Breve análise: Manchester United 2-1 Anderlecht

Este elenco do Manchester United é o elenco mais estranho, senão mais bizarro que vi nos últimos 15 anos do trabalho de José Mourinho. Escrevo-o abertamente e sem rodeios. É para mim um facto inacreditável ver que o português, treinador que privilegia o rigor, a atitude, a disciplina, a construção de um plano de jogo sólido, mesmo que tais opções lhe custem andar arredado dos lugares cimeiros, chegou ao final da temporada neste clube (indiferentemente do lote de jogadores que possui e das lacunas da equipa, existem aqui jogadores que são apostas para o futuro)  sem conseguir formar um onze, sem ter planos de jogo devidamente trabalhados, sem conseguir “tirar” proveito de vários jogadores e sem conseguir evoluir mais que 2 ou 3 jogadores deste plantel. Em abono da verdade, só tenho visto evolução em 3 jogadores desta equipa do United: Bailly, Herrera e Rashford. Em variadíssimos casos (Pogba, Blind, Rojo, Valência, Martial, Ashley Young) só tenho visto regressão. Quando assim acontece, e quando o técnico português é obrigado a vir constantemente a público criticar a atitude e o profissionalismo de vários jogadores, de nada valeu o ano zero em Manchester. Mourinho terá que voltar a construir tudo de novo na próxima época com a entrada de várias unidades.

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Ou fazes e demonstras aquilo que eu quero ou…

… podes começar a procurar clube. Esta foi basicamente a mensagem enviada por José Mourinho para o exterior com destino ao interior do balneário, mais concretamente, com destino ao lateral Luke Shaw.

Esta técnica de comunicação, desde sempre utilizada pelo treinador português para arrasar por completo (para não dizer queimar em praça pública) o desempenho, a atitude e a motivação de um jogador de forma em determinado momento para ver se ele altera radicalmente o seu profissionalismo, ambição, atitude, desempenho nos treinos e nos jogos foi uma fórmula eficaz que deu muitos resultados ao longo dos anos.
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