Os golos do dia (1ª parte)

A alegria de toda uma nação (sofredora; a passar por um período muito conturbado da sua história; na qual, na sequência da Revolução da Primavera Árabe de 2011, passou de uma feroz ditadura para outra ainda mais feroz, a de Mohammed Morsi, entretanto derrubada em 2012 por Abdul Al-Sisi) nos pés de um único jogador, nos pés grande ídolo do futebol egípcio: Mohammed Salah. Confesso que me emocionei imenso ao ver estas imagens. Não me coibi até de verter uma lágrima quando vi os efusivos festejos dos 80 mil adeptos presentes no Cairo, festejos que me fizeram recordar os meus eufóricos festejos no momento do inesquecível do golo de Miguel Garcia em Alkmaar, daquele golo de Rochemback frente ao Newcastle, do golo de Acosta que nos abriu portas para um título inesquecível, daquele golo do Capel frente ao Athletic ou daquele golo de Figo frente aos ingleses no Euro 2000. Esta é a verdadeira essência do futebol: uma equipa que não desiste do seu sonho até ao último minuto, a explosão de alegria de uma gigantesca população de 96 milhões de pessoas que ama o futebol da cabeça aos pés. O grande colosso do futebol africano está de volta ao Mundial, 27 anos após a última presença. Salah sucederá certamente a Abdel Ghani (o barbudo!) como o rei do futebol daquele país.  Continuar a ler “Os golos do dia (1ª parte)”

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Itália vs Macedónia (1ª parte)

No Estádio Olímpico Grande Torino, a selecção italiana precisou de 39 minutos (e de um lance de insistência na sequência da marcação de um canto) para inaugurar o marcador frente a uma selecção macedónia que me tem surpreendido quer pela forma como sai bem a jogar a partir de tràs frente à pressão alta que é exercida pelos italianos no seu meio-campo (procurando retirar bem a bola da zona mais intensa da pressão da formação transalpina no corredor central com uma reciclagem para as alas; não tem sido porém fácil aos macedónios progredir no terreno porque circulando a bola para as alas, os médios italianos Parolo e Gagliardini fecham logo o acesso ao jogo interior entre linhas) quer pela sua positiva organização defensiva em 5x3x2 ou 3x5x2 consoante o momento de jogo (para não ter que dar parte de fraca, a comentadora da Sporttv Helena Costapassou 45 minutos a induzir em erro todos os assinantes, vendo uma linha de 4 defensores onde mais ninguém a conseguiu ver!) na qual não tem caído no engodo montado pelos italianos através da disposição dos seus jogadores a toda a largura do terreno, observável a olho pela abertura dos alas (Zappacosta e Darmian) e pelo posicionamento mais interior dos médios ala Insigne e Verdi, disposição que tem como objectivo fazer dançar a estrutura defensiva (principalmente os homens do corredor central; Spirovski e Bardhi tem tentado oscilar entre a pressão a Gagliardini e a Parolo e a cobertura dos centrais; nunca caíndo portanto na tentação de desguarnecer as zonas interiores do relvado) para as bandas laterais, abrindo portanto espaço no corredor central para jogar.

Se exceptuarmos uma boa combinação em tabela realizada por Insigne e Immobile nos minutos iniciais, o maior domínio territorial e a maior posse dos italianos na 1ª parte acabou por ser uma verdadeira mão cheia de nada porque os italianos tiveram muitas dificuldades para fazer a bola entrar no último terço. Ao longo dos primeiros 45 minutos, a Itália de Ventura não criou inclusive qualquer ocasião de golo.

Para finalizar: o sistema táctico de Ventura não faz quanto a mim qualquer sentido a partir do momento em que colocando os centrais bem dentro do meio-campo, os médios (pelo menos um; ficando o outro mais recuado a dar equilíbrio em caso de perda) tem que subir mais no terreno de forma a eventualmente desbloquear o compacto bloco defensivo macedónio através de um posicionamento entre linhas que permita fazer a bola entrar mais no interior do bloco adversário e sair novamente para o jogo exterior, numa circulação que os três canais de terreno. Só assim creio que os italianos poderão convidar aqueles 2 médios (por vezes 3 com a ajuda de Hasani) a sair dos espaços interiores para pressionar os flancos. O que tem visto é quase uma postura assapada e estéril de Parolo e Gagliardini à frente dos centrais, contribuíndo apenas na 1ª fase de construção da equipoa e na pressão às transições adversárias. 

Os golos da jornada

Começo este post com o lance que deu origem ao primeiro golo do Inter na vitória dos nerazzurri por 2-0 sobre o recém promovido SPAL no jogo disputado durante a tarde de hoje no Giuseppe Meazza. A equipa de Luciano Spaletti está a conseguir realizar um prometedor arranque de temporada. Com 3 vitórias em 3 jogo e um futebol de um grau de qualidade muito aceitável, Spaletti parece estar a querer elevar o nível na formação nerazzurri. Veremos até onde este ciclo de vitórias se poderá estender.

Frente ao SPAL, modesta equipa patrocinada pela histórica e homónima empresa de porcelanas mundialmente conhecida que tem a sua sede na cidade de Ferrara (Emília Romagna; zona do vale do Pó) a formação do Inter teve algumas dificuldades para conseguir chegar ao primeiro golo em função das dificuldades criadas pela boa cobertura posicional do adversário no seu bloco recuado. Uma boa jogada realizada no interior do bloco adversário valeu a conquista (a João Mário) da grande penalidade que Mauro Icardi concretizou.  Continuar a ler “Os golos da jornada”

O golo do dia

Do que tenho visto da participação do Inter na International Champions Cup, ou muito me engano ou Luciano Spaletti está a alimentar um verdadeiro, produto e proficiente “cavalão de corrida” para o contra-ataque. Continuar a ler “O golo do dia”

Os golos do dia

A técnico trabalho de Raúl Jimenez no golo do empate frente à Nova Zelândia. Excelente rotação e excelente finalização do avançado do Benfica numa jogada muito bem desenvolvida por Javier Aquino (o game changer dos mexicanos no jogo; trouxe velocidade e objectividade à equipa) e Marquito Fabián face à extrema concentração de unidades neozelandesas no interior da área. 

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