O dia em que Nuno Dias voltou a fazer de Joel Rocha uma verdadeira cabaça!

A Joel Rocha deve-lhe ter passado decerto toda a cagança e a arrogância destilada (em forma de fel) nos primeiros meses enquanto treinador do Benfica. Desde que se iniciou este ciclo vencedor do Sporting, Rocha já mudou tudo: já mudou de jogadores, já mudou o seu modelo de jogo, já mudou até discurso, não devendo faltar muito até que alguém lhe mostre à calhoada (porque é à calhoada e à cadeirada que saem todos aqueles que não conseguem conquistar títulos naquele clube) a porta da rua do pavilhão da Luz.

Só uma atitude de desespero (de quem já não consegue fazer nada para bater uma equipa mais forte, muito mais forte, muito mas mesmo muito mais forte, com um treinador melhor, muito melhor, muitíssimo melhor) pode explicar a opção suícida (quando o jogo estava muito longe de estar resolvido) tomada pelo treinador do Benfica nos primeiros minutos do segundo tempo quando decidiu subir o seu novo guardião (o anterior, Bebé, keeper que até era a besta negra deste Sporting; fazendo contra os leões exibições de mão cheia, foi dispensado pelo técnico encarnado sem apelo nem agrado nem sequer um pingo de consideração ou gratidão) até ao meio-campo adversário. O resultado foi bonito de se ver. O ambiente no pavilhão foi bonito de se ver. Até o trabalhão que o Dieguinho teve para marcar posição frente ao agressor Bruno Coelho foi bonito de se ver.

Futsal: Benfica 3-3 Sporting – Um derby escaldante que terminou da pior forma

No multiusos de Gondomar, completamente cheio (2500 espectadores) Benfica e Sporting deram um autêntico show de futsal na primeira meia-final da edição 2016\2017 da Taça de Portugal. No derby dos derbys, as duas maiores potências portuguesas da modalidade cozinharam um derby intenso, com muita qualidade técnica e táctica de parte-a-parte, disputado até à medula, repleto de bons golos, de várias oportunidades de golo para ambos os lados e acima de tudo muita imprevisibilidade e emoção até ao final. Prova disso foi o golo do empate alcançado (3-3) por Alex Merlim a 6 segundos no final quando o Sporting já apostava desde os 4″ na utilização do italo-brasileiro como guarda-redes avançado. Na lotaria das grandes penalidades, o Benfica foi mais feliz!

Não fosse o facto do jogador ter sido manchado por pequenas quezílias entre vários jogadores dentro e fora da quadra, chegando a existir agressões entre atletas e dirigentes (Wilhelm e Eddy Varela foram expulsos da partida por agressão; no final da partida, o mesmo Varela esteve na origem, juntamente com Gonçalo Alves de uma escaramuça que envolveu jogadores e dirigentes das duas equipas; facto que obviamente lamentamos) esta meia final poderia ter proporcionado um daqueles cartões de vista que faz crescer a modalidade ao nível de praticantes. Os intervenientes acabaram por manchar o formidável jogo que praticaram dentro das 4 linhas, devendo ser, na minha opinião, severamente castigados pelo Conselho de Disciplina da secção de futsal da FPF.  Continuar a ler “Futsal: Benfica 3-3 Sporting – Um derby escaldante que terminou da pior forma”