Ler bem o posicionamento da defesa adversária para “pensar fora da caixa” – o médio de abertura da selecção irlandesa Joey Carbery

O seleccionador irlandês Joe Schmidt tem aproveitado a janela de testes de Outono para promover a introdução gradual de alguns jogadores jovens que se tem destacado nos últimos meses no rugby daquele país, com o objectivo expresso de ganhar profundidade no seu lote de escolhas para a próxima edição do Torneio das 6 Nações e para o Mundial de 2019. Frente à prometedora e aguerrida selecção das Fiji, selecção que foi a Dublin, ao Aviva Stadium vender bem cara a derrota (23-20) uma semana depois de ter feito uma razoável exibição em Itália (19-10), a honra de substituir o intocável Johnny Sexton, jogador que é na minha opinião, o melhor médio de abertura do rugby mundial, coube ao médio de abertura do Leinster Joey Carbery.

Apesar de ter tremido imenso no capítulo dos pontapés aos postes (Carbery falhou 2 conversões na primeira parte), o jovem de 22 anos, jogador que ao longo da sua semana foi muito elogiado pelos seus companheiros, em especial pelo novo capitão irlandês, o flanqueador Rhys Ruddock (para ler as declarações proferidas pelo asa na conferência de imprensa que antecedeu a partida, desça a página até ao seu início), conseguiu, à 2ª selecção pela formação do Trevo, alcançar os propósitos de Schmidt, mostrando ser uma opção muito consistente para a posição caso aconteça um infortúnio a Sexton. Com uma extraordinária leitura de jogo, em especial, do posicionamento da defesa adversária, Carbery magicou, em dois lances (a jogada do primeiro é de uma leitura de jogo e de uma tomada de decisão fenomenal) dois ensaios para os irlandeses.

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