1, 2,3 – O Cavalinho voltou a vencer outra vez!

Fazendo jus à letra da cantiga de intervenção uma vez escrita e interpretada pelo génio de João Mário Branco, o eslovaco bicampeão mundial Peter Sagan “veio de longe, de muito longe” para escrever, em Bergen, mais uma bonita página de história no seu percurso, no percurso da modalidade no seu país e nos próprios anais da história da modalidade, tornando-se em solo norueguês o primeiro ciclista de sempre a conquistar por 3 ocasiões consecutivas a camisola do arco-íris. O ciclista eslovaco gosta tanto da camisola que não a quer largar por nada. A correr em casa, frente ao seu público, Alexander Kristoff tentou, até à última pedalada, conquistar o direito de usar a camisola que Sagan transporta no corpo desde Setembro de 2015, altura em que conquistou pela primeira vez a prova nos mundiais de Edmonton. Por uma roda se ganha, por uma roda se perde. O ciclismo é cheia de injustas fatalidades. O norueguês teve que se contentar com a prata (a 2ª do seu país; Thor Hushovd continua a ser o único corredor norueguês a ostentar a conquista de uma medalha de ouro) de uma corrida que foi bastante animadas nas voltas finais ao circuito fechado onde se desenrolaram 4\5 do percurso desenhado pela organização presidida precisamente por Hushovd. Continuar a ler “1, 2,3 – O Cavalinho voltou a vencer outra vez!”

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Michael Albasini leva a primeira da Volta à Romandia

A jogar bem perto do seu local de nascimento (Mendisio, no cantão “italiano” de Ticino) o veterano puncheur de 36 anos da Orica deu uma alegria aos seus conterrâneos na primeira tirada em linha da Volta à Romândia. Numa chegada praticamente em alto a Champéry (subida final de média dificuldade, com 14,4 km de extensão com uma inclinação média de 8% e algumas partes em descida) o suíço conseguiu ser mais forte que Diego Ulissi (UAE) no sprint disputado por um grupo de aproximadamente 50 unidades.
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Quem mais poderia ter vencido senão Alejandro Valverde?

E vão 5 para Alejandro Valverde no muro de Huy! O espanhol da Movistar venceu com muita classe a 81ª edição da Fleche Wallone, numa prova em que a Movistar de Eusébio Unzué revelou uma maturidade e uma inteligência táctica fenomenal.

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Classy Phillippe Gilbert

4! 4 vitórias na Amstel Gold Race, 2 nas 3 clássicas já realizadas das 5 que compõem esta fase da temporada. O campeão belga está com “pernas” para qualquer adversário. Venha lá quem vier, Phillippe Gilbert é o melhor a atacar longe da meta, a atacar perto da meta, a gerir vantagens para perseguidores e a finalizar este tipo de provas. O veterano ciclista campeão belga está a ter uma época de sonho, conseguindo triunfar em todas as provas que lhe foram apontadas ou que apontou como objectivos de temporada.


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Amanhã há Amstel Gold Race

Como não poderia deixar de ser, a nossa aposta será no nosso ídolo Rui Costa, o dorsal 151 na prova holandesa. Esperemos que o Rui traga a vitória no icónico muro do Cauberg porque bem merece depois de vários anos em que a prova lhe foi madrasta. Vamos ver quais serão as “sensações” do português na prova após a paragem que lhe foi ditada pelo calendário de provas traçado pela equipa e pela necessidade de realizar um estágio de altitude, estágio que foi realizado quiçá já a pensar na preparação para as provas de 3 semanas.

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Albasini vence a 2ª etapa da Volta ao País Basco

Como referi ontem no post relativo à 1ª etapa da prova, a Orica tinha no ciclista suiço um dos possíveis candidatos a uma vitória de etapa. Na trabalhosa chegada a Eltziego, o all-arounder da equipa australiana agradeceu o esforço da sua equipa na protecção garantida na parte final face às últimas dificuldades do dia (a ligeira inclinação de acesso à cidadela de Eltziego; a possibilidade de abanicos) e sprintou como se não houvesse amanhã para ganhar a tirada.

A etapa de ontem trouxe apenas espectacularidade na parte final. Anulada a fuga do dia, composta por Fabricio Ferrari da Caja Rural e Luis Angel Mate da Cofidis (mais uma vez as duas equipas aproveitaram o momento para colocar literalmente “publicidade” durante horas na frente dos telespectadores da prova) as equipas dos candidatos e dos finalizadores presentes na prova, voltaram a ir para a frente do pelotão para controlar a corrida e posicionar bem os seus corredores com aspirações. Solto de responsabilidades em virtude do tempo que perdeu com o furo na primeira etapa, Julian Alaphillipe apareceu na frente do pelotão a acelerar o ritmo para arrepiar caminho para o sprinter que a Quickstep levou para o País Basco: o argentino Mauro Richeze. O ciclista argentino intrometeu-se no sprint final mas não teve pernas (no fundo ninguém teve) para a pica de Michael Albasini. Numa chegada muito técnica em curva, o suiço demonstrou que levava a lição bem estudada de casa ao lançar o seu sprint na viragem, antes dos 150 metros para a linha de chegada quando toda a concorrência previa o lançamento do sprint depois da placa dos 150 metros.

Volta ao País Basco: o azar de Julian Alaphillipe e a vitória de Michael Matthews

A sempre difícil e muito técnica chegada a Sarriguren trouxe espectáculo a uma etapa disputada “nas calmas”. Numa etapa disputada a um ritmo muito baixo, com um trio de fugitivos relativamente perigoso na frente (Igor Anton da Dimension Data, um ciclista que conhece muito bem o terreno que pisa e que poderia ser perigoso caso o deixassem chegar na frente à meta; acompanhado por Luis Mas Bonet, um ciclista perito em fugas e por Yoann Bagot da Cofidis) foi a Sunweb de Michael Matthews assumiu lá atrás no pelotão grande parte das despesas de perseguição e de aproximação ao técnico desfecho da etapa nos seus 5 km finais.

As acentuadas viragens que os ciclistas tiveram que realizar, acompanhadas pela entrada numa faixa de estrada muito estreita (em ligeira inclinação) a fazer lembrar as estradas das clássicas que se estão a disputar neste preciso momento na Flandres obrigaram as equipas dos candidatos à vitória na geral individual a colocar os seus líderes na dianteira do pelotão de maneira a poderem em primeiro lugar ter condições para atacar na parte final se fosse esse o seu desiderato, e em segundo a evitar uma eventual queda que pudesse ocorrer no seio do pelotão.

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