Sporting 5-1 MFC Kherson

Estreia a vencer na UEFA Futsal Cup para a formação leonina, ao contrário do Sporting de Braga\AAUM, equipa que por infortúnio fez a sua estreia na prova frente ao campeão europeu, o Inter Movistar de Ricardinho. No duelo disputado o actual campeão europeu em título, a formação bracarense, vice-campeã nacional, perdeu por 4-1. Ricardinho marcou o primeiro golo da partida.

Na 2ª parte parte do jogo disputado no terreno do Ekonomac (os actuais campeões sérvios) frente aos ucranianos do MFC Kherson, a formação de Nuno Dias tratou de dilatar logo nos primeiros 2 minutos a vantagem de 3-0 que trazia do primeiro tempo. Com dois golos, Diego Cavinato selou aos 21″ o triunfo da formação leonina. O primeiro não o consegui ver. O segundo (5-0) nasceu de uma grande investida de Merlim pela esquerda, na qual, após ter passado em velocidade por um adversário junto à linha, o maestro italo-brasileiro realizou um remate cruzado que foi encontrar a presença do seu colega de selecção junto ao 2º poste. A partir daí, para precaver a possibilidade de poder eventualmente empatar na última partida contra a formação da casa (não sendo porém expectável em condições normais que o Sporting perca ou até venha a empatar contra o Ekonomac no último jogo desta fase; contudo estamos a falar de uma equipa com alguma qualidade que tem marcado presença regular na competição nos últimos anos e que está a jogar em casa) a formação leonina tratou de execer uma agressiva pressão alta na linha 1 e 2 do adversário (no interior do seu meio-campo) para limitar a sua construção e conseguir a recuperação de forma a montar boas plataformas de contra-ataque que pudessem servir para elevar o seu score. A agressividade demonstrada pela formação leonina no capítulo da pressão e recuperação acabou por redundar na realização de 6 faltas. Após terem somado o seu tento de honra (uma bonita finalização de calcanhar de Volaniuk na cara de Marcão aos 38″ na sequência de um lance bem trabalhado a partir de uma reposição lateral na qual a defensiva leonina foi algo apática) aos 39″, os ucranianos ainda tiveram oportunidade para reduzir para 2-5. No remate realizado por Kalukov da marca dos 10 metros, Marcão saiu rapidamente dos postes para defender para o lado, defendendo ainda a pronta recarga de um jogador ucraniano.

Por outro lado, no capítulo ofensivo, a equipa do Sporting fez uma partida muito aceitável na qual conseguiu rematar 31 vezes (17 remates à baliza ucraniana). O guardião ucraniano Tsypov impediu por 12 vezes o golo leonino, realizando em alguns lances, belas estiradas a remates de Merlim, Diogo e Cavinato.

A formação leonina volta a jogar amanhã frente ao Nikars da Letónia, formação de qualidade desconhecida que é comandada pelo nosso bem conhecido antigo seleccionador português Orlando Duarte. Apesar de não conhecermos bem o potencial desta formação letã, será preciso abordar o jogo com alguma cautela e com vontade de resolver a partida o mais cedo possível porque Orlando Duarte deverá ser certamente um profundo conhecedor desta formação leonina e deverá querer complicar ao máximo a tarefa dos comandados de Nuno Dias. O Nikars está neste momento a jogar contra o Ekonomac.

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O dia em que Nuno Dias voltou a fazer de Joel Rocha uma verdadeira cabaça!

A Joel Rocha deve-lhe ter passado decerto toda a cagança e a arrogância destilada (em forma de fel) nos primeiros meses enquanto treinador do Benfica. Desde que se iniciou este ciclo vencedor do Sporting, Rocha já mudou tudo: já mudou de jogadores, já mudou o seu modelo de jogo, já mudou até discurso, não devendo faltar muito até que alguém lhe mostre à calhoada (porque é à calhoada e à cadeirada que saem todos aqueles que não conseguem conquistar títulos naquele clube) a porta da rua do pavilhão da Luz.

Só uma atitude de desespero (de quem já não consegue fazer nada para bater uma equipa mais forte, muito mais forte, muito mas mesmo muito mais forte, com um treinador melhor, muito melhor, muitíssimo melhor) pode explicar a opção suícida (quando o jogo estava muito longe de estar resolvido) tomada pelo treinador do Benfica nos primeiros minutos do segundo tempo quando decidiu subir o seu novo guardião (o anterior, Bebé, keeper que até era a besta negra deste Sporting; fazendo contra os leões exibições de mão cheia, foi dispensado pelo técnico encarnado sem apelo nem agrado nem sequer um pingo de consideração ou gratidão) até ao meio-campo adversário. O resultado foi bonito de se ver. O ambiente no pavilhão foi bonito de se ver. Até o trabalhão que o Dieguinho teve para marcar posição frente ao agressor Bruno Coelho foi bonito de se ver.

