Os golos da jornada

Início a rodada de uploads com o golo somado pelo Alavés contra o Real Madrid para vos mostrar a simplicidade de processos da turma da casa na construção desta jogada e a atípica hesitação (patetice) de Raphael Varane no ataque a um lance aéreo.

O médio Burgui não só conseguiu na sua acção sair muito bem da pressão realizada por dois adversários, com a bola bem coladinha, em drible curtinho, ao pé direito (noutras ocasiões, pude reparar que o médio do Alavés é um jogador que não só consegue sair bem das situações de pressão como é um médio com uma técnica individual que lhe permite criar desequilíbrios em espaços muito reduzidos porque é um jogador que cola muito bem a bola ao pé e consegue mudar com rapidez a direcção do drible, dificultando a tarefa de quem o defende) como conseguiu rodar muito bem para se virar de frente para o jogo e para a oportunidade de progressão que lhe é aberta por Mounir El Haddadi na desmarcação para as costas de Sérgio Ramos. Com tempo e espaço para cruzar, o avançado colocou uma bola perfeita para a entrada em zona de finalização de Manu Garcia perante uma atitude atípica de Varane no ataque ao esférico.  Continuar a ler “Os golos da jornada”

Anúncios

Desmistificar os novos imputs tácticos de Klopp em Liverpool

Há uns dias atrás já tinha escrito, a propósito das minhas observações do “novo” Liverpool de Klopp no jogo de preparação frente ao Hoffenheim, as ligeiras nuances que Mohammed Salah oferece em alguns aspectos ao modelo de Jurgen Klopp.

Com a utilização de linhas altas (avançados atrás da linha da bola), quer em 4-2-3-1 ou 4-4-1-1 (os sistemas tácticos mais utilizados no Mainz e no Dortmund) quer em 4x3x3 ou 4x3x2x1 (os sistemas tácticos mais utilizados em Liverpool) o treinador alemão pretende que a sua equipa seja uma equipa muito pressionante (com intensidade; sem momentos para respirar ou para deixar a outra equipa respirar) e muito bem organizada defensivamente.

Dentro dos sistemas tácticos operacionalizados pelo treinador alemão em Liverpool, os jogadores mais avançados no terreno devem constituir a primeira barreira de pressão (média\alta, dentro do meio-campo adversário) a sério para os adversários. A 2ª linha de pressão, composta por médios (Lucas Leiva, Emre Can) tem alguma liberdade, para poderem, por exemplo, cair em cima dos seus adversários nas faixas se os adversários quiserem iniciar a transição para o meio-campo adversário pelos corredores. Como uma boa parte das equipas “pequenas” do campeonato inglês assenta as suas matrizes ao nível de processos no contra-ataque e não gostam (algumas não se sentem mesmo confortáveis) de ter a bola na sua posse durante períodos de tempo prolongados, o alemão viu nesta chave, a chave do sucesso para tentar anular o contra-ataque adversário e dominar as partidas. A pressão média\alta quando bem executada tem a capacidade de deixar as equipas algo vulneráveis quando a bola é recuperada. A recuperação por defeito é um momento que faz subir as linhas imediatamente. Recuperando por exemplo a bola num erro de um central, numa situação em que estejam 4 jogadores muito próximos, rapidamente se pode criar uma situação de superioridade numérica que pode ser causadora de perigo junto da baliza adversária. Continuar a ler “Desmistificar os novos imputs tácticos de Klopp em Liverpool”