Um ensaio que ficará para a História do Rugby Português

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A portentosa arrancada do primeiro centro (interior) do Grupo Desportivo de Direito José Luís Cabral para o 2º ensaio obtido na partida de ontem frente à selecção uruguaia.

Uma estreia de sonho vale a primeira vitória aos portugueses no Mundial de sub-20 (Trophy)

mundial

créditos: Federação Portuguesa de Rugby

Uma das coisas que me dá algum conforto em saber é que o futuro do rugby português nos próximos 12 a 15 anos está bem assegurado nas mãos destes meninos e das gerações que aí vem. No meio de todo o clima de todo o clima de instabilidade, decadência, caos financeiro, falta de ideias exequíveis para todos os departamentos do rugby português (ou ideias irrealizáveis a mais, segundo a óptica de alguns), do recrudescimento de uma atitude bairrista em certos clubes, e acima de tudo, na letargia que impele alguns decisores de tentar dar a volta ao lodo em que nos encontramos através de atitudes, acções e comportamentos mais inclusivos ao invés dos clássicos comportamentos exclusivos e marginalizadores em relação aqueles que tem o rugby no sangue mas “não são da malta”, encontramos uma geração que em em meia dúzia de momentos bem conseguidos (suados, trabalhados, sangrados, chorados) consegue dar-nos um bote salva vidas para nos agarrarmos ao futuro. Estas vitórias (a vitória no Campeonato Europeu) tem sido para nós, os que observamos, os que perdemos dias inteiros à chuva a tentar fazer algo de produtivo pelo Rugby Nacional, o “elemento combustor” de um mecanismo de perda de memória em relação ao que não vai bem no Rugby Nacional.

A todos eles:

  • Jogadores que deram o litro numa verdadeira serenata à chuva, que nunca se desviaram do caminho a seguir, que nunca cederam às tentações da Juventude, que nunca atiraram a toalha ao chão…
  • Seleccionador nacional Luís Pissara, adjuntos, demais técnicos que colaboraram na formação destes atletas, aguadeiros, médicos, fisioterapeutas, team managers e todos os dirigentes que perderam uma boa parte dos últimos anos a projectar este resultado, a moralizar os miúdos e a dar-lhes alma a conteúdo…
  • Pais – o verdadeiro móbil que garante a existência e a prática desta modalidade em Portugal. Se não fossem os pais, esta modalidade teria uma expressão ainda mais diminuta daquilo que tem.
  • Dirigentes e Treinadores dos clubes

O nosso obrigado.

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