Bloco de Notas da História #25 – Ainda se lembram? “Remember the name”

A propósito do possível regresso de Wayne Rooney ao Everton. O bom filho à casa torna.

Estávamos na temporada 2002\2003 quando, a meio de uma nebulosa temporada abalada por problemas financeiros (o Everton foi na altura obrigado a vender ou desfazer-se a custo zero de grande parte das suas estrelas; jogadores como Francis Jeffers, Nick Barmby, Richard Dunne, Mark Hughes, Michael Ball, Abel Xavier ou Paul Gascoine), era dada a oportunidade ao escocês David Moyes (vindo do modesto Preston North End; para termos uma ideia do currículo alcançado pelo humilde jogador escocês no preâmbulo da sua carreira enquanto treinador, Moyes conseguiu elevar o falido Preston do 3º escalão para a final dos playoffs da Division One, actual Championship, no espaço de 4 anos) de tentar multiplicar “o pão com a pouca farinha que tinha no emblema da cidade de Liverpool. Pedia-se portanto a Moyes que pudesse fazer um trabalho à imagem daquele que tinha conseguido executar no também falido Preston nas 4 temporadas anteriores.  Continuar a ler “Bloco de Notas da História #25 – Ainda se lembram? “Remember the name””

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Aquele momento em que te apercebes que a defesa do Arsenal bateu no fundo!

Má cobertura dos espaços de defensivos, concentração de vários jogadores num curto espaço de terreno, facilitando o trabalho ao adversário na procura de espaços nas zonas do terreno que estão despovoadas (principalmente nas laterais porque os laterais do Arsenal colam-se aos centrais), falta de intensidade na pressão a meio-campo (Mohammed El Neny é um jogador sem qualidade alguma para estar num clube como o Arsenal; Granit Xhaka continua sem me convencer; para o Borússia de Monchengladbach o suíço foi o negócio do século), dois laterais que defendem muito mal (Bellerin ainda se safa no ataque) e dois centrais sistematicamente apanhados em contrapé porque não sabem o que é realizar uma marcação ao seu adversário directo.

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A coisa vai de mal a pior no feudo privado de Arsène WengerAs suas equipas nunca foram gabadas por serem um primor na atitude defensiva. Antes pelo contrário. Até nos anos em que o técnico francês levou o clube de Highbury a uma ímpar senda de títulos na sua história (13 entre 1997 e 2005) a coisa resolveu-se quase sempre através da colocação de um panzer (Patrick Vieira) à frente de uma dupla de centrais (Tony Adams\Steve Bould; Tony Adams\Sol Campbell) dura de rins e forte no jogo aéreo num sistema de defesa em linha que sempre funcionou com laterais de preponderância ofensiva. Nunca fui fã de nenhum destes centrais porque a estética andava arredada destes como o diabo tenta arredar-se da cruz. Nos primeiros anos de Wenger é legitimo afirmar que o possante médio francês resolvia grande parte dos problemas defensivos do seu compatriota porque era efectivamente um monstro no posicionamento, na pressão, no desarme e no capítulo da intercepção de passes. E não só. Muita da capacidade ofensiva da equipa também se devia facto do francês estar sempre disponível para ir buscar jogo de forma a iniciar as transições, para fazer maravilhosas aberturas e para abrir junto aos centrais de forma a que os laterais se pudessem projectar nos flancos. O resto é o típico W formado a meio-campo no 4x2x3x1

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Ou fazes e demonstras aquilo que eu quero ou…

… podes começar a procurar clube. Esta foi basicamente a mensagem enviada por José Mourinho para o exterior com destino ao interior do balneário, mais concretamente, com destino ao lateral Luke Shaw.

Esta técnica de comunicação, desde sempre utilizada pelo treinador português para arrasar por completo (para não dizer queimar em praça pública) o desempenho, a atitude e a motivação de um jogador de forma em determinado momento para ver se ele altera radicalmente o seu profissionalismo, ambição, atitude, desempenho nos treinos e nos jogos foi uma fórmula eficaz que deu muitos resultados ao longo dos anos.
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