Vuelta – 17ª etapa – Stefan Denifl deu a vitória da época à Aqua Blue Sport, no primeiro dia em que Christopher Froome revelou uma quebra física

Obra do multimilionário irlandês Rick Delaney, visionário empresarial irlandês nascido em Cork que tem feito a sua fortuna ao longo da última década na fabricação e distribuição de um conjunto de bebidas alcoólicas vendidas mundialmente como a Royal Dutch lager, Kah Tequila,ou a Oranjeboom, a equipa Aqua Blue Sports nasceu, no ano passado, com a vontade de ligar o útil (a vertente empresarial de Delaney) ao agradável, ou seja, a uma das grandes paixões do empresário; o ciclismo. Com um investimento total a rondar os 4 milhões de euros por temporada (500 mil recolhidos sob a modalidade de crowdfunding; segundo uma das mais recentes entrevistas feitas pelo Irish Examiner ao empresário, a empresa estima que o ciclismo possa garantir um retorno três vezes superior ao investimento nos próximos 2 anos) e um patrocínio garantido para 2 anos pela fabricante de bicicletas belga Ridley, Delaney não veio para o ciclismo “para ver a volta”. Logo no acto de abertura, o empresário irlandês confirmou que tendo estabelecido o projecto para esta e para as próximas 3 temporadas, todos os ciclistas contratados teriam que assinar contratos para as duas primeiras temporadas. O objectivo estabelecido pelo empresário passa por conseguir subir ao World Tour nas próximas 4 temporadas. Continuar a ler “Vuelta – 17ª etapa – Stefan Denifl deu a vitória da época à Aqua Blue Sport, no primeiro dia em que Christopher Froome revelou uma quebra física”

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Vuelta – 13ª etapa – Em Tomares, nos arredores de Sevilla, tomara a muitos ter esta organização da Quickstep

Já não existem adjectivos para descrever a prestação da formação belga (líder do ranking da UCI) durante a temporada de 2017: as vitórias caem estrondosamente no seu bolso como a água numa catarata. A Quickstep já é desde há muitos anos um projecto vencedor mas a verdade é que durante o presente ano ainda o está a ser mais vencedor. No Giro, os belgas venceram 4 etapas ao sprint com o colombiano Fernando Gavíria e 1 por intermédio de Bob Jungels. No Tour, Marcel Kittel limpou 5 etapas. Na Vuelta, Matteo Trentin, o lançador do alemão ganhou 3, Julian Alaphillippe ganhou outra e Yves Lampaert também já sentiu a emoção de subir ao pódio no final de uma etapa. Quando até a 3ª escolha (ainda tem uma 4ª: Maximiliano Richeze) para os sprints limpa 3 etapas numa Grande Volta, o que é que poderemos acrescentar ao formidável rendimento desta equipa?

Ao todo, a equipa que representa um dos maiores fabricantes mundiais de pavimentos laminados já conquistou 56 vitórias repartidas entre 2 vitórias em classificações gerais individuais, 10 prémios categorizados, e 44 etapas\provas de um dia. Nas 53 etapas corridas nas 3 grandes voltas até ao dia de ontem, a formação comandada por Patrick Lefévère conquistou um total de 15 etapas. Na esmagadora maioria das vitórias, há um denominador comum que explica grande parte do sucesso: a organização que esta equipa demonstra nas chegadas ao sprint. A vitória conquistada na 13ª etapa da Vuelta, não foi excepção.  Continuar a ler “Vuelta – 13ª etapa – Em Tomares, nos arredores de Sevilla, tomara a muitos ter esta organização da Quickstep”

Vuelta – 8ª Etapa – Julian Alaphillipe vence no Xorret de Catí; Christopher Froome volta a demonstrar a sua supremacia

Na última das 4 etapas de colinas\média montanha que fecharam a diabólica primeira semana da competição, as duras rampas dos 5 km da ascenção ao Xorret de Catí, subida cujas pendentes oscilaram entre os 11% e os 21%, tivemos direito aquele que me parece ter sido, na minha opinião o melhor espectáculo da prova até ao momento.

Julian Alaphillippe (Quickstep) pode, a partir de uma fuga, abençoar o seu regresso à competição após 6 meses de paragem e Christopher Froome voltou a dar uma valente malha nos seus rivais mais directos. Com um ataque, o ciclista britânico deu mais um passo para o cumprimento dos objectivos para os quais tem estado a lutar com afinco, foco, tenacidade e obstinação. Numa condição física excepcional, o chefe-de-fila da Sky, nem parece ter corrido há um mês atrás o Tour. As “ganas” de querer juntar à vitória alcançada na geral do Tour, a sua primeira vitória na Vuelta (tornando-se assim o 13º ciclista da História a conquistar duas grandes voltas no mesmo ano; o 3º a conquistar o Tour e a Vuelta no mesmo ano; até ao presente, apenas Bernard Hinault e Jacques Anquetil conseguiram alcançar tal feito) têm conduzido a estratégia do ciclista britânico, estratégia que tem sido uma espécie de regresso às suas origens. Na prova espanhola, Froome tem sido mais ofensivo e menos controlador (consequências derivadas do facto de não ter uma formação tão boa quanto aquela que apresenta no Tour) do que aquilo a que nos habituou. No Xorret de Catí, Froome voltou a atacar, levando consigo, apenas, Alberto Contador. Continuar a ler “Vuelta – 8ª Etapa – Julian Alaphillipe vence no Xorret de Catí; Christopher Froome volta a demonstrar a sua supremacia”

