Vuelta – Etapa 12 – Tomasz Marczinski bisa na chegada a Los Dólmenes; Alberto Contador volta a dar espectáculo na montanha

Vuelta 2. World Tour 0. Se porventura dissessem, no início da prova, a Tomasz Marczynski que ele iria vencer duas etapas na dita, o polaco seria capaz de responder com uma tirada irónica. Qualquer ciclista com o potencial do polaco (3 vezes campeão nacional de estrada polaco; um palmarés com algumas vitórias, mas, quase todas em provas de menor importância e menor categorização) acredita que, num dia bom, pode conquistar uma vitória numa fuga, mas, daí até achar que iria vencer com imensa categoria duas etapas numa grande prova, vai um longo passo. Até à semana passada, o ciclista polaco nunca tinha conquistado qualquer etapa numa prova de World Tour. No espaço de duas semanas, conquistou 2 numa das maiores provas do calendário da categoria máxima.

Embalado pelo triunfo na semana passada, o ciclista polaco galvanizou-se quando acreditou que poderia surpreender todos os trepadores que consigo se encontravam no momento do ataque na 2ª categoria do Alto del Torcal.

Os grandes momentos do dia haveriam de ser protagonizados por dois homens: com um ousado ataque na subida para o Alto del Torcal, Alberto Contador voltou a ousar desafiar a liderança de Froome e os lugares dos 9 homens que se encontram à sua frente na geral, no dia em que Froome teve dois percalços que o levaram a perder alguns segundos para os mais directos rivais.  Continuar a ler “Vuelta – Etapa 12 – Tomasz Marczinski bisa na chegada a Los Dólmenes; Alberto Contador volta a dar espectáculo na montanha”

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Giro de Itália – Etapa 11 – Omar Fraille vence nos Apeninos, na etapa em que Rui Costa (2º) merecia muito mais

O suspeito volta sempre ao local do crime! A etapa 11 (etapa que cruzou a cordilheira dos Apeninos, ligando Florença a Bagno di Romagna) estava literalmente a pedir a presença do português. 4 montanhas categorizadas (2 de 2ª categoria e 2 de 3ª) numa autêntica etapa de rasga pernas, sem terrenos planos, corrida na região onde o português pode ser feliz nos campeonatos do mundo de 2013, pediam que o ciclista natural da Póvoa do Varzim, chefe-de-fila da UAE, pudesse, não obstante da relativa proximidade que ainda possuía à partida relativamente ao top 10 e até mesmo à frente da corrida (cerca de 8 minutos para Tom Dumoulin) tentar entrar numa fuga de maneira a lutar pela vitória na etapa.

Rui Costa deverá ter assinalado a etapa como o momento ideal para tentar conquistar o seu principal objectivo na prova italiana. Saindo do pelotão na fuga do dia (ainda antes da subida aos 1372 metros do Monte Fumaiolo; última dificuldade do dia) o português conseguiu deixar a sua marca de água na etapa que acabaria por ser algo inglória para o esforço que realizou durante a etapa. Com um ataque em vão no Monte Fumaiolo, viria a recuperar 20 segundos para o duo que ali passou na frente (Omar Fraille da Dimension Data e Pierre Roland da Cannondale) de forma a discutir a vitória na etapa com o ciclista espanhol, com o ciclista francês e com Tanel da Astana.
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