Nadal e Federer no mesmo court? Foi possível!

Na Laver Cup, evento de exibição que juntou, na O2 Arena de Praga, em duas equipas (a da Europa e a do Resto do Mundo) alguns dos melhores tenistas mundiais. O evento, de carácter exibição, acabou por ser muito mais que isso. Pelo que pude espreitar no canal de Youtube criado pela organização, houve ténis de enorme qualidade em algumas das partidas disputadas.

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O algodão não engana

Denis Shapovalov. Memorizem o nome. Dentro 2 ou 3 anos começaremos a ver o jovem talento de 18 anos (actual 143º do ranking ATP) na crista da onda do ténis mundial. A carinha laroca até pode indicar à primeira vista a ingenuidade própria da idade. A qualidade do ténis praticado, não. O ténis do miúdo canadiano (nascido em Israel; filho de pais russos) indica maturidade, técnica, estratégia, compromisso, profissionalismo e acima de qualquer outro atributo, frieza. Muita frieza.  Continuar a ler “O algodão não engana”

Só me falta acertar nos números do euromilhões

Lembram-se das previsões que fiz na semana passada sobre Rafael Nadal? No sábado, escrevi aqui

“Os vários comentários que tenho lido quer nas redes sociais quer nas barras de comentário dos órgãos de imprensa espanhóis em relação à prestação tem sido autênticos atestados de burrice. Dizem grande parte dos espanholitos que “a jogar assim”, Nadal não terá quem o pare até à final. Apostemos então: quem é que aposta que Nadal vai para casa na primeira eliminatória em que um adversário consiga contrariar o seu serviço e comece a baixar a bola  (e a velocidade da troca de bolas) através da execução de pancadas em slice?”

À primeira. Na mouche. Gilles Muller nem teve que abusar das pancadas cortadas, embora tenha realizado mais durante esta partida do que aquelas que foram utilizadas por todos os adversários nas rondas anteriores. O belga contrariou e bem o serviço do espanhol (3 break points; 35 pontos conquistados no serviço do espanhol contra os 33 conquistados pelo espanhol no serviço de Muller), baixou consideravelmente o ritmo das trocas de bolas se compararmos o ritmo desta partida com o ritmo que o espanhol colocou nos jogos das rondas anteriores, e obrigou quase sempre o espanhol a ter que correr de um lado para o outro, não o deixando colocar os seus mortíferos passing shots e forehands inside out. Por outro lado, o belga foi em diversos momentos de jogo fortíssimo na aplicação de sequências de “esquerdas” inside in seguidas de direitas inside out.

O falso rolo compressor de Nadal!

Eis a razão pela qual a “histórica” armada espanhola sempre teve algumas dificuldades para perceber o relvado de Wimbledon em particular e a superfície de relva em geral, exceptuando os anos em que Nadal venceu Wimbledon (2008 e 2010) “por falta de comparência” de Roger Federer no sensível momento em que o suíço teve que recuperar da mononucleose sofrida em Janeiro de 2008. Continuar a ler “O falso rolo compressor de Nadal!”

Rafael Nadal: uma Instituição do Ténis

Este inacreditável winner de direita foi o momento mais alto da final que consagrou pela 10ª vez o tenista maiorquino em Roland Garros. 

Um dos pontos chave da vitória do espanhol sobre o suíço Stan Wawrinka residiu na forma apurada em como o espanhol conseguiu, através dos seus abertos forehands e das suas colocadas pancadas cruzadas de esquerda, manter (preferencialmente) o suíço atrás da linha de fundo de maneira a impedi-lo de subir no court. Sempre que conseguiu subir no court, Stan Wawrinka conseguiu criar algumas dificuldades ao jogo do espanhol, apesar deste ter terminado em crescendo no jogo na rede.

As vergastadas de Dominic Thiem que puseram cobro à ascensão de forma de Nadal

No Masters de Roma, mais concretamente na partida frente ao Norte-Americano Jack Sock, vimos um fogacho do “velhinho Rafa Nadal” que indicava um certo volteface revisionista ao melhor ténis outrora praticado pelo espanhol. Os efectivos deslocamentos de lés a lés no fundo do court, as direitas seguras, as direitas cruzadas e as esquerdas paralelas na finalização de pontos, indicaram uma certa subida de forma do espanhol quando se aproxima o momento crítico da sua “peculiar temporada”: o Roland Garros. Mas, hoje, o espanhol teve que lidar…

… com um também ascendente Dominic Thiem que não só conseguiu anular o habitual jogo do espanhol no fundo do court (obrigando-o numa primeira fase a ter que jogar muito longe da linha final e numa segunda a ter que subir várias vezes no court) como em vários pontos, brindou o espanhol com uma estética, ímpar e mortífera serie de backhand winners que arrasaram a moral de qualquer tenista.