A sociedade Messi\DiMaria vai safando a Argentina no Equador

Na noite de todas as emoções na fase de qualificação sul-americana. No rarefeito e pouco denso ar dos 3000 metros de Quito, frente a uma selecção que tem a vantagem de já estar habituada às condicionantes de índole respiratória provocadas pela baixa da pressão atmosférica, a selecção argentina está a lutar pela sua sobrevivência. Ainda não tinha passado 1 minuto de jogo quando a selecção equatoriana inaugurou o marcador (provocando de seguida todo o banco argentino), iniciando 20 minutos de um frenético ritmo de jogo que só acalmaram quando Lionel Messi (em sociedade com Di Maria, jogador que tem pisado terrenos mais descaídos para a esquerda para facilitar as tabelas com La Pulga; nos verticais processos de circulação que estão a ser utilizados pela selecção argentina no corredor central; tanto Biglia como Enzo tem chamado, nos momentos de transição os dois médios-centro equatorianos a executar maior pressão, libertando espaço para Messi e DiMaria receber entre linhas; o equador tenta contrariar La Pulga com uma marcação individual realizada por Jefferson Intriago, mas Messi tem escapado muito bem à marcação adversária através da realização de tabelas com DiMaria ;os dois médios centro argentinos não tem caído na tentação de subir do terreno para não expor defensivamente a equipa e não gastar energias desnecessárias, pressionando com mais intensidade quando à entrada do seu meio-campo) operou a reviravolta no marcador. Aí Javier Mascherano tratou de colocar algum gelo no jogo.

A selecção da casa, selecção onde se denota que os jogadores são mais rápidos a atacar a bola, tem oscilado nos seus processos de jogo ofensivo entre a lateralização de jogo para os corredores na primeira fase de construção em ataque organizado, faixas onde aparecem os velozes Romario Ibarra e Cristian Ramirez e uma estratégia de ataque à profundidade nas saídas para o contra-ataque, procurando lançar estes dois jogadores nas costas dos “alas” Salvio e Acuña. Para já, nos primeiros 45 minutos, os dois centrais argentinos que jogam mais descaídos para as alas (Otamendi e Mercado) tem estado soberbos no controlo da profundidade, facto que tem dado uma segurança por exemplo para Salvio projectar-se no terreno.

Franck Kessiê – o novo meio-campo do Milan

De todas as contratações que o AC Milan tem vindo a realizar para o seu
“novo” meio-campo (Kessiê, Biglia, Andrea Conti, Haçan Calhanoglu) a do poderoso médio costa-marfinense parece-me ser a única que faz sentido. Não tenho nada a apontar ao rigor posicional e ao trabalho de sapa que o experiente médio argentino executa em campo nem ao prodígio técnico do turco, jogador que tem qualidade de passe fabuloso e um inegável talento na cobrança de bolas paradas. Simplesmente não creio que ambos venham trazer mais à equipa do que aquilo que ofereciam o “tractor” Juraj Kucka ou o completo Andrea Bertolacci. Continuar a ler “Franck Kessiê – o novo meio-campo do Milan”

Análise – Final da Coppa D´Italia – Juventus 2-0 Lazio

Um golo de Daniel Alves e outro de Leonardo Bonucci, deram, ainda no primeiro tempo, a 3ª dobradinha consecutiva dos bianconeri neste ciclo completamente devastador da formação de Turim. Num jogo da faces distintas (a 1ª primeira parte pertenceu quase por inteiro aos homens de Turim; na 2ª parte a Juventus concedeu algum domínio aos laziale) o resultado final pode, sumariamente, explicar-se por uma melhor entrada da turma de Allegri na partida, pela incapacidade demonstrada pela Lazio em pressionar as transições para o contra-ataque que a Juventus tão bem executa, pelos erros defensivos cometidos pela equipa de Simone Inzaghi no primeiro tempo e pela falta de eficácia na mão cheia de oportunidades que os romanos tiveram ao longo da partida. Perante uma equipa que é tão eficaz, qualquer erro cometido paga-se imensamente caro.  Continuar a ler “Análise – Final da Coppa D´Italia – Juventus 2-0 Lazio”