Paris Saint Germain: uma escola de artistas que vai bem para além do futebol

Das clássicas rosquetas dos pontas Uwe Gensheimer e “Lucky” Luc Abalo, de ângulo aberto ou de ângulo totalmente fechado (repare-se o ângulo de ataque que tem Abalo no momento do remate) passando pela eficácia do enorme monstro das balizas (que só não é na minha opinião o melhor guarda-redes da história do Andebol porque vi jogar no passado personagens de importância, eficácia e estilo transcendente como Mats Olsson, Andrey Lavrov e o alemão Henning Fritz) que é Thierry Omeyer, à magia que sai constantemente das mãos do lateral direito Nedim Remili: em Paris a magia ultrapassa por completo os relvados. E não se esgota em todos os actores citados. O carácter possante dos dinamarqueses Henrik Mollgard e Mikkel Hansen (laterais esquerdos) do pivot sueco Jesper Nielsen, e a magia e organização que os centrais Daniel Narcisse e Nikola Karabatic colocam no jogo dos parisienses, fazem desta a equipa mais completa e espectacular da história do andebol.

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Bloco de Notas da História # – Uma retrospectiva ao andebol português

14 anos passaram desde o jogo que marcou o momento auge da nossa selecção de Andebol. Em 2003, com o andebol português a viver a sua maior página de história em virtude da organização do campeonato do mundo daquele ano, do elenco mais competitivo que alguma fez tivemos (nesse mundial a selecção nacional conseguiu seguir até à 2ª fase do mundial) e do elevado número de praticantes que se registava na época no nosso país, na Póvoa do Varzim discutia-se a passagem à fase final da prova, apesar da selecção portuguesa ter poucas hipóteses para o fazer. Teria então a equipa comandada pelo espanhol Javier Garcia Cuesta que vencer os jugoslavos por determinada diferença de golos (que sinceramente já não me recordo com precisão; penso que eram 6 ou 8) e esperar por resultados de terceiros para poder seguir em frente para a fase final que se disputou no Pavilhão Atlântico, actual MEO Arena, em Lisboa.

O elenco da selecção nacional em 2003 era luxuoso. O luxo começava logo pela baliza com Carlos Ferreira (na altura no Sporting) e Sérgio Morgado, irmão de Paulo Morgado. Seguiam-se jogadores como o comandante Victor Tchikoulaev, um quarentão de luxo que em bom tempo nos anos 90, veio trazer muita qualidade ao campeonato nacional e à selecção nacional quando se naturalizou, e tecnicistas do melhor como Eduardo Filipe, Carlos Resende, Filipe Cruz, Álvaro Martins, Ricardo Costa (actual treinador do Porto), Rui Rocha ou o lateral direito Luis Gomes. Nesta ficha de jogo contra a Sérvia faltou apenas o nosso melhor andebolista de sempre Ricardo Andorinho (na altura o jogador mais cotado desta selecção, jogador que alinhava no fortíssimo Portland San Antonio da Liga Espanhola) por culpa das lesões que atormentaram o jogador na ponta final da sua curta carreira. Andorinho viria a retirar-se em 2008 aos 31 anos por culpa dessa onda de lesões. Continuar a ler “Bloco de Notas da História # – Uma retrospectiva ao andebol português”