A liderança de Isaiah Thomas

Liderar uma equipa na NBA é precisamente isto. Quando o jogo está muito difícil (a equipa de Washington conseguiu vender cara a derrota; não foi um jogo perfeito ao nível de lançamento para a equipa de Washington com 44 em 96 tentativas, mas na verdade, John Wall com os seus múltiplos crossovers e os postes da equipa com vários lançamentos e com a realização de screens que permitiam boas situações de lançamento aos colegas, iam resolvendo no plano ofensivo) e a equipa chama pelo seu líder, este tem que ser capaz de assumir o jogo nos momentos decisivos, indiferentemente da sua eficácia. Dar o passo em frente nos momentos de pressão é o que distingue um líder nato de um jogador mediano que jamais irá liderar equipas.

Quando Isaiah é chamado a assumir o jogo no momento da decisão, o pequeno base é letal. Se até lá, Jay Crowder, Avery Bradley e os 33 pontos que vieram do banco conseguiram manter a equipa “encostada à discussão do resultado”, a equipa precisava de mais qualquer coisa para dar a sapatada no marcador no 4º período e no overtime que se seguiu. Foi nesse cenário que o base entrou em acção como lhe competia, com 29 pontos, com 11 lançamentos eficazes (3 triplos) em 17 tentativas, fora os lances livres em que foi 100% eficaz, os ressaltos que ganhou neste período e o roubo de bola que conseguiu no 4º período. Pode-se dizer que nos 17 minutos finais, o base de Boston fez portanto “um jogo dentro de outro jogo”, um jogo particular, no qual provou mais uma vez que “mata mais do que as vezes em que morre” – os sinais são muito positivos para Boston!

Não faças isso, John Wall!

Que maravilhosa dança do base dos Wizards à frente de Isaiah Thomas no jogo 1 da série entre os Celtics e a equipa de Washington, jogo que ainda está a decorrer.

A serenidade e a confiança dos Washington Wizards

Confesso que só tenho visto os resumos alargados da série mas o que tenho visto dá-me a certeza que a continuar a manter o mesmo estilo de jogo, os Wizards podem ser uma surpresa no Este.

A equipa orientada por Scott Brooks está a revelar-se uma equipa que consegue levar a água ao seu moinho com alguma serenidade e confiança no seu jogo. Frente a um adversário difícil, pelas “trutas” que tem tanto no jogo interior como no jogo exterior, e pelo dinamismo do seu base (Schroeder) a equipa de Washington tem anotado boas impressões. Com um scorer certinho no capítulo de eficácia do lançamento (Wall coim 49,5% FG 47\95 e 53% na carreira de tiro no triplo; 8 em 15 tentativas) e outro mais irregular (os 12\50 de Bradley Beal no lançamento de 3 pontos são preocupantes mas o jogador mal ou bem consegue acrescentar sempre 20 pontos ou mais) postes que são fenomenais na defesa do jogo interior (e Dwight Howard até tem sido o fantástico rebounder que foi no passado) e na criação de “janelas” para as penetrações e lançamentos dos seus scorers nos bloqueios, a equipa revela muita serenidade e confiança na construção ofensiva, até nos momentos em que a pressão é maior em virtude de situações de desvantagem. Outro dos apontamentos interessantes desta equipa prende-se com a inteligente construção das situações de lançamento através de uma excelente rotação da bola até ao jogador que estiver livre para lançar.