Calma meus amigos benfiquistas: a narrativa anda a ser mal contada

a bola

O título é bastante enganador. Não, não venho escrever meia dúzia de “linhitas” sobre a fastidiosa entrevista dada (? depois daquilo que um gajo ouviu da boca do Marques, temos sempre de ter o chip formatado para a desconfiança neste tipo de questiúnculas, não é?) Luís Bernardo. Nem venho tão pouco a terreiro para contestar a viril mentira que foi contada por José Manuel Antunes naquele pequeno bordel de prostituição barata, nos quais os ventrilocos, devidamente encartilhados por um analfabeto encartado (se bem que eu continuo a não atestar os 5 aferidos ao Janela para escrever aquilo, mas antes ao Pedro Guerra; aquela cartilha soa por todos os poros a mentira) usam e abusam, a troco de um coice no rabo no momento da verdade, da reles arte só acessível aqueles que pouco usam da testa para manipular a opinião pública. A verdade, como vimos, vem sempre ao de cima. Noutras querelas, estou certo que também teremos, mais tarde ou mais cedo, a verdade. Pura, crua e com as devidas e justas consequências.

Tenho visto por aí, quer entre os meus amigos benfiquistas quer nos blogs afectos ao nosso rival, uma enorme reacção anafilática à narrativa que é apelidada (e corroborada pela edição de hoje da Bola) como a “sportinguização” do Benfica. Descansem meus queridos. Por mais Domingos Soares de Oliveira (o homem cuja eleição para o órgão europeu do futebol da murranhanha foi tida por um acéfalo mentiroso como apenas comparável às de Guterres e Barroso para a ONU e CE), Diogos Matos, Simãozinhos vendedores de azeite e Mil Homens do passado da formação de Alcochete que sejam contratados, o Benfica nunca será “sportinguizado”! E nunca será sportinguizado porquê? Por 4 razões muito simples:

  1. Porque os tecnocratas como Domingos Soares de Oliveira são, segundo a lógica uma vez descrita por Ricardo Salgado, amorais. Os amorais não tem o cheiro intenso de leão, não tem alma, não tem um farfalhudo e espesso pelo, não tem juba. Tem somente em cima da mesa uma máquina calculadora preparada para fazer contas de somar e fazer contas de sumir (quando a coisa der para o estoiro).

2. Porque os vendedores de tremoços como o Simãozinho são cães sem dono cuja vida lhes ensinou que um dia “comes das palminhas de um” para no outro dia “lhe ferrares de forma a ires comer nas palminhas” de outro dono.

3. Quem é mesmo o Diogo Matos? Ah, já sei, aquele gajo possante que uma vez fomos buscar ao Alverca para pendurar à porta 10A tal foi o pouco uso que o Boloni lhe deu.

4. E os Mil Homens? Os Mil Homens do passado e do presente da formação do Sporting, malta que gosta de trabalhar no Sporting, que sente o Sporting, que ama o Sporting, que quer tornar o Sporting o melhor clube possível,  não andam por aí a exigir contratos por objectivos nos quais obrigam o Sporting a pagar x de prémios por cada jogador que sai da Academia por um valor igual ou superior a y.

Portanto, peço-vos para ter calma. Vocês não estão a contratar sportinguistas. Estão a contratar pura e simplesmente um conjunto de mercenários. Mercenários do nível da janela que a vida vos ofereceu.

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Aquele momento em que a imprensa internacional engoliu todo o seu sensacionalismo e o seu fatalismo

Ouviram bem, jornalistas? Ele voltou. Um verdadeiro campeão não se rende “por dá cá aquela palha” no primeiro grande obstáculo que é chamado a atravessar. Não tenho quaisquer dúvidas e volto a reafirmar o mesmo que afirmei a 24 de Abril neste espaço: sendo um jogador bastante forte no plano mental, o sueco vai regressar em breve aos relvados. E vai regressar com tanta ou mais vontade de vencer do que aquela que tinha quando se lesionou naquele jogo frente ao Anderlecht. Nem que seja para voltar a ter o prazer de calar um bando de mentirosos e especuladores que só “sabem viver” à custa da miséria dos outros e da constante invenção de notícias especulativas sem qualquer fundo de veracidade.

Hoje Escreve o Mister #15 – O podre jornalismo português

Por Pedro Sousa

A propósito do título desta notícia publicada pelo Jornal O Jogo.  Continuar a ler “Hoje Escreve o Mister #15 – O podre jornalismo português”

Mais um sinal claro e indicador da degenerescência jornalística que paira pelo Jornal Record

Para nosso contentamento, uma das coisas positivas que este país ainda possui é o facto de podermos tomar um café e dar uma passagem de olhos pelas gordas (e também pelas pequenas, aquelas onde por vezes se esconde a surrealidade noticiosa!) de todos os jornais, em praticamente todos os cafés, pela módica quantia de 60 ou 65 cêntimos. Em tal hábito praticado por milhões de portugueses, não nos podemos queixar de não retirarmos um pequeno benefício deste autêntico custo de oportunidade face à escassez de verbas que existe nos nossos bolsos. Nos dias que correm, comprar religiosamente o jornal desportivo todos os dias (como faz o meu querido avô há mais de 5 décadas) face à qualidade das notícias, pode-se mesmo apelidar de “pequeno grande luxo” que retira ao consumidor 30 euros mensais, e, encaremos os factos, não o torna mais informado e mais esclarecido, antes pelo contrário.

