Paris Saint Germain: uma escola de artistas que vai bem para além do futebol

Das clássicas rosquetas dos pontas Uwe Gensheimer e “Lucky” Luc Abalo, de ângulo aberto ou de ângulo totalmente fechado (repare-se o ângulo de ataque que tem Abalo no momento do remate) passando pela eficácia do enorme monstro das balizas (que só não é na minha opinião o melhor guarda-redes da história do Andebol porque vi jogar no passado personagens de importância, eficácia e estilo transcendente como Mats Olsson, Andrey Lavrov e o alemão Henning Fritz) que é Thierry Omeyer, à magia que sai constantemente das mãos do lateral direito Nedim Remili: em Paris a magia ultrapassa por completo os relvados. E não se esgota em todos os actores citados. O carácter possante dos dinamarqueses Henrik Mollgard e Mikkel Hansen (laterais esquerdos) do pivot sueco Jesper Nielsen, e a magia e organização que os centrais Daniel Narcisse e Nikola Karabatic colocam no jogo dos parisienses, fazem desta a equipa mais completa e espectacular da história do andebol.

Os segredos de Daniel Alves

O momento do passado fim-de-semana. Não poderia deixar este momento de antologia (mais um do jogador em causa) em branco. Se deixasse passar este momento creio que seria totalmente desonesto para com o melhor lateral direito da história do futebol. Para com um dos verdadeiros átomos que substância a matéria que é a magia desta modalidade.

Aos 34 anos, este “cara” raçudo, guerreiro, trabalhador, diligente, eficiente, resistente e resiliente, ser humano de uma grandiosidade ímpar que nunca vira a cara à luta por mais difícil que seja o objectivo ou a meta a atingir, e que sabe e sempre soube, ao longo da sua vida, ultrapassar todas as dificuldades que teve de enfrentar ou que está actualmente a enfrentar porque foi, acima de tudo, um ser humano e um atleta formado na maior escola da vida (a escola do trabalho), continua a ousar querer ser melhor jogador do que o enorme jogador que (já) era há 10 anos atrás.  Continuar a ler “Os segredos de Daniel Alves”

No Paris Saint Germain mas com uma condição

Troca por troca com Unai Emery. Esqueçam os 15 milhões da cláusula de rescisão. O Sporting ficaria melhor servido com o ingresso do treinador espanhol, se este eventualmente quiser assumir um projecto moldado às suas características num clube alternativo. Ao longo dos anos em que esteve no Valência e no Sevilla, Unai Emery desenvolveu um conjunto de capacidades que encaixariam que nem uma luva no elenco sportinguista:

  1. É um treinador metodológico que procura dia após dia trabalhar de acordo com critérios que visam atingir a perfeição individual e colectiva. Tal característica torna-o óptimo para trabalhar com jogadores jovens. O trabalho diário no limite é a sua chave do sucesso.
  2. É um treinador que adora trabalhar com jogadores versáteis, capazes de assumir e realizar com sucesso várias posições e funções. Quando não tem planteis versáteis, assume a construção destes, não tendo medo de errar em adaptações posicionais de jogadores. Maior parte das adaptações que promoveu ao longo da carreira acabaram culminaram em grandes vendas para o clube – desde que é treinador, ou seja, há 13 anos, as suas equipas facturaram em vendas algo como 461 milhões de euros.
  3. É um treinador ambicioso que quer vencer tudo (competições domésticas e internacionais), defendendo que a Europa é o maior palco de afirmação do clube que orienta. As competições europeias são portanto as montras de afirmação que os jogadores deverão utilizar, garantindo sucesso desportivo e financeiro ao clube. Leva 3 Ligas Europas no curriculum.
  4. Ao nível de identidade de jogo, Emery constrói equipas bastante equilibradas, intensas ao nível de pressão, rígidas do ponto de vista posicional, rápidas a recuperar a posse da bola quando não a têm e rápidas a preparar as transições para o contra-ataque sem descurar a solidez defensiva, consumando no seu trabalho o princípio que as equipas devem vencedoras devem ser construídas “de trás para a frente”. Não é um treinador que tenha medo de recuar sistematicamente as suas linhas porque prepara conveniente as suas equipas face ao adversário em questão. Costumo dizer até que as suas equipas tem muitas máscaras, evidenciando vários tipos de comportamento consoante o jogo adversário. Os centrocampistas assumem uma preponderância ímpar no seu “jogo compartimentado” – a cada sector, a cada jogador, as suas devidas funções dentro da equipa. Os centrocampistas costumam ser os cérebros das suas equipas, cumprindo a missão de jogar e fazer jogar.  É o seu centrocampista quem coloca critério e o pace ideal para determinado momento de jogo nos processos de transição e circulação ofensiva, é o médio centro quem chama um-a-um os companheiros da linha da frente (os criativos) para entrar no jogo, é o médio centro que acaba por conseguir, em qualquer cenário defensivo da outra parte, projectar sempre a equipa para a frente, retirando-se sempre benefício das suas acções. Ivan Rakitic, Gregorz Krychowiak e Marco Verratti cresceram muito com o treinador espanhol, sendo as peças fulcrais na mecânica do Sevilla e do PSG de Unai Emery.
  5. O seu salário actual é de 5 milhões de euros, o mesmo que aufere Jorge Jesus.
  6. O Sporting é um dos desafios que o espanhol adora – transformar clubes, fazê-los crescer, fazê-los assumir ambições (europeias) nunca antes tidas.