1-2. Preocupação.

Ridícula. Lastimável. Um verdadeiro tiro nos pés. Existem mais adjectivos no dicionário de língua portuguesa para qualificar a fraca prestação dos Bulls no jogo desta noite. Isaiah Thomas e os Celtics tem conseguido bater-se taco-a-taco mesmo apesar de todos os contratempos pelos quais o seu líder está a passar durante a presença semana. Já os Bulls, à primeira ocasião, acusaram a ausência de um jogador porque pura e simplesmente não existe plano B no rooster para a posição. E isso notou-se claramente no jogo de hoje com a clara demonstração de falta de velocidade nas transições para o ataque, pouco critério na elaboração das jogadas (a bola a passar por várias mãos sem que algum jogador soubesse o que fazer com a bola), falta de critério na escolha dos lançamentos (a explicação para os números de Jimmy Butler) e uma certa incapacidade para conseguir criar situações de rotação que permitam a existência de um lançador sem oposição. No jogo desta noite, faltou o essencial do basquetebol na equipa de Chicago: um bom base. Um base capaz de organizar.

Uma equipa que apenas faz 14 assistências durante 48 minutos não pode vencer jogos de playoffs.

A atitude defensiva também foi uma lástima quando comparada com a atitude que os Bulls tiveram nos 2 jogos em Boston. Deu-me pena ver os habituais “enchedores de chouriços” (Payne, Lauvergne, Morrow, Denzel Valentine) terem mais agressividade a defender nos 4 minutos finais do que os restantes em 20\30 minutos de utilização.

Moral da história: ou a atitude muda rapidamente no próximo jogo ou então veremos os Celtics a desfilar nos próximos 3 jogos.

0-2 e uma meia surpresa a caminho

Quem anda nestas lides há algum tempo sabe que nos playoffs da NBA existe uma ligeira probabilidade (na casa dos 10%) das equipas que se colocaram nos últimos lugares de acesso aos playoffs eliminar na 1ª ronda as equipas que se posicionaram nas primeiras seeds. Nos últimos 11 anos, em 44 matchups realizados entre 1ºs e 8º classificados e entre 2ºs e 7ºs nas duas conferências, foram 5 as vezes em que as equipas do fundo eliminaram as equipas do topo. Várias foram também as ocasiões em que estas equipas obrigaram as equipas do topo a disputar a “negra”.

Os Chicago Bulls já participaram em duas ocasiões nessa estatística. Se nos playoffs de 2007, como 8ºs classificados do Este eliminaram curiosamente a primeira seed (campeões em título) que eram os Miami Heat de Dwyane Wade, em 2012, foram eliminados como 1st seed pelos 8os, os Philadelphia 76ers. Em 2017, pode-se dizer que estão bem encaminhados para eliminar os Boston Celtics depois de terem vencido fora os dois primeiros jogos da série? Parece-me claro que não podemos extrapolar ou forçar uma analogia entre as equipas (Bulls de 2012 e Celtics de 2017) porque ressaltam imediatamente várias diferenças de índole contextual: os Bulls de 2012 eram uma equipa muito mais “contender” ao título que os Boston Celtics e eram um colectivo com muitos mais jogos de playoffs disputados que os Celtics. Aliás, se compararmos neste campo esta equipa de Boston com a equipa de Chicago, percebemos que Dwyane Wade e Rajon Rondo tem juntos mais jogos disputados nos playoffs que todo o colectivo de Boston (263 jogos disputados pelos dois jogadores contra 246) e são jogadores anelados enquanto jogadores muito importantes das equipas pelas quais venceram o título. Nem D-Wade nem Rajon Rondo são hoje os jogadores que já foram (embora a classe continue lá) mas este é um factor que ajuda a explicar muita coisa, mas não explica tudo.

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Os Bulls são a prova de que tudo é possível!

É possível uma equipa cheia de lacunas e desequilíbrios chegar aos playoffs e vencer? Sim, é possível! Os meus Bulls são uma equipa de crentes e eu sou, desde 1995 um deles! Já vi de tudo. Já vi o Jordan regressar, já vi uma equipa a fuzilar todos os adversários durante 3 (6!) anos, sobrevivi ao draft de 1999, vi Elton Brand falhar como as notas de mil, vi o nosso Ron Artest mudar radicalmente de lucky looser a agressor de bancadas inteiras e de agressor de bancadas inteiras a defensor da paz mundial, já mandei murros na mesa quando o Ben Gordon tomava as piores decisões possíveis e chorei muito quando o D-Rose se lesionou naquela malograda ronda contra os Sixers. Agora o que eu nunca vi é uma equipa cheia de desequilíbrios, com um front office medonho, com um treinador ainda mais medonho, cujo apuramento para os playoffs ainda hoje está envolto num fabuloso e inexplicável milagre face À estratégia de destruição maciça que foi esta temporada, conseguir ganhar jogos de playoff na casa do adversário.

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A paragem cerebral de Robin Lopez

Na derrota dos Bulls por 122-120 (após prolongamento) em Toronto na madrugada de ontem.

Robin Lopez não tinha necessidade nenhuma de fazer o que fez. O jogo “dos postes” estava durinho mas os Bulls estavam a conseguir controlar o jogo. Acabaram por perder a partida e deitar literalmente para o lixo uma oportunidade flagrante que permitiria ainda lutar pelos playoffs quando faltam 11 jogos para o final da temporada regular.

As coisas em Chicago não estão fáceis. Continuar a ler “A paragem cerebral de Robin Lopez”