Os golos da jornada

Começo este post com o lance que deu origem ao primeiro golo do Inter na vitória dos nerazzurri por 2-0 sobre o recém promovido SPAL no jogo disputado durante a tarde de hoje no Giuseppe Meazza. A equipa de Luciano Spaletti está a conseguir realizar um prometedor arranque de temporada. Com 3 vitórias em 3 jogo e um futebol de um grau de qualidade muito aceitável, Spaletti parece estar a querer elevar o nível na formação nerazzurri. Veremos até onde este ciclo de vitórias se poderá estender.

Frente ao SPAL, modesta equipa patrocinada pela histórica e homónima empresa de porcelanas mundialmente conhecida que tem a sua sede na cidade de Ferrara (Emília Romagna; zona do vale do Pó) a formação do Inter teve algumas dificuldades para conseguir chegar ao primeiro golo em função das dificuldades criadas pela boa cobertura posicional do adversário no seu bloco recuado. Uma boa jogada realizada no interior do bloco adversário valeu a conquista (a João Mário) da grande penalidade que Mauro Icardi concretizou.  Continuar a ler “Os golos da jornada”

Os golos da jornada

O regresso do Mónaco de Jardim

Após a realização de uma pré-temporada algo periclitante no qual se depreendeu claramente que Leonardo Jardim terá que refazer a sua equipa (sem abdicar do seu tradicional modelo de jogo e da sua abordagem às partidas) com outros craques que a extraordinária formação (e direcção) monegasca lhe oferece, face às saídas de jogadores importantes como Benjamin Mendy, Tiemoué Bakayoko, Bernardo Silva e ao que tudo indica, Kylian Mbappé, a formação monegasca voltou, frente ao Marselha, ao seu estilo habitual. Do pouco que pude ver vi que a equipa voltou a recuperar os seus processos de jogo habituais (pressão alta à saída adversária, ataque à profundidade, tabelas no jogo interior, aceleração no contra-ataque seguida de abertura para a entrada de Thomas Lemar na esquerda) e foi muito eficaz nos lances de bola parada. O exemplo disso foram os golos apontados pelo central internacional polaco Kamil Glik e Radamel Falcão, em dois lances nos quais a formação orientada por Rudi Garcia cometeu dois inexplicáveis erros de marcação. No primeiro lance é inacreditável, para uma equipa que treina semanalmente lances de bola parada, o facto de terem aparecido 4 jogadores em zona de finalização sem marcação ou sem que a equipa pudesse justificar as falhas de marcação com um acto de subida da linha defensiva no momento do passe para deixar os monegascos em offside.

Thumbs down para Rudy Garcia. Este é um daqueles lances que deixa qualquer treinador à beira de um ataque de nervos. Ou melhor: lances. O Mónaco marcou 3 golos dos 6 golos em lances de bola parada. Garcia terá portanto muito trabalho pela frente neste capítulo durante os próximos 15 dias.

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Andrea Belotti, o bombardeiro

O avançado de 23 anos do Torino não é como o algodão. Andrea Belotti é um clássico caso da formação italiana de avançados: tem um pé esquerdo abençoado que lhe permite disparar bolas de todas as formas e feitios, é um poço inesgotável de força e de combatividade na disputa de todos os lances, característica que lhe permite ombrear mano-a-mano com todos os defesas centrais do planeta terra, é fortíssimo no jogo aéreo, quando é solicitado em profundidade para ganhar de cabeça e permitir a continuidade ofensiva da equipa ou quando é chamado a finalizar aos maravilhosos cruzamentos que são depositados para a área pela matéria prima qualificada neste departamento que a equipa de Turim possui: nada mais nada menos que jogadores como o sérvio Adam Ljajic, o argentino Iturbe, o espanhol Iago Falqué ou o lateral direito Lorenzo Di Silvestri.

Belotti possui características que me fazem lembrar um pouco de Vieri (a força, a potência de remate, a finalização em potência), o poderio físico de Luca Toni (o jogador não é muito alto; o 1,81m garante-lhe mobilidade), o dribbling destemido “campo fora” de Antonio Cassano (aquelas jogadas um contra o mundo que celebrizaram o internacional italiano) e o oportunismo\capacidade de finalização de Pipo Inzaghi. Mas, infelizmente, ainda não é possível afirmar com 100% de certezas que o jogador será capaz de apresentar numa equipa grande o mesmo rendimento que apresenta no Torino. O exemplo vivo de avançados que brilharam ou relançaram a carreira nos Granata nas últimas temporadas (Ciro Immobile, Alessio Cerci, Fabio Quagliarella) e não confirmaram as épocas sensacionais realizadas nos emblemas de maior expressão para os quais foram transferidos, leva neste momento os grandes de Itália a desconfiar que os 22 golos marcados por Belotti na Série A podem ser mais um exemplo de “pólvora a mais” no clube de Turim.