A asneira colossal de Kurtley Beale na asquerosa exibição dos Wallabies em Twickenham

Na ressaca do categórico triunfo alcançado no passado sábado, dia 11, no Millenium de Cardiff frente à brava selecção galesa de Warren Gatland, a visita dos Wallabies até ao monstruoso estádio de Twickenham, catedral do rugby inglês, revestia-se por vários motivos, da maior importância para os comandados de Michael Cheika. Para além da histórica e intensa rivalidade existente entre as duas selecções, do extraordinário momento de forma colectivo que havia permitido uma série de 5 vitórias e 2 empates aos Wallabies nos 7 testes anteriormente realizados e do histórico de confrontos profundamente negativo (0-4) registado nos confrontos entre as duas selecções desde que Eddie Jones assumiu em 2015 o comando técnico da selecção inglesa, cabia aos forasteiros a possibilidade de poderem exercer, na “toca do leão”, o ónus da prova, ou seja, provarem que tem capacidade para derrubar aquela que é na minha opinião, a par com a Nova Zelândia, em função da sua fantástica performance defensiva, a principal candidata ao ceptro mundial.

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Mike Brown – a elegância do gesto técnico de recepção no ar a um pontapé adversário.

A posição de fullback (embora a língua portuguesa disponha de uma tradução para a posição – defesa flanqueador -os portugueses prefiram utilizar com mais regularidade o termo francês “arrière”) parece a quem assiste a um jogo de rugby em função fácil e até cómoda de desempenhar por qualquer jogador em virtude da sua posição recuada no terreno de jogo e da aparente facilidade das acções que este tem de desempenhar em campo, mas não é de facto, uma posição nada fácil. Continuar a ler “Mike Brown – a elegância do gesto técnico de recepção no ar a um pontapé adversário.”

Eddie Jones, o mestre da perfeição

O que é podem fazer os terceiras linhas da selecção inglesa frente-a-frente, com as cabeças separadas por uma bola, a partir de uma posição de flexão do chão? A treinar a velocidade de decisão e execução dos jogadores no breakdown, um dos aspectos que distingue claramente as equipas excepcionais das restantes. Uma equipa com homens capazes de reagir, decidir e executar mais rapidamente no breakdown é uma equipa que conquista mais bolas, que cria mais plataformas de ataque e que domina mais o seu adversário. Não só ao nível de posse e domínio territorial mas também no plano mental.

Imagem do dia

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A selecção inglesa de rugby revalidou o título de 2016 no Torneio das 6 Nações. Desta vez sem a conquista do Grand Slam (conquista só com vitórias na prova). A selecção irlandesa “vendeu-se cara” na tarde de consagração da selecção comandada pelo australiano Eddie Jones.

Perceber as regras e contornar as suas obrigatoriedades sem incorrer em falta – o exemplo da selecção italiana de Rugby

Aconteceu no passado fim-de-semana no jogo entre a Inglaterra e a Itália a contar para o Torneio Europeu das Nações. Confesso que até hoje desconhecia por completo a possibilidade de uma equipa não incorrer numa situação de fora-de-jogo numa situação passível de formação de ruck que acabou por não se constituir como tal. Nas imagens vemos a possibilidade de formação de ruck quando os ingleses são placados mas, os hábeis jogadores italianos acabam por não formar o ruck, ficando apenas dois jogadores a proteger a zona onde caiu o atleta placado para impedir que o mesmo pudesse apresentar rapidamente a bola para um companheiro de equipa capaz de furar pela zona central.

Em primeiro lugar cumpre-me colocar aqui parte da explicação da Lei do fora-de-jogo (lei 11) em vigor pela World Rugby, com especial enfoque para as situações de fora-de-jogo nas formações espontâneas do jogo:
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