Análise: Manchester United 1-1 Everton

O desvio de um remate com a mão por parte do central internacional pelo País de Gales Ashley Williams perdoou uma exibição muito cinzenta do Manchester United de José Mourinho no jogo realizado em Old Trafford. Faltaram muitas ideias aos Red Devils para contornar o bem montado esquema defensivo de Ronald Koeman (em bloco médio\pressão a meio-campo na 1ª parte; num bloco mais recuado nos seus últimos 30 metros no 2º tempo) em virtude da baixa velocidade de execução nas transições para o ataque e da falta de largura e profundidade dado ao jogo pelos homens da casa durante praticamente todo o jogo. O empate castiga mais o que os jogadores da equipa de Liverpool fizeram em campo (um jogo tacticamente perfeito; os seus processos de jogo ofensivos executados com mestria) pese embora o facto do United ter visto um golo anulado a Zlatan Ibrahimovic que poderia ter modificado o desfecho final do resultado.

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Ou fazes e demonstras aquilo que eu quero ou…

… podes começar a procurar clube. Esta foi basicamente a mensagem enviada por José Mourinho para o exterior com destino ao interior do balneário, mais concretamente, com destino ao lateral Luke Shaw.

Esta técnica de comunicação, desde sempre utilizada pelo treinador português para arrasar por completo (para não dizer queimar em praça pública) o desempenho, a atitude e a motivação de um jogador de forma em determinado momento para ver se ele altera radicalmente o seu profissionalismo, ambição, atitude, desempenho nos treinos e nos jogos foi uma fórmula eficaz que deu muitos resultados ao longo dos anos.
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O Bloco de Notas da História #4 – O dia em que David voltou a derrubar Golias

A mágica noite de 18 de Março de 1963, a noite em que o Sporting de Osvaldo Silva, Geo, Pedro Gomes, Carvalho, Mascarenhas, Alexandre Baptista, José Carlos, Morais, Figueiredo, Fernando Mendes e Hilário vergou o Manchester United dos irmãos Charlton, de Dennis Law e de George Best. Os novos “Busby Boys” (geração que sucedeu à trágica geração que faleceu na tragédia de Munique) caíram com estrondo em Alvalade na 2ª mão dos quartos-de-final da Taça das Taças 1963\1964.

A massa adepta do Sporting caiu em peso em Alvalade para ver jogar aqueles que só via através do cinema. Na tela do manto verde do estádio do leão, 11 leões que uma semana antes tinham saído em lágrimas de Old Trafford (4-1 para os ingleses) acreditaram que seria possível “arrumar” com o principal favorito à conquista da prova e escrever uma página de ouro que ainda hoje se mantém intacta nos anais do clube inglês: nunca ninguém conseguiu aplicar tão pesada derrota ao Manchester United nas competições europeias.

Os leões rumariam alegremente para a conquista do troféu. Aqui ficam as imagens de toda a caminhada leonina bem como os testemunhos dos jogadores que conquistaram a prova neste documentário em boa hora realizado pela RTP

As recordações de Hilário dessa eliminatória num vídeo promocional lançado pelo Sporting aquando da eliminatória contra o Manchester City para a Liga Europa 2011\2012:

Sobre a magnífica exibição de Eden Hazard no jogo de ontem

É deveras bom ver a magia e o altruísmo do belga em campo. Adaptar a estética natural do seu enfeitiçador dribbling curto de bola coladinha ao pé (como se a bota fosse oleada com margarina) e a sua constante dinâmica à procura de ter a bola nos pés para criar e para resolver à objectividade que qualquer treinador pretende para um jogador daquela posição é o jogo que se pretende do belga. Com Conte Hazard cresceu. Está menos individualista, está a tomar melhores decisões, se bem que por vezes, no capítulo do remate ainda tem tendência a ser “brinca-na areia” quando deveria ser mais pragmático.

Foi Hazard quem desbloqueou o jogo quando conseguiu arrancar a expulsão a Ander Herrera. Com a expulsão (fez em água a cabeça do médio basco) permitiu duas coisas muito simples à equipa: a subida de linhas (subida que permitiu a Ngolo Kanté e Matic avançar em campo; e o francês revelou-se mais uma vez, funcionando quase como um construtor de jogo) e uma noite mais ou menos descansada à sua dupla de centrais. Nos primeiros minutos da partida denotou-se que os centrais do Chelsea estavam a ter dificuldades para definir o seu posicionamento e as suas funções sempre que Paul Pogba  conseguia lançar o contra-ataque em profundidade. Nos 2 ou 3 lances em que Mkhytarian ou Rashford foram lançados ou conseguiram arrancar em velocidade no 1×1\1×2 contra os centrais do Chelsea, David Luiz e Gary Cahill tremeram como varas verdes.