Volta à Turquia – Sam Bennett conquista a sua 3ª vitória de etapa

Os últimos quilómetros da curta tirada de 128 km que ligou Fethiye a Marmaris foram deveras interessantes de seguir. Constando no perfil geral da prova como a última oportunidade que esta oferecia para os sprinters que se apresentaram na prova turca antes das 3 etapas de média montanha que se seguirão, à partida, não era 100% líquida a possibilidade desta vir a ser disputada na sua ponta final em sprint massivo ou até com a presença de sprinters na frente. Os dois obstáculos montanhosos não categorizados (na minha humilde opinião, a não categorização daquelas subidas por parte da organização foi um verdadeiro crime que tirou alguma espectacularidade à prova – a primeira merecia talvez uma 3ª categoria e a última uma 2ª – dada a sua extensão de aproximadamente 4 km e a sua pendente média de 6,5%) desenhados pela organização nos últimos 30 km poderiam efectivamente vir a retirar de combate os vários sprinters em prova da discussão se a corrida fosse atacada pelos corredores que irão lutar pela vitória na geral individual nas montanhas nos próximos dias. Nos últimos 10 km, fiquei com a impressão de que o cenário final acima conjecturado poderia concretizar-se quando vi Darwin Atapuma e Diego Ulissi ao ataque e David Arroyo a rondar a frente do pelotão. Continuar a ler “Volta à Turquia – Sam Bennett conquista a sua 3ª vitória de etapa”

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Volta à Turquia – 1ª e 2ª etapa

turquia

De ontem, dia 10, até domingo, dia 15, a Turquia será palco para uma das últimas provas por etapas do calendário world tour e até mesmo do calendário internacional do pelotão internacional. Num percurso com início em Alanya e final em Instambul que será realizado na sua totalidade (por razões quiçá relacionadas com a promoção turística da belíssima costa turca, objectivo do principal financiador da prova: a Presidência da República Turca; em função da transmissão televisiva da prova para todo o mundo, a promoção turística de determinadas zonas de um país é em muitas provas o critério primordial que norteia o desenho do percurso da prova) junto à costa mediterrânica daquele país ao longo de 6 etapas, a organização decidiu contemplar-nos com um desenho para todos os gostos e para todo o tipo de características que prevê 1 etapa totalmente corrida em terreno plano e 5 etapas de perfil mais acidentado, sem que nenhuma termine em alto. As restantes 4 terão alguma montanha nas suas fases iniciais ou finais (eu destaco as abordagens finais à montanha no final da 3ª e da 5ª etapa como os momentos que podem ser aproveitados por todos os trepadores para marcar a diferença na luta pela vitória na geral individual) embora a montanha existente (essencialmente 2ªs e 3ªas não tenha um altivo grau de exigência. A prova só terá uma contagem de primeira categoria nos primeiros quilómetros da etapa 4.

Como tem sido apanágio desde que a prova subiu ao topo da nomenklatura de provas da UCI, a prova turca volta a receber nas suas estradas algumas figuras com algum estatuto no actual panorama do ciclismo, pese embora o facto da prova ter sido descartada em 2017 do planeamento de algumas das equipas de World Tour. No que concerne a sprinters, não correndo o risco de poder ser spoiler, visto que irei abordar de seguida as primeiras etapas da prova, apresentaram-se na Turquia nomes interessantes como os de Riccardo Minali da Astana, Edward Theuns da Trek, Justin Jules da Veranclassic\Aqua Protect e Sam Bennett da Bora. Em termos de trepadores, a coisa está mais preenchida. Leopold Konig da Bora, Jarlinson Pantano da Trek, Darwin Atapuma e Diego Ulissi da UAE, David Arroyo da Caja Rural, e Sergey Firsanov da Gazprom poderão ser alguns dos vários candidatos à vitória na geral individual.

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