Tudo o que Robben deu para que o milagre acontecesse

arjen robben

Eu não sei, que mais posso ser
Um dia rei, outro dia sem comer
Por vezes forte, coragem de leão
As vezes fraco assim é o coração
Eu não sei, que mais te posso dar
Um dia joias noutro dia o luar
Gritos de dor, gritos de prazer
Que um homem também chora
Quando assim tem de ser(…)

Pedro Abrunhosa – Tudo o que eu te dou – 1993 – editada somente em 2005 no álbum Intimidades.

O rei do futebol despediu-se da sua selecção. De forma inglória, oferecendo tudo o que tinha, para tornar o que era impossível num verdadeiro milagre, para transformar um ciclo de 4 anos absolutamente patético (no qual acima de tudo, creio que o problema residiu na mudança do paradigma de aposta na formação; a formação holandesa tem vindo a perder qualidade; as equipas holandesas tem-se abastecido ainda mais fora do país e, comprando literalmente tudo o que mexe na formação de outros países, com especial enfoque para a formação países nórdicos; basta olhar para os planteis dos 6 principais clubes daquela liga – Ajax, Feyenoord, PSV, Twente, Vitesse e AZ Alkmaar – para o constatar;) no qual não pode dizer que a laranja mecânica tenha construído um bom colectivo porque não o construiu.
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Os golos da Champions (2ª parte)

Começo este post com um grande golo, o golo que abriu o marcador na Otkrytiye Arena, no empate a 1 bola entre o Spartak de Moscovo e o Liverpool. Fernando (não confundir este médio centro de 25 anos com o seu homónimo compatriota que jogou no Porto e no Manchester City) castigou da melhor maneira, com uma exímia cobrança em arco, o livre assinalado sobre a falta cometida à entrada da área por Coutinho sobre o veterano internacional russo Aleksandr Samedov.

Os Reds de Klopp voltaram a escorregar na fase-de-grupos da Champions. Depois de terem empatado a 2 bolas com o Sevilla em Anfield Road no jogo da ronda inaugural, num empate que se pode qualificar como amargo se atentarmos ao número de oportunidades desperdiçadas no 2º tempo e para os erros defensivos cometidos nos golos dos sevillanos, em Moscovo, a história repetiu-se de certa forma. Os Reds desperdiçaram algumas oportunidades (construídas essencialmente através de processos de jogo que privilegiaram o flanqueamento de jogo para os corredores e a velocidade dos seus 3 homens da frente no ataque) e o seu trio da frente sentiu algumas dificuldades para se posicionar em linha no momento do último passe. 3 das melhores oportunidades criadas pelos reds ao longo dos 90 minutos foram anuladas por existência de posição irregular no momento do passe.  Continuar a ler “Os golos da Champions (2ª parte)”

Conceição e a “mudança do chip” para as competições europeias

sérgio conceição

“Se alguém é culpado desta derrota sou eu. A abordagem estratégica a este jogo não foi boa.»

Conceição deu a cara pela derrota mas não revelou, por motivos óbvios, aquilo que toda a gente pode ver à vista desarmada no jogo desta noite: uma equipa de meio-campo partido, no qual Danilo foi demasiado exposto a situações de inferioridade numérica em função das subidas de Oliver no terreno e do expresso apoio que é dado pelo médio ofensivo espanhol ao sector mais avançado, facto que o tornou o trinco incapaz para apagar todos os fogos na saída para o contra-ataque do adversário.  Continuar a ler “Conceição e a “mudança do chip” para as competições europeias”