Vuelta – 14ª etapa – Rafal Majka triunfa numa subida animada à Sierra de La Pandera

Veni, vidi, vinci! Assim que Rafal Majka perdeu um tempo significativo para os candidatos à geral individual na 3ª etapa em Andorra, no meu íntimo, confirmei a sua presença nas fugas nas etapas de montanha. Para vencer na dura subida de 13,7 km (categoria especial; pendente média de 7,3%) a La Pandera, na primeira das duas etapas explosivas de alta montanha que a prova oferece para este fim-de-semana, o chefe-de-fila da Bora só precisou (praticamente) de ser mais forte que todos os seus colegas de fuga na subida final e de manter um ritmo vivo para conseguir gerir a magra vantagem de minuto e meio que dispunha para o pelotão no início da subida

Numa extensa subida (parecia que nunca mais acabava) marcada por muitos ataques, por muita táctica, pela habitual vigilância e marcação entre os vários competidores da luta pelos primeiros lugares da geral e de muito jogo de cintura na hora de puxar, quem saiu a lucrar foi novamente Miguel Angel López da Astana. Com um ataque bem sucedido nos últimos 2 km, “Superman” López voltou a ganhar genica para tentar fazer pela vida de forma a poder subir mais uns lugares na geral. O colombiano voltou a ser a grande surpresa da jornada. Depois de ter conquistado uma etapa, o jovem de 23 anos apareceu em La Pendera com forças para continuar a sua cruzada até aos lugares cimeiros.  Continuar a ler “Vuelta – 14ª etapa – Rafal Majka triunfa numa subida animada à Sierra de La Pandera”

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Vuelta – 8ª Etapa – Julian Alaphillipe vence no Xorret de Catí; Christopher Froome volta a demonstrar a sua supremacia

Na última das 4 etapas de colinas\média montanha que fecharam a diabólica primeira semana da competição, as duras rampas dos 5 km da ascenção ao Xorret de Catí, subida cujas pendentes oscilaram entre os 11% e os 21%, tivemos direito aquele que me parece ter sido, na minha opinião o melhor espectáculo da prova até ao momento.

Julian Alaphillippe (Quickstep) pode, a partir de uma fuga, abençoar o seu regresso à competição após 6 meses de paragem e Christopher Froome voltou a dar uma valente malha nos seus rivais mais directos. Com um ataque, o ciclista britânico deu mais um passo para o cumprimento dos objectivos para os quais tem estado a lutar com afinco, foco, tenacidade e obstinação. Numa condição física excepcional, o chefe-de-fila da Sky, nem parece ter corrido há um mês atrás o Tour. As “ganas” de querer juntar à vitória alcançada na geral do Tour, a sua primeira vitória na Vuelta (tornando-se assim o 13º ciclista da História a conquistar duas grandes voltas no mesmo ano; o 3º a conquistar o Tour e a Vuelta no mesmo ano; até ao presente, apenas Bernard Hinault e Jacques Anquetil conseguiram alcançar tal feito) têm conduzido a estratégia do ciclista britânico, estratégia que tem sido uma espécie de regresso às suas origens. Na prova espanhola, Froome tem sido mais ofensivo e menos controlador (consequências derivadas do facto de não ter uma formação tão boa quanto aquela que apresenta no Tour) do que aquilo a que nos habituou. No Xorret de Catí, Froome voltou a atacar, levando consigo, apenas, Alberto Contador. Continuar a ler “Vuelta – 8ª Etapa – Julian Alaphillipe vence no Xorret de Catí; Christopher Froome volta a demonstrar a sua supremacia”

Vuelta – 3ª etapa – Vincenzo Nibali vence na primeira grande selecção de candidatos

No principado de Andorra, à 3ª etapa, as contas saíram furadas a Christopher Froome, apesar do ciclista britânico ter ascendido à liderança da geral. Sinto-me um bocado frustrado por não ter escrito no primeiro post de antevisão um pressentimento que tive quando pude avaliar pela primeira vez o seu perfil: era óbvia a possibilidade do inglês vir a atacar a subida para o Alto De La Cornella para começar a “desenrolar” a clássica estratégia de domínio da Sky. Com uma etapa tão dura logo no 3º dia, a presença da Sky na frente da corrida nos seus momentos decisivos (a ascensão a La Rabassa, a ascensão ao alto de Cornellá) acusava uma estratégia tão clara como a água: o inglês iria atacar na subida final para tentar cumprir 2 objectivos: chegar à liderança da prova, de preferência com alguma vantagem (pelo menos 30 segundos) para os seus principais adversários para poder colocar a sua equipa na frente a controlar a corrida.

Os planos do ciclista inglês (e da formação britânica) acabaram por ser contrariados por 6 homens. A saber:

  • Esteban Chavez, no momento em que o inglês lançou um ataque mortífero.
  • Romain Bardet e Fabio Aru – ambos decidiram não ir ao choque quando o inglês atacou, preferindo aproveitar a descida para recolar.
  • Tejay Van Garderen e Nicholas Roche – Se os 2 BMC não tivessem executado um excelente trabalho na descida, Vincenzo Nibali não teria chegado à frente em condições de disputar a vitória na etapa.
  • Vincenzo Nibali – o italiano valeu-se do facto de ser o melhor finalizador de todos os ciclistas no grupo para voltar a ganhar tempo a todos os rivais.

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Volta à Polónia – 2ª e 3ª etapa –

Sacha Modolo conquista a sua 6ª vitória da temporada no frenético sprint disputado na chegada a Katowice.

A 20 km da meta ninguém previa o que viria a acontecer na chegada a Katowice. A 2ª etapa da Volta à Polónia parecia estar envolta na verdadeira paz do senhor. O bando de fugitivos que passou “meio-dia” na estrada não teve recursos para fazer aquecer sequer os homens da Bora e da Trek. Na verdade, o seu intuito também não era, de facto, esse mas sim a possibilidade de mostrar os símbolos dos patrocinadores estampados nas suas camisolas. O ritmo de corrida que se verificava até esse preciso momento era baixo e tudo apontava para que a etapa pudesse caminhar com muita tranquilidade para os últimos km.  Continuar a ler “Volta à Polónia – 2ª e 3ª etapa –”