Bloco de Notas da História #13 – Top 10 dos 31 anos de consulado Berlusconi no Milan

Como dizia a cantiga (cujo autor sinceramente já não me recordo) “x anos é muito tempo” e no fundo a cantiga não poderia estar mais perto da verdade no caso de Sílvio Berlusconi. Il Cavaliere findou ontem o seu ciclo de 31 anos à frente do Milan, no dia em que o clube foi vendido por 740 milhões de euros a um consórcio de empresários chineses, o Rossoneri Sport Investment Lux, consórcio que é liderado pelo empresário Li Yonghong, o homem que irá comandar a partir de hoje os destinos do colosso clube da região da Lombardia. Para trás, neste enorme rasto de 31 anos, ficaram 29 títulos. 29 títulos conquistados sob a batuta do homem que é seguramente uma das figuras mais amadas e também mais odiadas da História da Itália Unificada, em conjunto com a preciosa ajuda do seu braço direito Adriano Galliani. No momento da despedida, decidi escrever um post sobre o longo legado deixado no clube pelo “Duce” dos tempos modernos, num formato estruturado em 10 breves capítulos divididos por vários posts.  Continuar a ler “Bloco de Notas da História #13 – Top 10 dos 31 anos de consulado Berlusconi no Milan”

As parvoíces dos senhores da FIFA e da Internacional Board

Há sensivelmente dois meses vimos as surreais propostas de Marco Van Basten, actual director técnico da FIFA, para revolucionar o futebol. Se nunca tivéssemos visto o antigo internacional holandês a espetar bolas no fundo das redes de ângulos diminutos, iríamos jurar, ao ler o seu o molho de ideias parvas, que nunca tinha jogado futebol.

Dois meses passados são os actuais dirigentes da International Board que vem chocar o mundo do futebol com o anúncio do estudo da introdução de uma medida nova para os jogos que tenham de vir a ser desempatados por grandes penalidades, através de um sistema similar ao que é utilizado nos tie-breaks dos jogos de ténis, por uma mera questão… estatística, ignorando por completo aquilo que faz do jogo, o mais amado da história: a mente humana.

Os desempates por grande penalidade, indiferentemente do seu factor estatístico, são momentos em que sobressaem uma boa fatia das características dos jogadores: técnica, inteligência e estado físico e psíquico do jogador. Um jogador colocado na marca dos 11 metros após presumíveis 120 minutos de desgaste, revelar-se-à na escolha do remate, na colocação do mesmo para fintar as intenções do adversário, na forma em como lida com a pressão do momento e na forma em como consegue ter discernimento para superar e resistir ao cansaço físico e psíquico de 120 minutos para conseguir ainda ajudar a equipa a atingir o seu objectivo máximo que é vencer a partida.

Este tipo de factores, factores que trazem espectacularidade e emoção ao momento, não podem de todo ser reduzidos pela IB a um mero factor estatístico.