Portugal 4-0 Nova Zelândia – Passeata em São Petersburgo

15 minutos finais de aceitável futebol permitiram à selecção confirmar o apuramento na primeira posição do grupo num jogo em que os restantes 75 não foram verdadeiramente aceitáveis face ao adversário que defrontámos em São Petersburgo. Perante um adversário tão inofensivo que só construiu 2 situações de golo em 2 lances oferecidos pelos centrais e pelo guarda-redes português, e tão débil do ponto de vista defensivo, o jogo contra os neozelandeses deveria ter sido facilmente solucionado no primeiro tempo com uma goleada se não tivessem existido alguns dos erros a que este elenco nos tem habituado. Continuar a ler “Portugal 4-0 Nova Zelândia – Passeata em São Petersburgo”

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Tardou mas não falhou


Na primeira vez que Eliseu subiu no flanco (até ao lance do 2º golo o lateral limitou-se a passar bolas para as acções de Quaresma, vendo de longe as suas acções e obrigando por vezes Ronaldo a baixar para tentar a tabela quando uma mera entrada externa poderia ser mais benéfica, porque criaria a situação de desequilíbrio com a presença de Ronaldo em zona de finalização) surge o lance mais bonito construído por Portugal na prova.

Contudo, continuo apreensivo com uma situação que tem vindo a repetir-se ao longo dos jogos nesta Taça das Confederações. Quando os jogadores portugueses recuperam a bola a meio-campo (em especial Danilo, Moutinho e os centrais) continua a existir pouca clarividência no momento da decisão “do que fazer com a bola”. É nessas situações em que me parece evidente um certo desnorte ao nível de inteligência porque por um lado o portador não assenta o jogo, ou seja, faz uma ligeira contemporização para que apareça (o mais imediatamente possível) um jogador a pedir a bola, para facilitar a situação de transição e, por outro lado, poucos são aqueles que são ávidos a desmarcar-se para vir pegar no jogo. Ronaldo  tem sido a excepção à regra (inépcia total) na frente de ataque portuguesa, numa primeira parte em que voltaram a existir aqueles inexplicáveis chutões para a frente que nada acrescentam ao jogo português (autênticas devoluções de bola) ou a resma habitual de passes falhados neste tipo de situações

Os golos do dia

A técnico trabalho de Raúl Jimenez no golo do empate frente à Nova Zelândia. Excelente rotação e excelente finalização do avançado do Benfica numa jogada muito bem desenvolvida por Javier Aquino (o game changer dos mexicanos no jogo; trouxe velocidade e objectividade à equipa) e Marquito Fabián face à extrema concentração de unidades neozelandesas no interior da área. 

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