Os golos do dia

Inicio este post com a fantástica execução de Cristiano Ronaldo num jogo em que sinceramente o potencial do adversário não deixou muito para contar. Jogo totalmente dominado pela nossa selecção no qual apenas saliento, como única alteração (positiva) de maior visibilidade em relação aos desempenhos nos jogos da Taça das Confederações, a maior mobilidade dos médios alas para terrenos interiores. Tanto João Mário (a procurar claramente o interior) como Bernardo Silva criaram, em posição interior, muitas dificuldades de marcação à linha média dos ilhéus e permitiram a maior projecção dos laterais, numa estratégia de criação de volume de jogo quase sempre alicerçada na construção através das constantes variações entre flancos e constituição de triângulos (com as descidas de Ronaldo até à meia-interior, principalmente no flanco esquerdo) de superioridade nos corredores para deixar um homem solto para cruzar. Cruzamentos. Muitos cruzamentos à procura de André Silva e de Cristiano Ronaldo. Cruzamentos em jogadas pensadas ou de primeira em velocidade, como tantas vezes colocou Cédric.

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Pomposos

Porque já sabemos que ele bate bem, apesar de muitos considerarem desde há largos anos que Moutinho “não sabe rematar” – bolas paradas para a Taça das Confederações: check.

Entretanto no António Coimbra da Mota…

Jogo ameno no reduto do Estoril. Início prometedor esvaído pelas enormes dificuldades sentidas essencialmente pelos centrais e por Danilo no momento das transições ofensivas, muito por culpa da intensidade colocada no momento de pressão (média\alta) que está a ser feita pelos cipriotas. Nestas situações também me parece indubitável a hesitação que está a ser demonstrada pelos laterais (devem projectar-se mais) e por João Moutinho e João Mário. O médio do Mónaco tem que baixar mais para poder pegar no jogo e o jogador do Inter deve procurar mais o espaço existente entre linhas. Boa dinâmica dos avançados, principalmente de André Silva.