Tite e o sencionalismo bacoco que só serve para valorizar jogadores, criar mitos e vender jornais

«Não está fechado [a escolha do titular]. Adiantei o Ederson porque seria injusto colocá-lo na altitude [jogo na Bolívia]. Eu poderia tirar uma conclusão errada. Houve até jogadas ensaiadas do [Manchester] City, ele joga a bola e vai para o [Gabriel] Jesus na baliza do adversário. A reposição dele precisa ser estudada. Meteu o Gabriel na cara do golo»Tite, 10 de Outubro de 2017 na conferência de imprensa que se seguiu à vitória do Brasil sobre o Chile.

Permitam-me para início de conversa uma breve declaração de interesses: este post não visa de forma alguma desvalorizar o belíssimo trabalho que Tite está a realizar no comando técnico da selecção brasileira nem visa tão pouco beliscar as suas capacidades enquanto técnico (embora concorde que Tite está a ser um pouco valorizado devido ao facto de ser um treinador com um conhecimento mais alargado do jogo em relação ao padrão comum dos treinadores brasileiros – padrão-escola que dá maior enfase à dimensão técnica do jogo em detrimento das outras dimensões) porque creio que os factos são visíveis a olho nu e são incontestáveis – a selecção brasileira qualificou-se categoricamente para o próximo mundial na primeira posição da ronda de qualificação sul-americana com 41 pontos, frutos de um percurso quase imaculado (considerando que neste momento perder apenas uma partida em 18 jornadas, face à qualidade que é ostentada por todos os adversários sem excepção ou às condicionantes de ordem meteorológica que são oferecidas por algumas selecções como a Bolívia, o Perú, a Colombia e o Equador é um feito que deve ser levado em conta) de 12 vitórias, 5 empates e 1 derrota em 18 jogos – com um inacreditável (fantástico, mesmo) score de apenas 11 golos sofridos em 18 jogos. Em traços largos pode-se dizer que o bem trabalhado acerto defensivo que a canarinha mostrou nesta fase de qualificação provém de um trabalho de qualidade superior realizado pelo seleccionador durante este ciclo.

Por outro lado, este post também não visa questionar o imenso talento possuído por Ederson no jogo de pés porque esse talento, essa capacidade é real, deve ser considerado como extraordinário para o alcance tido como normal para a posição (50 a 60 metros de alcance; 70 metros no máximo para guarda-redes com uma capacidade técnica excepcional; de facto não existem por aí muitos guarda-redes que consigam, numa reposição, um alcance de 100 metros) e resulta de um excelente trabalho de aperfeiçoamento técnico e físico realizado ao longo dos últimos anos pelo jogador e pelo staff (treinadores, adjuntos, treinadores de guarda-redes) que o tem acompanhado nos últimos anos. No entanto, perante tais declarações proferidas por Tite não consigo ser obtuso ao ponto de considerar o facto como um facto de outra galáxia porque efectivamente conheço uma modalidade, o rugby, modalidade que pratiquei no passado, na qual existem jogadores que numa situação concreta de grau de dificuldade superior, conseguem alcançar com o seu pontapé distâncias de igual escala de alcance.

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Os golos do dia

 

Excelente gesto técnico do médio do Chelsea. O remate em rosca deu um extraordinário efeito à bola, tirando-a do alcance do voo de David Ospina.

Início este post com o fantástico golo de Willian no empate a 1 bola do Brasil (já qualificado há muito para a Rússia) frente à Colômbia, selecção que ainda terá que penar mais um bocado para conseguir a qualificação nesta frenética “ronda” de qualificação da COMNEBOL. Continuar a ler “Os golos do dia”