Um título inteiramente justo

Alex Merlim. Sempre Alex Merlim. Sempre que a equipa precisou de um desequilibrador, o italo-brasileiro esteve sempre lá!

14º título. O Sporting conquistou hoje pela 14ª vez o Campeonato Nacional de Futsal. A vitória no 4º jogo em Braga colocou justiça à melhor temporada da história da modalidade em Alvalade. Os comandados de Nuno Dias conquistaram apenas 2 dos 5 títulos que poderiam ter sido conquistados na presente temporada, mas para trás, deixaram um inigualável rasto de bom futsal. Se fizermos apenas uma excepção ao jogo da final da Uefa Futsal Cup (de longe o pior jogo do Sporting na presente temporada) fico com a sensação que a equipa tinha todas as condições para conquistar todos os títulos internos.

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A passo e meio do título

A um passo e meio do título. Porquê “a um passo e meio” quando só falta de facto dar um passo em frente na terça-feira?

Em primeiro lugar porque este Sporting de Braga tem uma excelente equipa e é uma equipa muito forte no seu reduto, como de resto pudemos ver no jogo 2.
Em segundo lugar, porque a equipa do Sporting de Braga é uma equipa, (como pudemos ver hoje nos 2 lances que Marinho desperdiçou a boca da baliza quando os comandados de Paulo Tavares já jogavam no 5 para 4) que tem capacidade (e espírito de combate) para recuperar de resultados desnivelados em duas ou três jogadas. No jogo desta noite, se Marinho consegue finalizar aquelas duas preciosas bolas que dispôs junto à baliza leonina, a vantagem de 4 que os leões demoraram 20 minutos e 10 segundos a construir, poderia ter sido amenizada para metade em apenas 30 segundos.
Em terceiro e último lugar, porque esta equipa do Sporting parece ser, em determinados momentos do jogo, uma equipa que sofre uma espécie de “apagões temporários” . No jogo 2 também o pudemos comprovar em duas situações: no início da partida quando entrou a dormir (0-2) e nos minutos finais, altura em que Marcão e companhia entregaram o ouro ao bandido literalmente por tuta e meia. Continuar a ler “A passo e meio do título”

Quem nunca treinou, nunca passou por isto

Naquela semana que passámos a treinar dois ou três aspectos não consolidados pela equipa até ao mais ínfimo pormenor para que a equipa no geral ou determinados jogadores não cometessem o mesmo erro cometido nas últimas 2 semanas no jogo seguinte. Naquela semana em que fomos dotados de suficiente paciência para demonstrar ao(aos) atletas aquilo que queremos. À milésima tentativa fracassada no exercício, voltamos a demonstrar paciência quando pegamos carinhosamente o atleta pelo braço para lhe dizer pela milésima primeira vez “é ali, aquilo. Ali. Daquela forma. Vai tu consegues, pá!” – No teste nº2346 o atleta lá consegue realizar o que pretendemos. Soltam-se os fogos. “É agora que isto vai para a frente” – vamos para casa satisfeitos: conseguimos ganhar, com muito esforço, um ponto importante. Afinal de contas, os treinos acabavam mas nós ficávamos mais 15 minutos no relvado a matutar no que é que falhou, no que é que ficou por dizer, no que é que poderá ter ficado por treinar, naquele output que não saiu no tempo correcto, naquele output que nos dá a certeza que o atleta finalmente reteve toda a aprendizagem e aplicou-a correctamente, naquela característica que foi ou precisa de ser trabalhada em determinado atleta, naquele progresso espontâneo que nos surpreendeu sem estarmos a contar. Debaixo do chuveiro, o nosso cérebro continua a girar a mil à hora. A analisar todos os frames de hora e meio de trabalho. No carro, lembramo-nos daquele pormenor que falhou. Paramos na berma da estrada para o anotar de forma a corrigi-lo o mais rapidamente possível na próxima sessão. Vamos para casa. A nossa namorada faz-nos o jantar mas nós ainda estamos com a cabeça a mil. Acabamos por não lhe ligar patavina. Só pensamos na nossa próxima sessão de treino para continuarmos a trabalhar as nossas ideias.

