Pierre Ambroise Bosse, o quebra enguiços

 

Não é só o nosso atletismo que está a passar por uma fase de decadência. É todo o atletismo europeu. Os africanos, atletas-heróis (de toda uma nação) em quem os seus países apostam sem olhar a meios (porque deles depende em muitos casos, a projecção internacional do orgulho de um país) e os africanos naturalizados à pressão pelas nações do Médio Oriente, países que, ao longo da última década, tem oferecido a atletas africanos excepcionais condições de treino, a possibilidade de contornar os numerus clausus impostos pela IAAF para cada país e\ou autênticos passaportes para a riqueza em troca da atribuição da cidadania e da sua participação nas grandes provas internacionais, não tem dado qualquer hipótese aos atletas europeus. Desde há 20 anos que assistimos, quer no meio-fundo, quer no fundo, a uma clivagem cada vez mais difícil de aproximar entre os atletas africanos e os atletas dos outros continentes. Continuar a ler “Pierre Ambroise Bosse, o quebra enguiços”