Inacreditável

Não tenho palavras para descrever o imponente nível das exibições de Roger Federer durante a presente temporada. O suíço parece estar disposto a finar-se (para o ténis profissional) pela porta grande, ou seja, a desafiar e a superar todos os seus limites. E os seus limites são, como se sabe, altos. Em Wimbledon, o suíço voltou a fazer um verdadeiro compêndio do do seu percurso enquanto atleta de alto rendimento: todas as oportunidades, por mais pequenas que sejam, são caminhos válidos para se chegar ao topo. Sem perder um set, o suíço vulgarizou praticamente todos os adversários no seu caminho para a final, partida em que Marin Cilic não teve muitas oportunidades para contrariar os poderosos winners da fabulosa esquerda de Federer bem como os seus vitoriosos forehands.  Continuar a ler “Inacreditável”

O falso rolo compressor de Nadal!

Eis a razão pela qual a “histórica” armada espanhola sempre teve algumas dificuldades para perceber o relvado de Wimbledon em particular e a superfície de relva em geral, exceptuando os anos em que Nadal venceu Wimbledon (2008 e 2010) “por falta de comparência” de Roger Federer no sensível momento em que o suíço teve que recuperar da mononucleose sofrida em Janeiro de 2008. Continuar a ler “O falso rolo compressor de Nadal!”

As jogadas do dia – Dustin Brown

Confesso que nos últimos dias tenho dedicado pouca atenção ao Torneio de Wimbledon. À noite, com calma, na minha ronda informativa, vou vendo alguns resumos de algumas partidas. Exceptuando os jogos disputados entre Rafael Nadal e o australiano  John Millman (1ª ronda), e a partida também de 1ª ronda entre Milos Raonic e o alemão Jan Lennard-Struff (cujo jogo vi apenas parcialmente), ainda não pude assistir a uma partida com verdadeiros olhos de ver. Contudo, os resumos vão-me chegando e sobrando para tirar algumas ilacções sobre o momento de forma de alguns tenistas. Foi nessa série de resumos que encontrei as pancadas de sonho de Dustin Brown, o jogador que eliminou o português João Sousa na primeira ronda do Grand Slam londrino.

Ao longo dos anos já tinha visto algumas das acrobáticas pancadas com que o alemão (de ascendência jamaicana) nos tem brindado. No torneio londrino, o jogador de 32 anos jogou (frente a João Sousa e Andy Murray) com os seus níveis de confiança a bater no topo do Evereste! É certo que o seu ranking mundial actual (97º) permite-lhe a veleidade de jogar Grand Slams sem qualquer tipo de pressão…