Final da NBA – Jogo 3 – Golden State sela o campeonato em Cleveland

Soem as trombetas, façam descer as cortinas: este título pertence com muita justiça aos Golden State Warriors! A formação de Steve Kerr está a um quarto de passo do título. Por mais argumentos que os Cavs possam buscar na partida de sexta-feira para marcar 1 jogo nas finais deste ano, duvido que este título escape à franquia californiana. Ao longo destes 3 jogos, os Cavs provaram que no final acaba sempre por lhes faltar muito para terem argumentos para travar a marcha triunfante da formação de Steve Kerr.

Se os Cavs não cometem muitos turnovers no ataque, defendem mal. Se começam a defender ligeiramente melhor no primeiro de 2 jogos em casa, surgem as individualidades do adversário. Se não surgem as individualidades do adversário, saem pontos, ressaltos e abafos do banco. Se não defendem bem os screens que são feitos por Green ou Durant, levam com a magia destes. Se defendem bem os screens, como efectivamente defendeu bem a espaços Iwan Shumpert, não caindo na asneira de voltar à estratégia de double team (estratégia que quase sempre redunda na existência de um homem livre com espaço para atirar), os Warriors jogam para os seus shooters no exterior ou arranjam maneira de fazer um novo screen que permita baralhar as marcações de forma a jogar para as entradas que são feitas rumo ao cesto nas costas do adversário. Se na primeira parte manda Klay Thompson, na 2ª aparece Kevin Durant. Se não aparece Kevin Durant, facto que não tem acontecido nestas finais, diga-se, aparece Stephen Curry. Se nenhum deles aparece, no banco, existe sempre alguém capaz de galvanizar a equipa com uma forte entrada no jogo. Andre Iguodala, e David West são segundas linhas que acrescentam muito mais ao jogo da sua equipa que os 4 suplentes habitualmente utilizados por Tyronn Lue. Esta equipa de Oakland é efectivamente um poço sem fim de recursos, de potencial, de soluções de jogo, de intensidade, de compostura no momento das decisões e acima tudo de competência!

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Como se pode levar um cabaz numa final sem defender muito?

Se clicar em cima de “situação” poderá ver o vídeo  da jogada analisada.

Situação 1 – A falta de intensidade com que Tristan Thompson sai ao adversário depois de um double team sem efeito sobre Curry. Não condiciona o lançamento de Draymond Green porque está atrasado e não é rápido a fechar o espaço. Quando recebeu a bola, o jogador de Golden State tinha duas hipóteses plausíveis: ou lançava o triplo como lançou ou fazia uma assistência para Zaza Pachulia dada a posição isolada do poste alto georgiano. Continuar a ler “Como se pode levar um cabaz numa final sem defender muito?”

Finais da NBA – Jogo 1 – Breve análise à vitória dos Warriors

A melhor liga do mundo atingiu ontem o início do seu epílogo. Pelo 3º ano consecutivo, as duas melhores franquias dos últimos anos da competição iniciaram uma dura batalha (esperamos obviamente uma discussão à melhor de 7 jogos, para bem da espectacularidade gerada pelo seu basquetebol) pela conquista dos brilhantes anéis de campeão. No primeiro jogo, em Oakland, Califórnia, os vice-campeões Golden State Warriors deram um autêntico knock-out nos campeões em título, os Cleveland Cavaliers, vencendo por por 113-91, num jogo em que a equipa californiana foi mais competente, rápida, mais forte, mais lutadora e mais criativa na construção ofensiva.
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Playoff mode activated!

Esta é a grande preocupação das equipas do Este: até quando parece estar a levitar sobre as águas, LeBron ressuscita sempre ao primeiro dia quando lhe sopram ao ouvido uma palavra com duas sílabas na língua inglesa: playoffs! Neste momento é claro que todas as equipas estão a chutar a responsabilidade para Indiana e Indiana nem se portou mal na partida, muito por culpa do “velhinho” Paul George, outro daqueles que vive para estes momentos.

Ir buscar forças, desculpem-me a expressão, “à quinta casa do caralho” é a expressão mais correcta para qualificar o espírito demoníaco que anda à solta no 23 de Cleveland quando lhe começam a cheirar os metais dos anéis que este quer ganhar. Nem o espírito pacificador de Kyrie Irving ou impede James de se sentir mais possuído que o diabo que possuiu Moreno Torricelli quando este e vários companheiros alegadamente jogaram dopados a final da Champions contra o Ajax em 1996. O olhar demoníaco leva-o a tudo, a um perfeccionismo que obriga toda uma equipa a jogar melhor. É ele quem dá as tácticas, quem pede as jogadas, quem pede os descontos de tempo, quer pega na bola e chama A, B, C ou D com rispidez para entrar no jogo. É ele quem pega na bola e veste a pele de quarterback por um segundo para depositar aquela bolinha redonda no touchdown. “Passo mas safa-te aí porque tens de receber e tens de ser muito melhor do que aquilo que estás a ser” – esse perfeccionismo, essa fome de vencer, essa capacidade que um jogador tem de ser um líder (com todos os defeitos e qualidades) só pode pertencer a um campeão. Não gosto nem nunca gostei de LeBron mas reconheço-o. É um campeão!