jogadores com os quais vai decerto trabalhar nos próximos anos.

Ainda longe do altíssimo nível apresentado pelo glorioso elenco que compôs as históricas (finalista do Euro 96, p.e) selecções daquele país na última década do século XX e da primeira década do século XXI (autênticas constelações de estrelas do futebol europeu que tinham no seu elenco artistas como o guardião Petr Kouba, Jan Suchoparek, Pavel Nedved, Karel Poborsky, Pavel Kuka, Radek Bejbl, Pavel Srnicek, Patrick Berger, Vladimir Smicer, Tomas Repka, Jiri Nemec, Jan Koller, Tomas Rosicky, Marek Jankulovski, Milan Baros, Petr Cech, Tomas Galasek e Jaroslav Plasil) a nova formada de talentos do futebol checo, parece querer despontar novamente depois de um período de maior indefinição e erro, que foi amenizado contudo pela qualificação para o Europeu de 2016, beneficiando do alargamento do número de selecções promovido por Michel Platini. Continuar a ler “Os golos do dia”

Os golos do dia

Ainda sobre a ronda de jogos que se disputaram a meio da semana enquanto se pisca o olho à nova jornada que está aí à porta com vários jogos na noite desta sexta-feira.

Um classico à Kolarov

No 2º golo da goleada infligida pela Roma ao “pobre” Benevento, equipa que ainda não somou qualquer ponto no seu regresso ao convívio com os grandes 82 anos passados da sua primeira participação no campeonato do primeiro escalão do futebol transalpino. Acção individual clássica do possante lateral esquerdo internacional sérvio, jogador que reforçou a formação de Eusébio Di Francesco na presente temporada, após ter sido dispensado por Pep Guardiola.  Continuar a ler “Os golos do dia”

5 pontos sobre a partida do Vicente Calderón

1. Entusiasmo. A esperança, o veículo transportador de sonhos, natureza viva na mente de todos os adeptos de futebol. O Vicente Calderón mostrou o seu orgulho, acreditou, vibrou, cantou e no final aplaudiu o esforço dos seus guerreiros. Para os adeptos colchoneros pouco interessou o resultado da primeira mão ou a insuficiente exibição realizada pela equipa no jogo disputado no outro lado da capital espanhola. A alegria romântica típica dos adeptos motivou-os a irem ao Calderón declarar o amor eterno que sentem pelo clube, galvanizando a equipa para 20 minutos diabólicos que me fizeram lembrar aquele jogo mítico realizado frente ao Barcelona nos quartos-de-final da Champions 2013\2014. Por momentos, acreditámos todos que a remontada era possível. Diego Simeone e os adeptos do Atlético de Madrid terão obrigatoriamente que estar orgulhosos da prestação dos seus atletas na partida de hoje A péssima imagem deixada na primeira-mão no Bernabéu foi emendada no Calderón com uma primeira parte de pura voracidade. Continuar a ler “5 pontos sobre a partida do Vicente Calderón”

Análise: Real 3-0 Atlético – Uma orgia de futebol do Real

Hat-trick feito. Eliminatória que nunca o chegou a ser. Orgia de futebol colectivo, a essência do futebol, polvilhada com a frieza do suspeito do costume na hora de atirar à baliza. Uma equipa que chega às meias-finais de uma competição como a Champions, a jogar fora perante a equipa que está em melhor forma no cenário europeu, sem qualquer intensidade (nos momentos de pressão, nos momentos de construção), sem ideias para contrariar o sistema defensivo montado pelo adversário, incapaz de se reinventar face aos problemas colocados pelo adversário, inoperante e cheia de problemas no sector defensivo e na sala de máquinas do meio-campo, jamais poderá sonhar com o quer que seja. Essa equipa, completamente descaracterizada face aos moldes trabalhados e apresentados (com distinção) nos últimos anos foi a equipa de Diego Simeone. A extraordinária equipa que conhecemos nos últimos anos pela sua enorme capacidade de subir e baixar linhas conforme o momento do jogo, de rapidamente de se organizar defensivamente num intransponível bloco baixo, intensa na pressão, agressiva no capítulo de recuperação da bola, assertiva nos duelos na área, eficaz no alívio, e muito criativa e eficaz na transição para o contra-ataque com recurso a poucas unidades nesse processo, já não existe.

O caso ficou completamente sentenciado na 1ª mão.  Continuar a ler “Análise: Real 3-0 Atlético – Uma orgia de futebol do Real”

Quem? Ele mesmo! Sim. Antoine Griezmann!

Por motivos inesperados perdi grande parte da partida. Vi com olhinhos de ver a classe de Jan Oblak (mais uma vez!!) e vi finalmente o crescimento de Casemiro “como recuperador de bolas” nesta equipa do Real – o brasileiro continua contudo a ser um perfeito desastre no capítulo do passe e na forma pouco inteligente em como aborda alguns lances no plano ofensivo. Ainda bem que o joga com aquela dupla de médios ao lado. A equipa do Real pareceu-me mais pressionante, mais rápida sobre a bola no momento de perda, mais veloz nas transições, mais dinâmica (Benzema e Ronaldo foram um quebra cabeças para a defensiva colchonera) e mais criativa. Mas não foi uma equipa 100% segura. A amostra disso foi a falha clamorosa no golo do avançado colchonero. Como é possível no meio de tantos jogadores do Real naquela zona ninguém tapar a linha de passe para Angel Correa e dar-lhe todo o espaço e tempo para o argentino decidir a jogada?