Os golos da jornada

Começo este post com o lance que deu origem ao primeiro golo do Inter na vitória dos nerazzurri por 2-0 sobre o recém promovido SPAL no jogo disputado durante a tarde de hoje no Giuseppe Meazza. A equipa de Luciano Spaletti está a conseguir realizar um prometedor arranque de temporada. Com 3 vitórias em 3 jogo e um futebol de um grau de qualidade muito aceitável, Spaletti parece estar a querer elevar o nível na formação nerazzurri. Veremos até onde este ciclo de vitórias se poderá estender.

Frente ao SPAL, modesta equipa patrocinada pela histórica e homónima empresa de porcelanas mundialmente conhecida que tem a sua sede na cidade de Ferrara (Emília Romagna; zona do vale do Pó) a formação do Inter teve algumas dificuldades para conseguir chegar ao primeiro golo em função das dificuldades criadas pela boa cobertura posicional do adversário no seu bloco recuado. Uma boa jogada realizada no interior do bloco adversário valeu a conquista (a João Mário) da grande penalidade que Mauro Icardi concretizou.  Continuar a ler “Os golos da jornada”

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Stevan Jovetic

45 minutos muito bons do montenegrino na vitória do Inter sobre o Lyon por uma bola. É delicioso ver o seu toque de bola, a técnica individual que emana no seu curtinho na sua jogada trademark, a forma em como consegue passar do extremamente complexo e do exageradamente trabalhado (defeito que o leva a transformar boas oportunidades para criar desequilíbrios em bolas perdidas) para um futebol minimal e tremendamente eficaz (veja-se a simplicidade na execução daquele passe de ruptura que isolou Gabigol na cara de Mathieu Gorgelin) e a sua veia finalizadora.

Os golos da semana

Apesar de não ter escrito muito nos últimos sobre “Bola” (aquela, redondinha, que rola pelo campo e que faz mover 22 homens) o sensacional slalom do argentino não nos passou em claro. Genial jogada do argentino sobre 6 jogadores para fechar a participação na Liga, numa vitória amarga dos catalães em virtude do facto do Real de Cristiano Ronaldo ter conquistado no domingo o seu 33º título espanhol.

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Cenário triste de um futebol cada vez mais politizado

Uma das imagens fortes no dia.

No Gerland, o jogo relativo aos quartos-de-final da Liga Europa entre a equipa da casa, o Olympique, e os turcos do Besiktas, começou com 25 minutos de atraso em virtude dos acontecimentos lamentáveis registados pelos adeptos das duas equipas, dentro e fora do referido estádio. O confronto entre adeptos chegou inclusive a invadir o rectângulo de jogo, obrigando a polícia francesa a ter que disparar para amedrontar os adeptos na contenda.

Podia-se dizer que este poderia ser mais um episódio esporádico de violência no futebol, mas não, não é um episódio esporádico de “hooliganismo”. É um episódio de hooliganismo altamente provocado pelas esferas do poder turco. Este episódio é consequência de uma maior politização do futebol como veículo de projecção de poder por parte de alguns chefes-de-estado. Não tenho menor dúvidas que este conflito surge em virtude dos diferendos existentes entre a Europa e a Turquia assim como também são o reflexo óbvio do clima de ódio que está a ser cultivo por Recep Tayyip Erdogan junto do povo turco.

Enquanto a UEFA não tiver mão firme sobre estes comportamentos, a coisa não vai lá e os episódios irão multiplicar-se. Mão firme não é castigar os dois clubes com 2 ou 3 jogos “europeus” à porta fechada nem com uma multa de dezenas de milhares de euros. A única forma possível de dissuadir estes comportamentos é castigar estes clubes com a expulsão imediata da competição (nem que para isso tenha que ser repescado um dos derrotados dos outros jogos), impedi-los de participar nas provas europeias durante vários anos e estagnar a sua progressão financeira com cortes nos prémios de participação\direitos televisivos. Só assim poderemos ter clubes mais cientes da responsabilidade de explicar aos seus adeptos que este tipo de situações custam milhões às organizações e limitam-nas durante alguns anos.

Análise: Roma 2-1 Lyon

Um dos parâmetros que utilizo para avaliar se um jogo de futebol é bom prende-se com o tempo. Se o jogo que estou a ver é bom, nem dou pelo tempo a passar. Quando é mau, por norma, não perco mais tempo no seu visionamento e mudo imediatamente de canal. Os dois jogos que vi desta eliminatória despertaram-me a primeira sensação. O Lyon avança para os quartos-de-final da prova, mais pelo que fez na segunda parte do jogo da 1ª mão do que aquilo que fez no jogo da 2ª em Roma. A Roma, um dos principais favoritos à vitória na prova cai com um enorme sentido de injustiça. Os Romanos fizeram uma primeira mão fantástica no Gerland e fizeram um jogo muito aceitável no Estádio Olímpico, pecando apenas no capítulo da finalização.

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