A classe de Phillip Gilbert

Eu bem avisei! No post que ontem lancei a propósito do momento de forma actual do super campeão belga, acreditava piamente que o ciclista da Quickstep poderia surpreender todos aqueles que previam uma corrida mais ou menos linear, ou seja, a ser discutida pelos dois tubarões das clássicas da actualidade: Peter Sagan e Greg Van Avermaet.

Com um ataque forte na primeira passagem pelo difícil e inclinado paralelo do Oude Kwaremont (a 55 km da linha de chegada; o Oude Kwaremont é uma inclinação de 2,2 km feita em estrada de paralelo com uma percentagem máxima de 11%, constituindo-se portanto conjuntamente com o Patterberg um dos pontos-chave de decisão da prova) o belga voltou a repetir a dose que já o tinha feito sorrir nos 3 dias de Panne. É correcto afirmar porém que a conjuntura de corrida foi benéfica para a estratégia de corrida tomada pelo belga naquele preciso momento. Inserido no grupo da frente sem Sagan, Avermaet, John Degenkolb e André Greipel por perto, Gilbert teve a “sua” corrida ligeiramente facilitada no momento do ataque. Contudo, mais uma vez valeu ao belga a excelente leitura de corrida que soube fazer, atacando no preciso momento em que o pelotão poderia estar muito próximo de fazer a junção entre os principais candidatos.

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