A Avenida de Moscovo

rui vitória 4

A derrota sofrida pelo Benfica em Moscovo colocou definitivamente Rui Vitória no fio da navalha. O cenário de despedimento, cenário que até à noite de ontem não passava de um mero cochicho murmurado debaixo das arcadas (nas barras de comentários de blogues; na língua viperina de um comentador mais rebelde e\ou abutre; é nesta última espécie que se insere por exemplo Rui Gomes da Silva) partilhado por um conjunto de adeptos descontentes com a prestação da equipa na presente edição da Liga dos Campeões e até no próprio campeonato, prova em que a equipa encarnada tem conquistado pontos aos solavancos (ora conseguindo vincar a sua supremacia sobre os adversários por força de acções individuais; ora ajudada por um ou outro erro de arbitragem) tornou-se uma hipótese bem real se a equipa encarnada não obtiver um bom resultado no próximo dia 1 de Dezembro na deslocação ao Estádio do Dragão. Independentemente dos feitos alcançados no passado (por mérito de quem? – é uma das perguntas que se deve colocar. Pela lavra de Rui Vitória ou pelo que foi deixado construído por Jorge Jesus?) feitos que o treinador encarnado faz questão de recordar estrategicamente na hora da derrota, para tentar justificar e salvaguardar a sua permanência no presente, passando um verdadeiro paninho quente sobre o que não fez e o que possivelmente não virá a fazer até ao final da temporada por manifesta falta de matéria-prima ou por manifesta incapacidade, quem anda pelo futebol sabe que para salvar a sua pele num momento de aperto, qualquer presidente acossado não hesita em culpabilizar o treinador pelo mau momento da equipa, despedindo-o. Continuar a ler “A Avenida de Moscovo”

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Hoje Escreve o Mister #8

Por Pedro Sousa. 

Por muita qualidade colectiva que uma equipa tenha, sem individualidades que tragam a qualidade desejada para criar desequilíbrios ofensivos numa estrutura, as dinâmicas colectivas ficam demasiado limitadas do seu jogo, faltando a alternância na forma como resolve muitos momentos de jogo seja na construção, definição, ou na criatividade do seu colectivo!!

Cada jogador traz dinâmicas diferentes ao jogo, mas uns aumentam consideravelmente a qualidade colectiva de uma equipa com a sua qualidade individual, enquanto outros não acrescentam nada ao colectivo porque a sua qualidade individual não trás variação e imprevisibilidade no jogar da mesma ordem de ideias colectivas, que uma equipa em muitos momentos de jogo necessita no modelo adoptado.

Sem jogadores como Podence, Gelson, Salvio, Jonas, um Brahimi ou Corona, entre muitos outros com determinadas características numa equipa, a sua capacidade criativa num determinado padrão de jogo fica muito mais debilitada e torna-a regular na forma de jogar e muito mais fácil para os adversários anularem, afastando-a mais, por conseguinte, do sucesso desejado!
Por muita qualidade ao nível da organização que se tenha… fica como uma salada sem o tempero certo, e por muito bom cozinheiro que a tenha confeccionado, nunca integrará os melhores cardápios.

Imagem do dia

gastão elias

Federação Portuguesa de Ténis

Num dia tão movimentado no plano desportivo, com tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo, desde o Paris-Roubaix (a minha prioridade do dia) até ao futebol internacional, passando indispensavelmente pelas contas do nosso campeonato, por vezes esquecemos os grandes feitos que se vão realizando noutras modalidades. Não me esqueci porém da nossa selecção de Ténis. A selecção portuguesa de Ténis jogará o playoff de acesso à zona mundial da Taça Davis.  23 anos depois, a equipa (leia-se jogadores e treinadores) que é curiosamente capitaneada e treinada por dois dos tenistas (Nuno Marques e Emanuel Couto) que conseguiram há 23 anos atrás o feito inédito de disputar pela primeira vez o acesso ao topo da mais antiga competição por selecções do mundo, está de parabéns! João Sousa, Gastão Elias, João Domingues, Pedro Sousa e o suplente Frederico Silva estão a um passo de gigante de poderem conquistar aquilo que ao longo de vários anos parecia impensável.

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