Chegamos ao dia do jogo. Não dormimos bem durante a noite. Na véspera do jogo rezamos literalmente para que nada falhe. Temos a sensação que trabalhámos bem mas tudo é absolutamente falível se entretanto surgir uma nova condicionante que não previmos. Galvanizamos a malta. Pedimos concentração, atenção, rigor, qualidade. Repetimos até à exaustão o que pensamos sobre o adversário. Os seus pontos fortes. Os seus pontos fracos. Os seus processos. As suas jogadas mais comuns. A forma em como o podemos surpreender. Finalizamos com o habitual grito – “vamos ganhar isto, porra. Isto tem que ser tudo nosso” – entretanto vou moralizando tudo e todos. Peço qualidade. Peço esforço – “Hoje vais vestir o fato macaco e vais fazer o melhor jogo da tua vida. Veste o faco macaco e trabalha” – O jogo começa. Sofremos nos primeiros minutos. Nos primeiros 10 minutos não sai uma de jeito. Apesar de ter treinado numa modalidade que não nos concede o direito a interromper a partida para falar com os atletas (rugby), eles vão passando junto a mim na lateral – “ó João, não dá! Os gajos são mais fortes” – “O x não defende” – o “Y não fez bem o cruzamento” – “Pedi-lhe a dobra mas não saiu” – “Aquele ganancioso não me ouve” – “Entramos em maul?” – Eles sabem que devem entrar em maul mas continuam a perguntar repetidamente, semana após semana, se o devem fazer. O medo de errar toma conta do seu discernimento.

Exasperamos. Chegamos a um estado de loucura tal que invariavelmente terminamos o assunto com o mais minimalista dos prestáveis conselhos que podemos dar para tentar inverter uma situação negativa: “Querem jogar caralho?” – “Vão lá para dentro e joguem” – quando nos sai este grito de revolta, temos por norma o dom de irritar e de, ao mesmo tempo, aliviar toda a pressão que pende sobre aquelas cabeças. Comigo, tem resultado. Quando opto por este tipo de discurso, eles rendem 4 ou 5 vezes mais do que tinham rendido até ali.

Futsal: Benfica 3-3 Sporting – Um derby escaldante que terminou da pior forma

No multiusos de Gondomar, completamente cheio (2500 espectadores) Benfica e Sporting deram um autêntico show de futsal na primeira meia-final da edição 2016\2017 da Taça de Portugal. No derby dos derbys, as duas maiores potências portuguesas da modalidade cozinharam um derby intenso, com muita qualidade técnica e táctica de parte-a-parte, disputado até à medula, repleto de bons golos, de várias oportunidades de golo para ambos os lados e acima de tudo muita imprevisibilidade e emoção até ao final. Prova disso foi o golo do empate alcançado (3-3) por Alex Merlim a 6 segundos no final quando o Sporting já apostava desde os 4″ na utilização do italo-brasileiro como guarda-redes avançado. Na lotaria das grandes penalidades, o Benfica foi mais feliz!

Não fosse o facto do jogador ter sido manchado por pequenas quezílias entre vários jogadores dentro e fora da quadra, chegando a existir agressões entre atletas e dirigentes (Wilhelm e Eddy Varela foram expulsos da partida por agressão; no final da partida, o mesmo Varela esteve na origem, juntamente com Gonçalo Alves de uma escaramuça que envolveu jogadores e dirigentes das duas equipas; facto que obviamente lamentamos) esta meia final poderia ter proporcionado um daqueles cartões de vista que faz crescer a modalidade ao nível de praticantes. Os intervenientes acabaram por manchar o formidável jogo que praticaram dentro das 4 linhas, devendo ser, na minha opinião, severamente castigados pelo Conselho de Disciplina da secção de futsal da FPF.  Continuar a ler “Futsal: Benfica 3-3 Sporting – Um derby escaldante que terminou da pior forma”

Derrota justa mas pesada para o Sporting

Ainda não foi desta que o Sporting se pode tornar campeão europeu. 6 anos depois da participação na última final, os leões sofreram uma pesada derrota por 7-0 frente ao Inter Movistar de Ricardinho. Este foi em 5 anos, o primeiro jogo em que a equipa leonina não marcou qualquer golo com Nuno Dias ao leme.

 

Créditos: Zona Técnica

Apesar de justa, a derrota é muito pesada para a falta de sorte que a equipa teve na 2ª parte quando jogava numa organização 5×4 com recurso ao guarda-redes avançado. Se até aos 4-0, o resultado explicou-se essencialmente pelas falhas defensivas leoninas, pelo maior ascendente ofensivo do Inter Movistar na partida, pela sua maior eficácia na finalização e quer queiramos quer não por um dedinho do árbitro romeno Bogdan Sorescu na marcação de algumas faltas inexistentes que carregaram o Sporting e pressionaram a equipa no sistema de pressão média (essencialmente linhas 2 e 3) que a equipa estava a realizar com alguma eficácia, a partir desse resultado, o mesmo foi-se avolumando graças ao natural aproveitamento de erros resultantes do sistema ofensivo utilizado pela turma leonina.

Por outro lado, o guardião Jesus Herrero faz um excelente exibição com 10 defesas e o Inter Movistar acabou por ter alguma sorte no capítulo dos ressaltos, quer no plano ofensivo quer no plano defensivo na oposição aos remates que a a equipa leonina ia fazendo da meia-distância.

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