Volta à Turquia – 1ª e 2ª etapa

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De ontem, dia 10, até domingo, dia 15, a Turquia será palco para uma das últimas provas por etapas do calendário world tour e até mesmo do calendário internacional do pelotão internacional. Num percurso com início em Alanya e final em Instambul que será realizado na sua totalidade (por razões quiçá relacionadas com a promoção turística da belíssima costa turca, objectivo do principal financiador da prova: a Presidência da República Turca; em função da transmissão televisiva da prova para todo o mundo, a promoção turística de determinadas zonas de um país é em muitas provas o critério primordial que norteia o desenho do percurso da prova) junto à costa mediterrânica daquele país ao longo de 6 etapas, a organização decidiu contemplar-nos com um desenho para todos os gostos e para todo o tipo de características que prevê 1 etapa totalmente corrida em terreno plano e 5 etapas de perfil mais acidentado, sem que nenhuma termine em alto. As restantes 4 terão alguma montanha nas suas fases iniciais ou finais (eu destaco as abordagens finais à montanha no final da 3ª e da 5ª etapa como os momentos que podem ser aproveitados por todos os trepadores para marcar a diferença na luta pela vitória na geral individual) embora a montanha existente (essencialmente 2ªs e 3ªas não tenha um altivo grau de exigência. A prova só terá uma contagem de primeira categoria nos primeiros quilómetros da etapa 4.

Como tem sido apanágio desde que a prova subiu ao topo da nomenklatura de provas da UCI, a prova turca volta a receber nas suas estradas algumas figuras com algum estatuto no actual panorama do ciclismo, pese embora o facto da prova ter sido descartada em 2017 do planeamento de algumas das equipas de World Tour. No que concerne a sprinters, não correndo o risco de poder ser spoiler, visto que irei abordar de seguida as primeiras etapas da prova, apresentaram-se na Turquia nomes interessantes como os de Riccardo Minali da Astana, Edward Theuns da Trek, Justin Jules da Veranclassic\Aqua Protect e Sam Bennett da Bora. Em termos de trepadores, a coisa está mais preenchida. Leopold Konig da Bora, Jarlinson Pantano da Trek, Darwin Atapuma e Diego Ulissi da UAE, David Arroyo da Caja Rural, e Sergey Firsanov da Gazprom poderão ser alguns dos vários candidatos à vitória na geral individual.

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Benoit Cosnefroy é o novo campeão mundial de estrada no escalão de sub-23

A vitória é de quem arrisca. A selecção francesa de sub-23 arriscou mais que as outras selecções na última volta ao circuito de Bergen e lucrou com a sua pujante e ofensiva atitude.

Numa corrida de 191 km muito esticada, disputada a um ritmo alucinante, e muito atacada a partir da 5ª as 11 voltas planeadas pela organização ao circuito fechado que receberá no próximo domingo a prova de estrada de elites, a Itália de Vincenzo Albanese (Bardiani) levantou a onda de vento que se viria a seguir quando lançou Eduardo Affini ao ataque no início da última volta. Da investida do ciclista italiano formar-se-ia um quinteto na frente. Com dois ciclistas presentes nesse quinteto, a selecção francesa lançou Benjamin Thomas (o actual campeão do mundo de Madison e Omnium, disciplinas do ciclismo de pista) e Damien Touze. Tanto Thomas como Touze viriam a fracassar nas suas tentativas de ataque. Continuar a ler “Benoit Cosnefroy é o novo campeão mundial de estrada no escalão de sub-23”

Giro de Itália – Etapa 13 – Poker de Gaviria

Já cheira a goleada. Fernando Gaviria 4-1 Andre Greipel. O alemão da Lotto-Soudal já não sabe o que fazer para ser mais rápido que o colombiano da Quickstep. Tendo efectivamente mudado de estratégia nesta etapa, na abordagem ao sprint final, o alemão tentou-se colocar na roda do lançador do colombiano, o argentino Mauro Richeze, dando ali, a meu ver, um sinal claro de impotência para travar a onda de vitórias do ciclista sul-americano. Vindo bem de trás, o colombiano voltou a superiorizar-se a toda a concorrência, batendo em cima da linha de meta o irlandês Sam Bennett (a Bora voltou a promover um excelente trabalho na parte final da tirada) e o belga Jasper Stuyven, enquanto o alemão ficou novamente a dormir na forma. Esta poderá ter sido a última etapa discutida ao sprint da prova. Continuar a ler “Giro de Itália – Etapa 13 – Poker de Gaviria”

Giro de Itália – Etapa 8 – A vitória de Gorka Izaguirre na chegada do Giro à costa do Adrático

A 8ª tirada da prova, com final marcado para a dura subida de 1km ao centro de Peschichi, pequena vila turística de 4500 habitantes na região da Puglia (pronvincia de Foggia) com vista privilegiada para o azul claro do mar Adriático convidava, devido à “ondulação” do terreno (188 km de puro sobe e desce) à eventual saída numa fuga de puncheurs ou de gregários de luxo das várias equipas.

Nas 3 fugas do dia, saíram homens com algum estatuto dentro das suas respectivas equipas. Se um dos fugitivos se tratou do próprio chefe-de-fila da Astana na prova italiana (o caça etapas Luis León Sanchez ), outros foram nem mais nem menos do que os principais gregários de luxo dos principais candidatos à vitória na geral individual, casos de Gorka Izaguirre (gregário de Nairo Quintana na Movistar) e Giovanni Visconti (gregário de Vincenzo Nibali na Bahrain-Mérida). Na subida final Gorka Izaguirre haveria de somar o seu primeiro triunfo no Giro, igualando o pecúlio particular na prova do seu irmão Ion Izaguirre (actualmente na Bahrain-Mérida).  Continuar a ler “Giro de Itália – Etapa 8 – A vitória de Gorka Izaguirre na chegada do Giro à costa do Adrático”