Como se pode levar um cabaz numa final sem defender muito?

Se clicar em cima de “situação” poderá ver o vídeo  da jogada analisada.

Situação 1 – A falta de intensidade com que Tristan Thompson sai ao adversário depois de um double team sem efeito sobre Curry. Não condiciona o lançamento de Draymond Green porque está atrasado e não é rápido a fechar o espaço. Quando recebeu a bola, o jogador de Golden State tinha duas hipóteses plausíveis: ou lançava o triplo como lançou ou fazia uma assistência para Zaza Pachulia dada a posição isolada do poste alto georgiano. Continuar a ler “Como se pode levar um cabaz numa final sem defender muito?”

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Contenders? Para o ano há mais

Este poderia ser o frame de um jogo da Proliga portuguesa mas não, é a realidade nua e crua de uma final de conferência da NBA: uma equipa inteira a ver navios, sem qualquer vontade de se fazer à estrada! Ao intervalo do jogo (jogo? mais parece um espectáculo de exibição do que outra coisa!) que está neste momento a decorrer em Cleveland, os Celtics estão a ser novamente sovados, estando a perder por claros e inequívocos 72-31. Já não nos bastava termos que aturar a cegada que vai no Oeste por culpa do Zaza, para ainda termos que suportar este calvário de toda uma equipa in loco, quando o nível da coisa pedia efectivamente jogos de excelência.  Continuar a ler “Contenders? Para o ano há mais”

Ginobili, o Grande

“Every possession is a game winning possession.”

Uma das frases que ficará decerto para a história do basquetebol. Uma das jogas que ficará decerto para a enorme carreira do argentino, um dos jogadores que ao longo dos anos cultivou a minha paixão pelo jogo e pela Liga Norte-Americana de basquetebol. Ginobili é outro daqueles exemplos que eu utilizo tantas vezes para tentar esticar jogadores\atletas até à eternidade: a vida deveria deixá-lo jogar para sempre. Mesmo quando está escondido naquele recôndito banco de San António, Greg Popovych sabe que tem ali a autêntica alma da franquia na última década e meia. E o argentino, por sua vez, durante todo este tempo, nunca se negou ao combate, sendo um dos expoentes vivos do espírito olímpico. Mais minuto de utilização, menos minuto de utilização, Pop sabe que no momento certo, ou seja, no momento de todas as decisões, têm ali no argentino um verdadeiro autêntico animal de palco que vale por 5 pelo espírito corajoso com que se entrega aos desafios, pelas decisões acertadas que toma em todas as suas acções, pela serenidade com que toma essas mesmas decisões e pela serenidade e confiança que a sua presença transmite aos colegas.

A liderança de Isaiah Thomas

Liderar uma equipa na NBA é precisamente isto. Quando o jogo está muito difícil (a equipa de Washington conseguiu vender cara a derrota; não foi um jogo perfeito ao nível de lançamento para a equipa de Washington com 44 em 96 tentativas, mas na verdade, John Wall com os seus múltiplos crossovers e os postes da equipa com vários lançamentos e com a realização de screens que permitiam boas situações de lançamento aos colegas, iam resolvendo no plano ofensivo) e a equipa chama pelo seu líder, este tem que ser capaz de assumir o jogo nos momentos decisivos, indiferentemente da sua eficácia. Dar o passo em frente nos momentos de pressão é o que distingue um líder nato de um jogador mediano que jamais irá liderar equipas.

Quando Isaiah é chamado a assumir o jogo no momento da decisão, o pequeno base é letal. Se até lá, Jay Crowder, Avery Bradley e os 33 pontos que vieram do banco conseguiram manter a equipa “encostada à discussão do resultado”, a equipa precisava de mais qualquer coisa para dar a sapatada no marcador no 4º período e no overtime que se seguiu. Foi nesse cenário que o base entrou em acção como lhe competia, com 29 pontos, com 11 lançamentos eficazes (3 triplos) em 17 tentativas, fora os lances livres em que foi 100% eficaz, os ressaltos que ganhou neste período e o roubo de bola que conseguiu no 4º período. Pode-se dizer que nos 17 minutos finais, o base de Boston fez portanto “um jogo dentro de outro jogo”, um jogo particular, no qual provou mais uma vez que “mata mais do que as vezes em que morre” – os sinais são muito positivos para Boston!

Não faças isso, John Wall!

Que maravilhosa dança do base dos Wizards à frente de Isaiah Thomas no jogo 1 da série entre os Celtics e a equipa de Washington, jogo que ainda está a decorrer.

3-2 para os Celtics e eu creio que a série terminou

Em Boston, depois de duas derrotas em Chicago em 2 autênticos match points que a equipa de Fred Hoiberg não soube aproveitar por culpa própria (no 4º jogo fizeram uma enorme recuperação de 20 pontos em virtude do upgrade defensivo realizado após a hecatombe que foi o primeiro período mas no momento da verdade, os Bulls voltaram a não conseguir fechar o jogo e já se sabe que nos playoffs quem não fecha jogos em tempo útil, acaba “morto”) os Bulls voltaram a baquear por culpa própria.

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E o TD Garden está de pé!

Primeiros 3 minutos no TD Garden. Os Bulls cometem dois turnovers. O primeiro resulta num triplo fácil. No segundo, Isaiah Thomas pega na bola, faz um passe por debaixo das pernas para um companheiro, que por sua vez lhe devolve o mimo para um triplo do meio da rua com um jogador dos Bulls pendurado. O público acusa o momento e levanta-se em massa para explodir, mimando o seu jogador neste momento difícil da sua vida. O jogador está bem. Vai ser uma exibição memorável. Ganha a vida. Ganha a competitividade.