Hoje quando tirei a minha pausa para passar os olhos pelo Record deparei-me com este infograma de oitava categoria retirado pelo jornalista de uma fonte de informação mais ou menos fiável, o site Transfermarkt, fonte que utilizo amiudemente apenas para ver o valor real pago por determinadas transferências, quase sempre a título acessório quando a minha RAM me falha. Fora tal facto, as temporárias e voláteis cotações dadas pelo site são ridiculamente imperceptíveis, até para os pressupostos que guiaram Adam Smith a criar a sua “universal” lei da mão invisível. Continuar a ler “Mais um sinal claro e indicador da degenerescência jornalística que paira pelo Jornal Record”

A imundice jornalística que vive no futebol português


in Público, 11-04-2017

Já desconfiava desde há muito tempo que o Jornal Público é um jornal pago. É um jornal pago por quem tiver mais interesse em comprar uma escrita à la carte tão típica dos diários desportivos. Não foi a secção desportiva do referido diário que me deu a entender essa ideia, porque felizmente ainda tem bons jornalistas como Marco Vaza. Vaza é desde há muitos anos a esta parte um verdadeiro prazer de leitura. Se o leitor acompanhar diariamente as publicações do Público bem como a vida quotidiana do jornal desde que David Dinis chegou ao cargo de director, perceberá claramente a estratégia que visa “endireitar o jornal”. Mas não é sobre isso que venho falar porque tal facto é irrelevante para este blog.

A época da demonstração dos chamados “factos alternativos” assim o permite para que o spinning da informação seja a melhor arma de contra-ataque. Perigoso é quando são os jornalistas a fazer manobras que são completamente antagónicas aos valores éticos e deontológicos da profissão para benefício de terceiros. O próprio princípio da lógica da deontologia da profissão exige que os jornalistas procurem a verdade de forma a evitar erros. Ou seja, na prática, o trabalho jornalístico deve obrigatoriamente respeitar a imparcialidade, a confidencialidade das fontes, a objectividade da informação que é prestada, a qualidade da informação que é prestada e está claro, o bom senso e a manutenção da ordem pública.

Este artigo do jornalista Diogo Magalhães desrespeitou por completo a deontologia da profissão. Desenterrar um facto com 17 anos para justificar a negação de outro facto por parte dos dirigentes e comentadores de um determinado clube rival do primeiro, ainda para mais quando o facto foi hoje desenterrado por uns dos pontas-de-lança da comunicação do caos desse mesmo clube, um tal de Hugo Gil, é fazer tábua rasa dos valores que norteiam a profissão. E é no fundo a prova cabal da analogia que pode ser traçada entre Jorge Nuno Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira: a cara de um é precisamente o cu do outro. Por outras palavras: em muitos aspectos nos quais o presidente do FC Porto fez escola no futebol português no passado (negação de factos óbvios, controlo do funcionamento dos órgãos federativos, controlo de grande parte dos agentes da comunicação social e dos jornais, contra-informação através de pontas-de-lança de comunicação, apelo expresso ao ódio) Vieira está a reproduzir no presente.

Hoje Escreve o Mister #6

janela

Por Pedro Sousa, o nosso Mister de serviço

Se retirassem alguns programas ditos desportivos do ar, o futebol português só tinha a ganhar para respirar melhor, porque há muito se percebeu que a maioria dos paineleiros/ comentadores pensam pouco pela sua cabeça e dizem mentiras ou “meias-verdades” de uma maneira coordenada, sabendo que a maioria dos portugueses “engole” como verdades tudo o que é dito pelos tais “intelectuais” do comentário da bola que servem de marionetas dos seus clubes, por fazerem pouco uso do pensamento ou fanatismo exacerbado!

Uma vergonha ao que a comunicação chegou! E muitos dizem ter profissionalismo! Eu chamo não ter coluna vertebral o facto de cada um não ter opinião própria de análise mas antes uma opinião manipulada na sua génese que serve interesses de terceiros que não são nada saudáveis!

Mais grave, é ditos comentadores isentos (alguns até já foram agentes desportivos) fazerem passar uma imagem de isenção quando são a vergonha da comunicação nos ditos programas, não tendo coragem suficiente para assumir o lado que defendem ou assumir as execução de cartilhas para o qual recebem, e ainda terem a cara de lata de se fazerem passar por moralistas perante o descalabro das suas declarações!

Enfim, tudo a bater no fundo e a vir ao de cima..

Burro é aquele que ainda acredita na isenção do jornalismo e nas suas opiniões parciais, porque dos ditos comentadores, penso que só os mais distraídos ou fanáticos pelos seus clubes é que ainda podem levar a sério alguma opinião destes.

Haja paciência para aturar tanta ignorância!!

 

Hoje Escreves Tu #8 – Melhores dias virão, Renato Sanches

Por António Boronha, antigo vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, autor convidado regular do nosso blog.

“Após a ascensão meteórica da época passada, Renato Sanches enfrenta agora uma fase mais atribulada da sua ainda curta carreira.
(…)
O jornal alemão TZ, escreve esta quinta-feira sobre o médio português.
O título do artigo é:
‘Renato Sanches.
Quanto mais tempo terá o Bayern Munique de ter paciência?’.
Deixando várias críticas às prestações de Renato, que nem tem sido aposta frequente de Carlo Ancelotti, o jornal recorda que o jogador foi titular no último encontro do Bayern, derrota frente ao Hoffenheim por 1-0.
‘Uma exibição assustadora. Aos quinze minutos já tinha falhado quatro passes que deram em ataques perigosos do adversário’, diz o trabalho.”
[no ‘DN’, esta semana]

Renato Sanches, hoje, frente ao ‘Dortmund’, nem no banco do ‘Bayern’ está sentado.
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