Giro de Itália – Etapa 18 – Tejay Van Garderen vence na chegada a Ortisei; Dumoulin, Quintana e Nibali concedem tempo na geral

Desenganem-se todos aqueles que ao longo dos últimos dias pensaram que a discussão pela vitória na 100ª edição do Giro está “fechada a 3 corredores” – qualquer descuido do trio da frente poderá incorrer a corrida na situação verificada durante esta tarde nos últimos km da subida para Ortisei (St Ulrich): a reentrada de Thibault Pinot (Française des Jeux), Ilnur Zakarin (Katusha) e Domenico Pozzovivo (AG2R) na luta pela vitória na prova. Se, no espaço de 3 km e uns pós, o trio, conseguiu sacar entre 58 segundos, no caso de Pinot e Pozzovivo, e 42 no caso do trepador russo da Katusha, ao trio que segue na frente da geral da prova (Dumoulin, Nairo Quintana e Vincenzo Nibali), se amanhã e sábado, persistir o clima de “marcação cerrada” e “diálogo” entre os 3 enquanto os outros ganham segundos na frente, poderemos ter um volte face surpresa na prova.

Noutra “corrida” completamente à parte, Tejay Van Garderen deu a 2ª vitória de etapa à sua BMC. O ciclista Norte-Americano tirou novamente o pão da boca ao chefe-de-fila da Sky Mikel Landa em cima da linha de meta (3ª derrota ao sprint para o espanhol na prova) num dia em que a Sky voltou “a dar tudo nas fugas” para conquistar a vitória na etapa.
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Giro de Itália – Etapa 11 – Omar Fraille vence nos Apeninos, na etapa em que Rui Costa (2º) merecia muito mais

O suspeito volta sempre ao local do crime! A etapa 11 (etapa que cruzou a cordilheira dos Apeninos, ligando Florença a Bagno di Romagna) estava literalmente a pedir a presença do português. 4 montanhas categorizadas (2 de 2ª categoria e 2 de 3ª) numa autêntica etapa de rasga pernas, sem terrenos planos, corrida na região onde o português pode ser feliz nos campeonatos do mundo de 2013, pediam que o ciclista natural da Póvoa do Varzim, chefe-de-fila da UAE, pudesse, não obstante da relativa proximidade que ainda possuía à partida relativamente ao top 10 e até mesmo à frente da corrida (cerca de 8 minutos para Tom Dumoulin) tentar entrar numa fuga de maneira a lutar pela vitória na etapa.

Rui Costa deverá ter assinalado a etapa como o momento ideal para tentar conquistar o seu principal objectivo na prova italiana. Saindo do pelotão na fuga do dia (ainda antes da subida aos 1372 metros do Monte Fumaiolo; última dificuldade do dia) o português conseguiu deixar a sua marca de água na etapa que acabaria por ser algo inglória para o esforço que realizou durante a etapa. Com um ataque em vão no Monte Fumaiolo, viria a recuperar 20 segundos para o duo que ali passou na frente (Omar Fraille da Dimension Data e Pierre Roland da Cannondale) de forma a discutir a vitória na etapa com o ciclista espanhol, com o ciclista francês e com Tanel da Astana.
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Antevisão ao Giro de Itália 2017 – As equipas e os corredores (1ª parte)

Com vários vencedores e ciclistas que conseguiram alcançar o pódio nas últimas edições presentes, o vencedor de 2016, Vincenzo Nibali será o principal alvo a abater! Feita a apresentação do desenho da prova no post anterior, vamos apresentar neste e noutro post que há de surgir mais logo as figuras que irão correr nas próximas 3 semanas no certame italiano.

Muitos tem afiançado que perante a ausência de Chris Froome, Alberto Contador, Alejandro Valverde e Richie Porte, a edição de 2017 poderá gerar uma luta feroz nas montanhas entre Vincenzo Nibali, Nairo Quintana e Thibault Pinot. Não poderei ser de todo tão redutor quanto a este post, face à massiva presença da nata do pelotão mundial na prova italiana. Por outro lado, para além de não termos visto Nibali e Quintana correr na Volta a Romândia (o italiano preferiu ir à Croácia fazer a sua preparação, vencendo a Volta daquele país) e de termos visto na prova suiça um Thibault Pinot que decerto não se apresentará na máxima forma no Giro, creio que poderemos ter surpresas. A Cannondale tem por exemplo 3 ciclistas que poderão marcar a diferença porque se encontram em grande forma (a dupla de Davides, Vilella e Formolo e o canadiano Michael Woods). Outra das surpresas poderá ser Geraint Thomas. O ciclista galês da Sky parece-me neste momento da temporada em melhor forma que Mikel Landa. Bauke Mollema (Trek) também poderá ter uma palavra a dizer numa edição em que não terá Alberto Contador por perto.  Continuar a ler “Antevisão ao Giro de Itália 2017 – As equipas e os corredores (1ª parte)”

