Momentos gloriosos no campo de batalha – a selecção irlandesa

De uma ferocidade ímpar na vitória sobre os springbook por 38-3. Na placagem. Na luta pela conquista da bola. Nas acções de maul dinâmico. No tempo de entrada e na limpeza de ruck. Nas formações ordenadas.

O nome é estranho (Aki é um Irlandês d´além mares) e não é, se me permitem fazer uma piadinha sem teor jocoso e sem qualquer ponta de ofensividade, nada católico para um irlandês, mas a vontade do centro é muita. Aki tem força, vontade e potência para dar e vender ao jogo da selecção orientada por Joe Schmidt. O pilar Coenie Oosthuizen é, para terem uma ideia, um bichinho nada simpático de 129 kg. A sua queda em cima da vossa mão é o suficiente para vos fazer estalar uma ou mais falangetas dos vossos dedos. Aki “virou” o poderoso pilar com o prestoso auxílio do abertura Johnny Sexton e ainda se foi, deleitosamente embrenhar na selvática batalha pela conquista da posse da oval no ruck. Finda a gloriosa acção, fez aquele grito moralizador de dever cumprido, grito que consubstancia num só sentimento todos os valores desta modalidade.  Continuar a ler “Momentos gloriosos no campo de batalha – a selecção irlandesa”

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Mais um para os clássicos do rugby – All Blacks voltam a conquistar o Grand Slam do Rugby Championship

Aí está – o Grand Slam! O 8º Grand Slam (pleno de vitórias) em 15 conquistas All-Blacks nas 22 edições da prova. O 8º Grand Slam! Os neozelandeses passaram a ter mais um Grand Slam conquistado do que as conquistas dos rivais (África do Sul, Austrália; a Argentina ainda cumpre os seus primeiros passos na competição) na prova.

O frenético teste disputado em Cape Town foi um autêntico vale tudo de rugby.
Intenso, frenético, demasiado físico (metro a metro, ruck a ruck; com alguma permissividade garantida à formação da casa neste aspecto do jogo pelo francês Jerome Garcês, árbitro que viria a cometer, na minha opinião, um erro incrível na ponta final da partida quando decidiu considerar como carga ilegal passível de actuação disciplinar máxima, para marcação de penalidade e cartao vermelho o choque involuntário realizado por Damian de Allende sobre Richard Sopoaga; acho que se subentende que à velocidade a que é disputado o jogo, o jogador springbook não conseguiria de maneira alguma evitar o contacto naquela tentativa de contestação ao drop kick realizado pelo jogador all-black) . Como já se podia antever, o colossal desvio exibicional protagonizado pelos boks no 1º jogo entre as selecções, partida que terminou com uns inimagináveis 57-0, enfureceu de raiva toda a equipa sul-africana, obrigando-os a trabalhar melhor durante a semana e a adoptar uma postura e atitude competitiva de quilate muito superior, não só para limpar a imagem deixada na primeira partida como para evitar que os neozelandeses pudessem festejar no Cabo a conquista de mais um Grand Slam. Continuar a ler “Mais um para os clássicos do rugby – All Blacks voltam a conquistar o Grand Slam do Rugby Championship”