A vitória do Benfica na Supertaça em 5 breves notas

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Uma entrada fortíssima dos encarnados na partida contrastou com uma entrada “de gatas” dos vimaranenses – Assente no seu habitual 4x4x2 (com Jonas a assumir quase sempre uma posição entre as linhas mais recuadas dos vimaranenses) a equipa de Rui Vitória entrou na partida com o intuito de diabolizar por completo a equipa de Pedro Martins. Nos primeiros 15 minutos, as saídas a partir de trás dos vitorianos chegaram até a ser constrangedoras pela quantidade de bolas perdidas na transição para o meio-campo contrário. Com linhas muito subidas e dispositivo de pressão altíssimo, muito efectivo e, onde todas as unidades caiam rapidamente em cima dos seus adversários directos,  a formação benfiquista conseguiu condicionar as saídas (a partir de trás) dos vimaranenses. A formação de Guimarães viu portanto como último recurso a possibilidade de tentar sair com segurança pelos corredores à falta de disponibilidade dos seus médios centros para assumir a 100% a tarefa. A estratégia adoptada foi um enorme fracasso mas Pedro Martins foi corajoso quando voltou a pedir à equipa que fizesse um esforço para contrariar a pressão alta dos encarnados.

Ao 2º passe, a bola ou saía fora ou era recuperada por um jogador da formação lisboeta. Sempre que Rafael Celis participava nas transições, o jogador colombiano demonstrava alguma lentidão de processos face a uma pressão intensa que era automaticamente realizada por 2 ou 3 adversários. O segundo golo surgiu precisamente numa enorme falha do outro médio (Zungu) na transição.
As ofertas permitiram aos encarnados colocar pragmáticos acções de contra-ataque nas quais Pizzi foi Rei e Senhor. Apanhando a defesa contrária em contra pé, tanto no golo que ofereceu a Seferovic como no golo que ofereceu a Jimenez (nova falha infantil dos vitorianos na transição para o ataque) o médio internacional português só teve que acelerar a acção de contra-ataque e servir os seus avançados no timing correcto.

A constante variação entre flancos (com a especial entreajuda sempre fornecida, entre as linhas adversárias, por Jonas) Continuar a ler “A vitória do Benfica na Supertaça em 5 breves notas”

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