Tour of the Alps – Resumo da 3ª e 4ª etapa

No Alto de Funes San Pietro (subida na extensão de 8 km) Geraint Thomas foi mais forte que toda a concorrência. Partindo no último km de um 2º grupo, grupo que estava a 20 segundos dos homens da frente (o colega de equipa da Sky Mikel Landa e o chefe-de-fila da AG25 Doménico Pozzovivo, ciclistas que tinham atacado a meio da corrida), o galês da Team Sky não só teve pernas para conseguir anular a diferença como ainda acabou a atacar nos metros finais, cortando a meta lado-a-lado com Landa.

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Rohan Dennis confirma a sua evolução como ciclista na etapa 2 do Tour of the Alps

Numa etapa marcada pelas más condições climatéricas, facto que dificultou imenso a captação e envio de imagens por parte da empresa responsável pela transmissão televisiva, só pude ver o sprint final ganho pelo australiano da BMC. O ciclista nascido em 1991 em Adelaide voltou a provar que se está a transformar paulatinamente num corredor capaz de dar cartas na média montanha. Veremos no Giro (prova onde vai participar pela primeira na edição deste ano) será terá capacidade para acompanhar o seu chefe-de-fila TJ Van Garderen na alta montanha.

Em 2º lugar terminou Thibault Pinot. Os 6 segundos de bonus permitiram a ascensão do francês à camisola “Fuchsia” de líder da prova visto que recuperou os 4 segundos de atraso para Scarponi

A etapa ficou marcada por um ataque de Mikel Landa (Sky). O vencedor da edição de 2016 deu um arzinho da sua graça na descida que conduziu os ciclistas à subida final traçada. Na companhia do chefe-de-fila da Bardiani Stefano Pirazzi, o espanhol chegou a conseguir 20″ de vantagem para o grupo principal mas foi apanhado a meio da subida final.

Vitória de Scarponi na 1ª etapa do Tour of the Alps

Já cheira a Giro de Itália!

O Tour of the Alpes, nome do antigo Giro del Trentino, prova de categoria 2HC da UCI que liga Kufstein na Áustria a Trento na Itália em 5 etapas, é a primeira prova de preparação para o Giro D´Itália. Frequentada por quem tem ambições no Giro, a prova deste ano pode contar com nomes como Geraint Thomas e Mikel Landa (Sky; ainda está em péssima forma física), Thibault Pinot (Française des Jeux), Davide Formolo e Davide Villela (Cannondale), Doménico Pozzovivo (AG2R), Dario Cataldo e Michele Scarponi (Astana), Rohan Dennis e Damiano Caruso (BMC), José Mendes e Emmanuel Buchmann (Bora), Egan Bernal e Francesco Gavazzi (Androni) e Damiano Cunego (Vini Fantini).

O final da primeira etapa não poderia ser mais electrizante que aquele que aconteceu na curta (podemos chamar-lhe mesmo um muro) subida do Hungerburg, subida de 4km (pendente máxima de 7,6%; pendente média de 7%) nos arredores de capital do Tirol Innsbruck. Na subida final, o vencedor da edição do Giro de 2011, o italiano Michele Scarponi voltou a encontrar-se com as vitórias, 4 anos depois de ter vencido a sua última prova no Gran Premio della Costa Etruschi. A vitória do italiano é um bom prenúncio para as etapas de média e alta montanha que se seguem e é de certa forma sinal que Scarponi quer preparar bem a sua participação no Giro para quem sabe tentar batalhar por um lugar no top 10.
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Quintana leva a azul do Tirreno Adriático para casa

A vantagem de 1 minuto e 9 segundos que o colombiano trazia em relação ao super especialista Rohan Dennis para o contra-relógio de 10 km que se disputou hoje na última etapa do Tirreno-Adriático, bastou para que o colombiano assegurasse a vitória na geral individual da prova. A vitória na etapa foi para o ciclista australiano da BMC. Com um tempo fabuloso, destronando o surpreendente Jos van Emden da Lotto-Jumbo, o australiano pode ultrapassar Thibault Pinot da FDJ. O francês defendeu-se bem mas não conseguiu segurar a sua segunda posição na geral.

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Muito discreto esteve Nélson Oliveira. O nosso grande especialista, um dos principais candidatos à vitória na etapa foi apenas 83º a 1 minuto de Dennis.

Peter, o dominador

Que fantástico final de etapa! Que fantástico esforço de Sagan para fazer a reaproximação nos últimos quilómetros e que fantástico sprint do campeão do mundo! Peter Sagan voltou a vencer no Tirreno Adriático na chegada a Fermo, numa etapa de rasga pernas que teve todos os condimentos para garantir aos amantes do ciclismo um elevadíssimo grau de espectacularidade.

A duas curtas inclinações finais proporcionaram uma multiplicidade de variáveis: havia quem, como Luis León Sanchez, um especialista neste tipo de etapas, pretendesse dar à sua equipa, à Astana, a vitória na etapa para de certo modo “remendar” a fraca prestação de Fabio Aru na prova, quem pretendesse (o caso de Vasili Kyrienka da Sky) rodar na frente para desgastar as equipas adversárias para permitir um ataque de Geraint Thomas sem resposta à altura, e quem, o caso de Thibault Pinot da Fdj, pretendesse tentar reduzir a vantagem na geral individual para Nairo Quintana. À espreita para ver o que é que acontecia nos quilómetros finais estavam Tejay Van Garderen, Rigoberto Uran e Peter Sagan, se bem que, desde cedo, a Bora, equipa do campeão do mundo jogou com duas peças: se alguém saísse do pelotão na penúltima subida, estava lá o polaco Rafal Majka para também discutir a etapa. Sem o segundo à geral em prova, Adam Yates, por desistência do ciclista britâncio, a tarefa de NairoMan para manter a camisola azul estaria ligeiramente mais facilitada visto que o atleta da Orica tinha revelado nas etapas anteriores alguma disponibilidade física para colocar os seus poderosos ataques.

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Quem mais poderia ser senão Nairo Quintana?

O colombiano, ciclista que está curiosamente na capa deste blog na sua semana de estreia, voltou a dar-se bem em Itália, mais concretamente na prova cuja classificação geral individual já tinha vencido em 2015. Na longa subida ao Monte Terminilho, o ciclista da Movistar fez uma interessante corrida no plano táctico, atacando no momento certo para derrubar a concorrência mais directa que era feita por Geraint Thomas (Sky; voltou a confirmar o seu excelente estado de forma), Adam Yates (Orica) e Rigoberto Uran (Cannondale).  Continuar a ler “Quem mais poderia ser senão Nairo Quintana?”