Adoramos este futebol medonho

Ainda para mais quando vem acompanhados deste tipo de erros defensivos. Ou não. Não! É miserável! Ninguém sai ao cruzamento de Raúl Jimenez. O jogador do Benfica lança e pode receber imediatamente o passe sem que Quaresma tenha saído para interceptar a bola. Raphael Guerreiro dá as costas a Carlos Vela. Se o lateral do Dortmund for rápido a atacar a bola para a aliviar com eficácia, digamos que até lhe desculpamos a falha. Acabou portanto por cometer uma dupla falha que foi obviamente capitalizada pelos oportunistas avançados mexicanos.

P.S: Osório estudou bem uma selecção cujos centrais tem uma dificuldade enorme na saída de jogo a partir de trás. Se juntarmos os bloqueios a todas as linhas de passe (devidamente cobertas) na pressão alta dos mexicanos à incapacidade clara dos centrais progredirem com bola (do outro lado, Moreno faz isso na perfeição) e a uma dada inépcia de William e Moutinho para vir pegar no jogo aos centrais, está feito o mix perfeito para levar José Fonte ao erro. Foram incontáveis os passes falhados do central bem como os chutões que não resultaram em mais nada que não a perda de bola e a devolução da iniciativa ao adversário. Falta manifesta de segurança no momento de construção.

 

Foi vendido, está no banco!

Durante o último ano, Fernando Santos testou em vários jogos (oficiais e amigáveis) o seu sistema de 2 avançados com Cristiano Ronaldo e André Silva. O jogador do AC Milan provou em diversos jogos que a sua presença na área dá um duplo benefício ao jogo da selecção: para além de se constituir como uma mortífera referência de área quando a equipa opta por tentar chegar à área através de cruzamentos (7 golos em 8 internacionalizações), o avançado do Milan beneficia o “jogo particular” de Ronaldo com as suas movimentações. Ao arrastar um ou até mesmo os  dois centrais adversários com as suas movimentações, o jogador cria o espaço necessário para Ronaldo entrar em zona de finalização à vontade, sem oposição, como tanto gosta.

Contra o México, André Silva começará a partida no banco. O que é que mudou em poucos dias nas ideias do seleccionador nacional? Ah, já percebemos. Foi vendido. Jorge Mendes já recebeu a sua comissãozinha de 10% do valor da transferência. O jogador já não precisa de ser valorizado na Taça das Confederações. E isso reforça novamente a ideia que se tem vindo a acentuar nos últimos anos no que respeita à influência de Jorge Mendes nas selecções nacionais.