Quem mais poderia ter vencido senão Alejandro Valverde?

E vão 5 para Alejandro Valverde no muro de Huy! O espanhol da Movistar venceu com muita classe a 81ª edição da Fleche Wallone, numa prova em que a Movistar de Eusébio Unzué revelou uma maturidade e uma inteligência táctica fenomenal.

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Albasini vence a 2ª etapa da Volta ao País Basco

Como referi ontem no post relativo à 1ª etapa da prova, a Orica tinha no ciclista suiço um dos possíveis candidatos a uma vitória de etapa. Na trabalhosa chegada a Eltziego, o all-arounder da equipa australiana agradeceu o esforço da sua equipa na protecção garantida na parte final face às últimas dificuldades do dia (a ligeira inclinação de acesso à cidadela de Eltziego; a possibilidade de abanicos) e sprintou como se não houvesse amanhã para ganhar a tirada.

A etapa de ontem trouxe apenas espectacularidade na parte final. Anulada a fuga do dia, composta por Fabricio Ferrari da Caja Rural e Luis Angel Mate da Cofidis (mais uma vez as duas equipas aproveitaram o momento para colocar literalmente “publicidade” durante horas na frente dos telespectadores da prova) as equipas dos candidatos e dos finalizadores presentes na prova, voltaram a ir para a frente do pelotão para controlar a corrida e posicionar bem os seus corredores com aspirações. Solto de responsabilidades em virtude do tempo que perdeu com o furo na primeira etapa, Julian Alaphillipe apareceu na frente do pelotão a acelerar o ritmo para arrepiar caminho para o sprinter que a Quickstep levou para o País Basco: o argentino Mauro Richeze. O ciclista argentino intrometeu-se no sprint final mas não teve pernas (no fundo ninguém teve) para a pica de Michael Albasini. Numa chegada muito técnica em curva, o suiço demonstrou que levava a lição bem estudada de casa ao lançar o seu sprint na viragem, antes dos 150 metros para a linha de chegada quando toda a concorrência previa o lançamento do sprint depois da placa dos 150 metros.

Volta ao País Basco: o azar de Julian Alaphillipe e a vitória de Michael Matthews

A sempre difícil e muito técnica chegada a Sarriguren trouxe espectáculo a uma etapa disputada “nas calmas”. Numa etapa disputada a um ritmo muito baixo, com um trio de fugitivos relativamente perigoso na frente (Igor Anton da Dimension Data, um ciclista que conhece muito bem o terreno que pisa e que poderia ser perigoso caso o deixassem chegar na frente à meta; acompanhado por Luis Mas Bonet, um ciclista perito em fugas e por Yoann Bagot da Cofidis) foi a Sunweb de Michael Matthews assumiu lá atrás no pelotão grande parte das despesas de perseguição e de aproximação ao técnico desfecho da etapa nos seus 5 km finais.

As acentuadas viragens que os ciclistas tiveram que realizar, acompanhadas pela entrada numa faixa de estrada muito estreita (em ligeira inclinação) a fazer lembrar as estradas das clássicas que se estão a disputar neste preciso momento na Flandres obrigaram as equipas dos candidatos à vitória na geral individual a colocar os seus líderes na dianteira do pelotão de maneira a poderem em primeiro lugar ter condições para atacar na parte final se fosse esse o seu desiderato, e em segundo a evitar uma eventual queda que pudesse ocorrer no seio do pelotão.

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Supresa na Milão – San Remo

O antigo campeão do mundo, o polaco Michal Kwiatkowski venceu de forma surpreendente ao sprint na chegada a San Remo, batendo na chegada a San Remo dois ciclistas com uma ponta final muito mais forte, nada mais nada menos que Peter Sagan e Julian Alaphilipe. O all arounder polaco confirmou o seu grande momento de forma no início desta temporada (carimbou a 2ª vitória depois de ter vencido há 15 dias em Itália na Strade Bianchi) e confirmou também o grande arranque de temporada que está a ser protagonizado pela Sky, equipa que tem apresentado várias soluções para a vitória nas provas em que tem participado quer pelo polaco, quer por homens como Geraint Thomas, Ian Stannard ou o seu sprinter Elia Viviani.
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