Tour de Hainan – Etapas 8 e 9

Marco Zanotti deu a vitória à holandesa Monkey Town

Apesar de ter conquistado, com algum mérito a 7ª tirada da prova chinesa, à entrada para as recta final da competição, ou seja, para as duas etapas finais, a missão de Jacopo Mosca (Willier Triestina – Selle Italia) não se encontrava de todo facilitada, em função da diminuta vantagem alcançada para os mais directos perseguidores na luta pela geral individual. Se ao 2º classificado, o espanhol Benjamin Prades (Ukyo) bastava por exemplo conquistar os 3 segundos respeitantes ao sprint intermédio colocado nos quilómetros finais da etapa pela organização da prova, aos 3ºs classificados na geral, o ucraniano Kononenko da Kolss (ciclista que tem uma boa ponta final) e ao holandês Marc de Maar, o maior agitador da etapa anterior, os 10 segundos relativos à vitória de etapa serviriam para chegar à liderança caso Mosca não viesse a bonificar quer no sprint intermédio quer à chegada.

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Tour de Hainan – Jakub Mareczko pulveriou toda a concorrência da 3ª à 5ª etapa

3ª etapa – Jakub Mareczko continua o seu passeio pela China.

A 3ª etapa da prova chinesa foi disputada de acordo com um guião muito idêntico aquele que já tinha orientado a actuação dos diversos actores na etapa anterior da prova. Jordan Cheyne, o canadiano da Jelly Belly p\b Maxxis, corredor que na 2ª etapa havia encetado uma fuga que haveria, à posteriori, quando o ciclista de 26 anos já se encontrava em regime de solitário na frente da corrida, de morrer a 900 metros da meta, voltou a tentar a sua sorte. Numa primeira fase da escapada, logo após a disputa de um sprint intermédio, Cheyne saiu com mais 4 atletas. O figurino final da fuga redundou num trio que pode rodar calmamente na dianteira da corrida até à passagem dos 4,5 km para a meta porque lá atrás, no pelotão, a Willier Triestina, formação do líder da prova, Jakub Mareczko, voltou a empregar poucos esforços no trabalho de perseguição – controlando no fundo apenas o tempo de vantagem da fuga, tempo que rondou os 30 segundos (estando sempre os fugitivos à vista do pelotão) nos últimos 40 km. Com esta opção estratégica pretendia a Willier poupar unidades para o acto de lançamento do sprint (onde Mareczko foi novamente obrigado a ter que procurar as melhores rodas para poder participar na discussão pela vitória de etapa) e obrigar as equipas interessadas numa chegada ao sprint a trabalhar na frente. A japonesa Ukyo (de Jon Aberasturi, o sprinter que conquistou a primeira etapa da prova) foi a única que manifestou interesse em colaborar com a formação italiana. Tanto a Bardiani como até a ucraniana Kolss por exemplo, trataram de reunir os seus blocos na testa do pelotão, à espera do melhor momento para assenhorar-se da sua dianteira, sem contudo terem colocado unidades no esforço de perseguição que estava a ser movido. A formação de Barbin chegou inclusive a colocar um problema adicional na corrida quando nos quilómetros finais, numa fase em que os ciclistas ultrapassavam uma pequena inclinação, lançou Alessandro Tonelli ao ataque. À Delko Marseille do “camisola verde” (em função da camisola amarela envergada por Mareczko) não interessava colaborar com a Willier por motivos óbvios, visto que tinha um corredor em fuga.

À semelhança do que aconteceu na 2ª etapa, a Bardiani acabou por entrar na frente na entrada do último km, com 2 ciclistas a carregar Barbin, mas Mareczko, bem posicionado na 4ª posição do bloco de lançamento voltou a beneficiar dessa exímia colocação, e do lançamento de sprint promovido por Anthony Giaccopo (3º classificado) da Isowhey para galgar metros no seu inconfundível e eficaz estilo de sprint.  Continuar a ler “Tour de Hainan – Jakub Mareczko pulveriou toda a concorrência da 3ª à 5ª etapa”