1, 2,3 – O Cavalinho voltou a vencer outra vez!

Fazendo jus à letra da cantiga de intervenção uma vez escrita e interpretada pelo génio de João Mário Branco, o eslovaco bicampeão mundial Peter Sagan “veio de longe, de muito longe” para escrever, em Bergen, mais uma bonita página de história no seu percurso, no percurso da modalidade no seu país e nos próprios anais da história da modalidade, tornando-se em solo norueguês o primeiro ciclista de sempre a conquistar por 3 ocasiões consecutivas a camisola do arco-íris. O ciclista eslovaco gosta tanto da camisola que não a quer largar por nada. A correr em casa, frente ao seu público, Alexander Kristoff tentou, até à última pedalada, conquistar o direito de usar a camisola que Sagan transporta no corpo desde Setembro de 2015, altura em que conquistou pela primeira vez a prova nos mundiais de Edmonton. Por uma roda se ganha, por uma roda se perde. O ciclismo é cheia de injustas fatalidades. O norueguês teve que se contentar com a prata (a 2ª do seu país; Thor Hushovd continua a ser o único corredor norueguês a ostentar a conquista de uma medalha de ouro) de uma corrida que foi bastante animadas nas voltas finais ao circuito fechado onde se desenrolaram 4\5 do percurso desenhado pela organização presidida precisamente por Hushovd. Continuar a ler “1, 2,3 – O Cavalinho voltou a vencer outra vez!”

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Binckbank Tour – Etapa 6 – Tim Wellens atinge o estado de graça nas ardenas

Nos metros finais, o belga da Lotto-Soudal puxou e o holandês nem se importou muito de perder a etapa (e os inerentes segundos de bonificação reservados para o primeiro a cruzar a linha de meta) porque tinha a plena consciência que acabara de dar um passo importante para a vitória na geral. Este é o mais breve resumo da parte menos importante de uma corrida (nas ardenas; na região de Bastogne; em certos, a corrida cruzou-se com alguns dos trilhos da mítica clássica disputada durante a primavera) que espremeu um apetecível e saboroso sumo de clássica da primavera em pleno verão.

Dois grandes obstáculos marcavam os últimos 35 km de corrida na fantástica região da Valónia. Se o conhecido Côte de Saint-Roch (800 metros a uma pendente média de 12%), muro eternizado na mítica clássica integrante dos 5 monumentos que tem o seu término no icónico bairro de Ans, seria o ponto de partida para a discussão pela etapa, o Cote Boins des Moines acabou por fazer toda a diferença. Nos Boins des Moines, Oliver Naesen (AG2R) entrou na frente com alguma vantagem sobre um reduzido grupo de ciclistas, Peter Sagan arriscou tudo para poder vencer a prova, Tim Wellens foi inteligente na forma em como soube responder a Sagan mas Tom Dumoulin acabou por fazer toda a diferença em virtude do azar ocorrido ao eslovaco da Bora.

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Tour de France – Lilian Calmejane colocou a cereja no topo do bolo na chegada a Station des Rousses

Lilian Calmejane deu à Direct Energie a vitória de etapa (objectivo principal da formação francesa para a maior prova da temporada) que os franceses tanto procuraram nesta primeira metade de corrida. A formação francesa não pode estar mais contente da opção que foi tomada quando deixou o seu principal corredor, o sprinter Bryan Coquard em casa para apostar seriamente na possibilidade de ganhar uma etapa na prova através da prossecução de uma fuga. As hipóteses de Coquard ganhar uma etapa ao sprinte, eram, dada a quantidade de sprinters de maior nomeada presentes no evento, reduzidas a uma probabilidade diminuta. Com ciclistas como Calmejane, Voeckler, Perrig Quemeneur, Romain Sicard, Sylvain Chavanel, ou Adrien Petit as hipóteses de vir a conquistar uma etapa eram maiores porque todos estes corredores apresentam um denominador comum: são todos excelentes baroudeurs. Para quem não está familiarizado com o termo que acabei de escrever, um baroudeur é um ciclista aventureiro que corre muito bem quer em fugas, quer em solitário em todos os terrenos.

Lilian Calmejane tem tudo para ser um dos melhores baroudeurs da próxima geração. Aos 23 anos, o ciclista colocou a cereja do topo do bolo ao juntar o fantástico palmarés que já construiu em diversas provas (venceu a geral da Settimana Coppa e Bartali, prova onde também conquistou a camisola dos pontos e uma etapa; venceu a Etoile de Bessèges, prova onde também conquistou uma etapa; venceu a geral do Circuit de La Sarthe, conquistando aí uma vitória de etapa; venceu o Prémio de Montanha da Paris-Nice; conquistou o pódio no GP de Ouverture de Marseille, foi 5º na geral do Tour de Haut Var; no ano passado já tinha vencido uma etapa na Vuelta;) à sua primeira grande vitória no Tour, logo no seu ano de estreia.

E que vitória! O jovem corredor da Direct Energie teve que suar para poder erguer os braços na linha de chegada à Station des Rousses.

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