Os golos do dia

Blaise Matuidi descomplicou a vitória num terreno consuetudinariamente difícil para qualquer selecção.

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Foi com um tiraço de ângulo diminuto, sob oposição de um carrinho realizado por um búlgaro e com o guarda-redes bem colocado ao primeiro poste a fechar o ângulo que o médio da Juve, jogador que foi adquirido no último defeso ao PSG, clube onde perdeu espaço nas escolhas de Unai Emery, tranquilizou as hostes francesas frente a um adversário que a jogar em casa gosta de complicar o jogo a qualquer selecção através da colocação de um futebol muito musculado a meio-campo. Continuar a ler “Os golos do dia”

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Uma questão de justiça

1 ano decorrido sobre o inigualável feito, penso que ninguém deu o devido valor ao guarda-redes do Sporting. Se Patrício não tivesse feito as espectaculares defesas que fez contra a Croácia (se não figurar um dia no apanhado das 10 melhores defesas da história dos europeus, creio que é uma tremenda injustiça), contra a Polónia…

(…)e frente à França…

o herói improvável não teria sequer entrado para fazer o golo mais improvável da história do futebol deste país.

O golo do dia

Dia de aniversário, a quanto obrigas! França e Inglaterra realizaram provavelmente um dos jogos do ano no amigável disputado esta noite no Saint Denis. Pelo que amiúde que pude ver na tv enquanto fazia de de convidado na festa de anos com que fui brindado, pareceu-me ter sido um jogo de uma qualidade técnica e física (pelo pace a que se disputou o jogo) sensacional, contrariando os aborrecidos amigáveis de final de temporada em que as pernas (e a cabeça dos artistas) estão longe do relvado e muito próximas dos exóticos destinos que irão preencher as suas vidas nas próximas semanas. Continuar a ler “O golo do dia”

Momentos da jornada europeia de qualificação para o Mundial

O fantástico momento individual do extremo bielorusso Pavel Savitskyi na vitória de Bielorussia frente à Bulgária por 2-1 no jogo a contar para o grupo A. Jogada de processos simples dos bielorussos. Passe muito bem calculado em profundidade do centrocampista Stanislav Dragun para a corrida do seu avançado frente ao central búlgaro Vasil Bozhikov. Com um drible para o interior, o avançado bielorusso do modesto Neman Grodno da liga bielorussa, tirou o seu oponente directo do caminho antes de realizar a preciosidade técnica que só parou no fundo das redes de Nikolai Mihaylov. Continuar a ler “Momentos da jornada europeia de qualificação para o Mundial”

Qué bien juega tu equipo, Julen! Pero no és tuya!

Os jogadores criam os treinadores. Qué bien juega la Roja com Julen Lopetegui. As sobreposições interiores que os alas e médios (no caso de Iniesta) fazem para oferecer as linhas de passe que acrescentam verticalidade e desequilibram qualquer defesa. A pressão que é feita assim que a equipa perde a bola. A velocidade de execução. As roletas que são executadas pelos jogadores menos técnicos da equipa para suplantar a primeira linha de pressão adversária de forma a tornar uma situação complicada num contragolpe coroado com o êxito. A tabelinha entre David Silva e Jordi Alba, tabelinha que rachou por completo o lateral adversário e permitiu ao lateral do Barça servir sem oposição a entrada na área do companheiro.

Pergunta-se: foi Julen quem trabalhou tudo isto? A resposta é óbvia, não, não foi Julen Lopetegui. E isso é prova mais que significativa do currículo de Julen nas selecções espanholas. É muito fácil pegar numa selecção quando se tem a magia dos jogadores do Barça, a velocidade de execução dos jogadores do Real Madrid, a intensidade com que jogam os jogadores do Atlético. Os jogadores chegam “feitinhos”. Construir equipas de raiz? Isso é mais difícil. A construção de equipas de raiz implica em primeiro lugar conhecer todos os jogadores no plano técnico, táctico, mental e perceber se o lote de jogadores satisfaz o modelo de jogo que se pretende implementar. Se não satisfaz, o treinador precisa de saber quem é que satisfaz esses critérios e pedir a contratação desses jogadores. Em segundo lugar, já com o plantel formado, o treinador precisa de construir esse modelo de jogo, ou seja, construir as dinâmicas de circulação de jogo, as dinâmicas que cada jogador terá que fazer para que essa circulação seja eficaz e proveitosa para a equipa, a atitude defensiva da equipa, o comportamento da equipa nas bolas paradas, o sistema de marcações, o sistema de pressão, entre outros aspectos. Quando o treinador consegue construir as chamadas rotinas da equipa, deverá ter em conta sempre a existência de planos B que possam suplantar eventuais lesões de peças-chave e adequação da sua equipa aos adversários que esta vai defrontar, preparando devidamente a equipa para se adequar ao jogo desse mesmo adversário.

Na passagem do técnico espanhol no Porto, provou-se, principalmente no primeiro ano que o técnico teve muitas dificuldades para cumprir esta necessária checklist. A prova disso mesmo? A rotatividade promovida pelo espanhol nos primeiros meses dessa temporada, sinal indicador que o trabalho que o espanhol deveria estar a fazer para construir minimamente aquela equipa não estava a ser feito. O espanhol tentou resultados a curto prazo, utilizando para o efeito em cada semana, literalmente, os “onze” que lhe davam mais garantias de sucesso ao invés de trabalhar um “onze” a longo prazo.

O árbitro de video resulta ou não resulta?

Claro que resulta! Claro que acrescenta “limpeza”, transparência e verdade desportiva ao jogo!

Se ainda existissem dúvidas, creio que essas dúvidas ficaram hoje dissipadas pela actuação do árbitro de video no jogo entre a França e a Espanha. A existência da figura é extremamente necessária para benefício da verdade desportiva precisamente por causa deste tipo de lances, ou seja, por causa de lances em que o posicionamento de determinado jogador em determinado contexto ditado pela rapidez com que se desenrola a jogada, coloca em dúvida a análise dos 3 árbitros que estão a acompanhar a jogo. Continuo a considerar que 3 árbitros não conseguem ver tudo o que se passa em campo. A multiplicidade de acções que são executadas a alta velocidade pelos jogadores não permitem que a equipa de arbitragem consiga focar-se correctamente em todos os acontecimentos contidos na jogada e decidir com a racionalidade que se exige. Quer queiramos quer não, a rapidez das movimentações dos jogadores criam efectivamente situações de ilusão de óptica.

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