Análise – Final da FA Cup – Arsenal 2-1 Chelsea

2 anos depois da última conquista da competição, Arséne Wenger volta a conquistar a Taça de Inglaterra. No maravilhoso palco de Wembley, as duas equipas de Londres ofereceram-nos um daqueles espectáculos de encher o olho. O Arsenal finalizou uma temporada muito difícil da melhor forma, realizando uma extraordinária exibição contra o campeão em título, o Chelsea de Antonio Conte. O resultado de 2-1 acabou por não espelhar a predominância dos Gunners numa partida em que a formação de Antonio Conte cometeu muitos erros defensivos e foi-se deixando enredar na fabulosa teia estratégica tecida pelo treinador gaulês do Arsenal.

Olivier Giroud e Aaron Ramsey acabaram por ser os heróis da partida, num desafio em que sinceramente foi-me bastante difícil atribuir uma menção honrosa em virtude da prestação incrível de várias unidades do Arsenal. Num dos primeiros toques na bola após a sua entrada para o lugar do desequilibrador Danny Welbeck, o francês assistiu o galês para o golo da vitória, quebrando por completo um ligeiro ascendente do Chelsea (reduzido a 10 por expulsão de Victor Moses) no jogo.

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Breves notas sobre a vitória do Chelsea sobre o Tottenham

As duas equipas que melhor futebol praticam em Inglaterra (em conjunto com o Everton, na minha modesta opinião) deram um fantástico espectáculo de futebol a quem pode assistir. Com o campeonato totalmente em aberto quando faltam 6 jornadas para o fim (o Chelsea tem neste momento 4 pontos de vantagem na tabela sobre os Spurs e um calendário bem mais agradável até ao final da prova, no qual a deslocação mais difícil será ao terreno do Everton; já os Spurs terão jogos difíceis em White Hart Lane frente a Arsenal e Manchester United e 3 difíceis deslocações aos terrenos do Leicester, West Ham e Crystal Palace) os Blues eliminaram os Spurs nas meias-finais da Taça de Inglaterra no jogo disputado esta tarde em Wembley. O pace a que foi disputada a partida foi simplesmente frenético em várias partes do jogo , quase todos os jogadores demonstraram uma intensidade incrível na disputa pela bola e os espectadores ainda ganharam vários brindes de oferta com os golaços de Willian, Marco Dele Alli, Hazard e Nemanja Matic e com as fabulosas assistências (e exibição) de Christian Eriksen.

Um facto curioso que me tem suscitado algum interesse nas últimas semanas prende-se com a utilização de esquemas tácticos similares ao que é utilizado por António Conte no Chelsea por parte das equipas que os londrinos tem defrontado. A utilização do esquema 3x4x2x1 (alguns consideram que o esquema táctico é um 3x4x3; Willian e Pedro não actuam como extremos puros mas antes como dois médios ofensivos nas costas do ponta-de-lança visto que o Chelsea projecta sempre os seus alas no ataque, alas que são devidamente cobertos pelos centrais que tem a missão de fazer a cobertura defensiva das faixas) por parte de alguns treinadores (Slaven Bilic do West Ham, Eddie Howe do Bournemouth e agora por parte de Maurício Pocchettino do Tottenham) são explicados pela necessidade de promover uma maior adequação das equipas ao sistema de Conte, “encaixando” mais as marcações que se pretendem realizar ao longo da partida. Continuar a ler “Breves notas sobre a vitória do Chelsea sobre o Tottenham”