Fabio Felline vence o Prólogo da Volta à Romândia

A belíssima e “italiana” região da Romandia na Suiça é o último pit stop antes do Giro de Itália. Na prova suiça, prova de 6 etapas (a primeira em regime de prólogo) que foi vencida nas últimas edições por Nairo Quintana (Movistar) e Ilnur Zakarin (Katusha) estão presentes praticamente todos os ciclistas que tem ambições no próximo Giro para além de outras grandes vedetas do pelotão internacional como é o caso de Chris Froome, ciclista que já venceu a prova em duas ocasiões nos anos de 2013 e 2014. Apesar de se desconhecer por completo o actual estado físico do ciclista britânico em virtude dos poucos dias de corrida que somou na primeira metade desta temporada, Froome é sempre um nome a ter em conta para qualquer prova. Estou convicto que o veremos seguramente na frente nas etapas de montanha.

Carlos Alberto Bettancur (Movistar), David de La Cruz e Bob Jungels (Quickstep), Tejay Van Garderen e Richie Porte (BMC), Simon Yates e Roman Kreuziger (Orica), Chris Froome (Sky), Jarlinson Pantano (Trek), Warren Barguil e Wilco Keldermann (Sunweb), Rigoberto Uran (Cannondale), Robert Gesink e Primoz Roglic (Lotto Jumbo-NL), Ilnur Zakarin e Simon Spilak (Katusha), Jon Izaguirre e Sonny Colbrelli (Bahrein-Mérida) Christophe Riblon e Alexis Vuillermoz (AG2R) Sebastien Reichenbach (FDJ), Louis Mentjes e Diego Ulissi (UAE; Rui Costa não correrá uma prova onde já conseguiu fazer pódio em duas ocasiões) são as estrelas do pelotão internacional presentes na suiça para discutir as etapas e a geral individual da prova.
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Peter, o dominador

Que fantástico final de etapa! Que fantástico esforço de Sagan para fazer a reaproximação nos últimos quilómetros e que fantástico sprint do campeão do mundo! Peter Sagan voltou a vencer no Tirreno Adriático na chegada a Fermo, numa etapa de rasga pernas que teve todos os condimentos para garantir aos amantes do ciclismo um elevadíssimo grau de espectacularidade.

A duas curtas inclinações finais proporcionaram uma multiplicidade de variáveis: havia quem, como Luis León Sanchez, um especialista neste tipo de etapas, pretendesse dar à sua equipa, à Astana, a vitória na etapa para de certo modo “remendar” a fraca prestação de Fabio Aru na prova, quem pretendesse (o caso de Vasili Kyrienka da Sky) rodar na frente para desgastar as equipas adversárias para permitir um ataque de Geraint Thomas sem resposta à altura, e quem, o caso de Thibault Pinot da Fdj, pretendesse tentar reduzir a vantagem na geral individual para Nairo Quintana. À espreita para ver o que é que acontecia nos quilómetros finais estavam Tejay Van Garderen, Rigoberto Uran e Peter Sagan, se bem que, desde cedo, a Bora, equipa do campeão do mundo jogou com duas peças: se alguém saísse do pelotão na penúltima subida, estava lá o polaco Rafal Majka para também discutir a etapa. Sem o segundo à geral em prova, Adam Yates, por desistência do ciclista britâncio, a tarefa de NairoMan para manter a camisola azul estaria ligeiramente mais facilitada visto que o atleta da Orica tinha revelado nas etapas anteriores alguma disponibilidade física para colocar os seus poderosos ataques.

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Quem mais poderia ser senão Nairo Quintana?

O colombiano, ciclista que está curiosamente na capa deste blog na sua semana de estreia, voltou a dar-se bem em Itália, mais concretamente na prova cuja classificação geral individual já tinha vencido em 2015. Na longa subida ao Monte Terminilho, o ciclista da Movistar fez uma interessante corrida no plano táctico, atacando no momento certo para derrubar a concorrência mais directa que era feita por Geraint Thomas (Sky; voltou a confirmar o seu excelente estado de forma), Adam Yates (Orica) e Rigoberto Uran (Cannondale).  Continuar a ler “Quem mais poderia ser senão Nairo Quintana?”