A sobriedade de Tiago Machado

Quando eu era petiz, havia determinados aspectos que também não percebia no ciclismo. Essas incompreensões sobre alguns aspectos da modalidade não eram, ao contrário do que usualmente acontece com as crianças, fruto de algum desconhecimento técnico ou táctico sobre a modalidade, porque desde cedo desenvolvi um especial interesse pelas acções e características de todos os corredores, pelas decisões tácticas e estratégias que eram tomadas pelos seus directores desportivos, e pelo próprio contexto de evolução da modalidade – como sempre fui uma criança curiosa, sempre que queria saber mais sobre determinado corredor ou sobre determinada equipa, socorria-me das muletas que tinha mais à mão: o meu pai e o meu avô. Mais o meu avô porque o meu pai não acompanha regularmente a modalidade desde há 2 décadas a esta parte.

Essa incompreensão surgia quase sempre em virtude do contexto da temporada em questão: não percebia o porquê do José Maria Jimenez não ser o chefe-de-fila da Banesto, não percebia, por exemplo a razão pela qual o Michelle Bartoli (o melhor puncheur dos anos 90) não corria regularmente provas por etapas ou a razão pela qual o Pavel Tonkov não aparecia no Tour de France. Na altura, confesso que desconhecia por completo o indispensável planeamento que era realizado por todas as equipas no início da cada temporada. Nada mais natural para uma criança de 7 ou 8 anos. A falta de informação sobre o que se passava lá fora também não nos ajudava a perceber quais eram os objectivos que todas as equipas traziam para as grandes voltas.  Continuar a ler “A sobriedade de Tiago Machado”

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Fabio Felline vence o Prólogo da Volta à Romândia

A belíssima e “italiana” região da Romandia na Suiça é o último pit stop antes do Giro de Itália. Na prova suiça, prova de 6 etapas (a primeira em regime de prólogo) que foi vencida nas últimas edições por Nairo Quintana (Movistar) e Ilnur Zakarin (Katusha) estão presentes praticamente todos os ciclistas que tem ambições no próximo Giro para além de outras grandes vedetas do pelotão internacional como é o caso de Chris Froome, ciclista que já venceu a prova em duas ocasiões nos anos de 2013 e 2014. Apesar de se desconhecer por completo o actual estado físico do ciclista britânico em virtude dos poucos dias de corrida que somou na primeira metade desta temporada, Froome é sempre um nome a ter em conta para qualquer prova. Estou convicto que o veremos seguramente na frente nas etapas de montanha.

Carlos Alberto Bettancur (Movistar), David de La Cruz e Bob Jungels (Quickstep), Tejay Van Garderen e Richie Porte (BMC), Simon Yates e Roman Kreuziger (Orica), Chris Froome (Sky), Jarlinson Pantano (Trek), Warren Barguil e Wilco Keldermann (Sunweb), Rigoberto Uran (Cannondale), Robert Gesink e Primoz Roglic (Lotto Jumbo-NL), Ilnur Zakarin e Simon Spilak (Katusha), Jon Izaguirre e Sonny Colbrelli (Bahrein-Mérida) Christophe Riblon e Alexis Vuillermoz (AG2R) Sebastien Reichenbach (FDJ), Louis Mentjes e Diego Ulissi (UAE; Rui Costa não correrá uma prova onde já conseguiu fazer pódio em duas ocasiões) são as estrelas do pelotão internacional presentes na suiça para discutir as etapas e a geral individual da prova.
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